E Melhores Alunos? Com Melhores Condições Em Casa?

Voltamos à discussão da treta acerca do que são “melhores” professores. Algo que muda de acordo com preconceitos ideológicos, manias pessoais ou interesses de grupos de pressão.

Os bons professores fazem bons alunos, mas grupos de bons alunos também não ajudam a ser-se bom professor? Que indicadores são considerados? Apenas os resultados em exames ou final de período? E o que dizer do insucesso que resulta do puro absentismo ou ostensivo desinteresse?

E um bom professor consegue contrariar um mau ambiente escolar ou más condições de trabalho? Ou um sistema que define que só 5% podem ser excelentes? Mas, se a excelência está oficialmente definida como residual, qual o estímulo para todos serem excelentes? E terão sido esses excelentes definidos pela add os que são mesmo os mais excelentes entre os excelentes?

Se todos os docentes tivessem o impacto dos melhores colegas, os resultados dos alunos podiam subir. Estudo da Edulog mediu pela primeira vez o efeito que um professor tem no desempenho dos estudantes das escolas públicas.

19 thoughts on “E Melhores Alunos? Com Melhores Condições Em Casa?

  1. Paulo, e que dizer disto em https://www.edulog.pt/: : https://youtu.be/9hGs-wiFWFM ??!!

    Um painel a falar de professores sem um único professor.
    Três ex-ministros a falar sobre o ministério de educação como se nunca lá tivessem estado. Pergunto: O que andaram a fazer?

    E, cereja em cima do bolo, o Justino a dizer (a partir do minuto 42′ sensivelmente) que os professores deviam estar muito satisfeitos com o sistema de avaliação (ADD) porque não se manifestavam… Cruzes, credo!!!

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    1. “os professores deviam estar muito satisfeitos com o sistema de avaliação (ADD) porque não se manifestavam…”

      Nesta parte não se pode dizer que não tem razão … tirando algumas iniciativas de grupos reduzidos de professores, às quais reconheço enorme valor, não há uma luta conjunta e com verdadeiro impacto, que mostre claramente o quanto estamos a ser lesados.
      O pessoal desistiu e tem medo de se manifestar.

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  2. Já não consigo levar estes estudos a sério. Aos professores tudo compete e aos alunos, em certos casos (quantos?), nada.A passagem está assegurada, mesmo sem fazerem nada. Aliás, a máxima deveria ser “trabalhar está errado, pode-se obter o mesmo sentado ou deitado ou …!”
    Já me vai faltando a paciência para tanta “inclusão exclusiva”! Afinal, o que significa avaliar? Se é para fazer de conta, poupem-nos tempo
    e acabem com as reuniões!

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  3. Qualquer aluno com ” melhores condições em casa ” tem à partida muito maiores possibilidades de sucesso. Conviver diáriamente com pais interessados , refeições a horas ,e que acompanhem os filhos , demonstrem interesse pelos seus resultados escolares ,vejam os seus cadernos , falem de forma correta ( sem erros ) ,etc são determinantes , uma enorme ajuda para o sucesso dos alunos. Há as exceções … mas infelizmente são casos raros.

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  4. Como sempre, a culpa é dos professores.
    Verdade!
    Aceitam tudo, ditadura na gestão, fraude e opacidade na ADD, horários ilegais, sobrecarga de trabalho…
    Formam um rebanho. O pastor é o se Costa e o canídeo de guarda é/são o(s) diretor(es).

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  5. Acentua-se o descolar da realidade.
    As atas, os relatórios os… e os modelos disto e daquilo ganharam vida própria.
    De tão desligados da realidade, sobrevivem independentemente dela.
    Um exemplo?
    Quase tudo o que fica registado (ou não registado, lol) dos (supostos) acompanhamentos das CPCJ.
    As análises ou estudos que se façam com base na papelada produzida desenharão sempre realidades alternativas.
    Tão garantido quanto garantida está a avaliação de muito bom ou excelente a tudo o que “dessa papelada” nos peçam para avaliar.

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  6. Pingback: Primeiro Ciclo
  7. Vem aí mais um plano, 21/23 escola +, onde tudo se exige apenas e só aos MESMOS professores. Condições, tempo no horário, ZERO. Assim como se, numa empresa afetada pela pandemia, a solução fosse aumentar o número de horas de trabalho diário (dos trabalhadores) de 10 para 15. Infelizmente muitos professores parecem ainda não ter percebido!
    O que disponibiliza o ministério para a concretização do plano?
    ZERO.
    Shame on you, ministro Costa.

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    1. Concordo, Mariaporto! Vamos todos votar no CHEGA, para mudar este estado de coisas. Se o Ventura ganhar, para Ministro da Educação foi prometido o professor João Tilly, que leciona Mat. na ES da Serra da Estrela! Vamos a isto MariaPorto?

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