As Minhas Séries

Sim, claro que vi. Não comprei cromos, mas ainda tenho por aí o single em vinil com a versão castelhana da música do genérico (menos estridente que esta versão nacional).

Melhor… tenho umas figurinhas pequenas do Pedro, do avô e de uma ovelhinha. O que na altura não era nada perturbador, mas agora pode fazer franzir algumas sensibilidades.

Depois vieram o Marco, a Abelha Maia, o Tom Sawyer, o Conan, mas esta está para as séries de animação japonesas para petizes como a Gabriela esteve para as novelas brasileiras para crescidos.

E Se Sorteássemos…

quem recebe o estipêndio para fazer uma crónica semanal residente no Expresso?

Porque “uma das coisas mais frustrantes no debate público dos últimos 20 anos” é a forma como se repetem as picaretas falantes ou teclantes, quase sempre a dar escapatória às suas obsessões muito particulares.

E “qualquer pessoa honesta entende, para se avaliar a qualidade” de uma publicação, é necessário perceber o que é que a publicação adiciona aos seus leitores.

“Na ausência dos dados, o que digo a seguir é pura especulação”, mas talvez o modelo de gestão flexível das publicações privadas lhes permita identificar e promover os melhores cronistas. Se fosse assim, mais facilmente se conseguiria pensar como promover os melhores cronistas no espaço mediático público.

“Muito provavelmente, é essa a principal reforma a fazer” na comunicação social. Identificar os bons cronistas, pagar-lhes melhor e encontrar carreiras alternativas para os maus. Como ensinar na Universidade, acrescento eu.

Lá Vem Mais Um Enxerto

Não consigo compreender – a sério que não – que se estejam sempre a fazer “curvas fechadas” em vez de se defender a existência de um sistema aberto à variação, que contemple múltiplas possibilidades (quer-me parecer que “criatividade” não será propriamente o conceito mais corrrecto a aplicar neste caso), em vez de cada facção se querer sobrepor em cada momento de “reforma”.

Discussão pública terminou nesta sexta-feira. Documentos sobre aprendizagens de Matemática no básico merecem desacordo da Sociedade Portuguesa de Matemática. Fórmula resolvente das equações de segundo grau deixa de ser dada no 9.º ano e, nos dois primeiros anos, desaparecem destas orientações curriculares as chamadas “contas em pé” no papel.

Sábado

Não há sinal mais negativo do que o da pessoa que deixou de se chatear, de se aborrecer, de sequer se indignar. Porque significa que já não quer saber e que, quase por certo, desistiu.

Ainda não desisti. Pelo menos dos alunos, que de muita outra coisa, se não desisti, pelo menos já acho que protestar e indignar-me é mera perda de energia. E havendo poupanças a fazer, que sejam selectivas. Vamos estabelecendo prioridades pela negativa: o que é que não me interessa já de modo algum? É a isso que se lança um manto de indiferença.