O Que (Ainda) Está A Correr Mal?

Imaginemos uma turma que está em casa desde 5ª feira passada porque o DT toou essa decisão na sequência de um caso positivo confirmado na 4ª feira. O contacto de alguém das autoridades de saúde – simpático, diga-se desde já – só chegou a meio da manhã de 6ª feira, validando a decisão tomada na véspera. E foram prometidos os códigos para os testes para alunos e professores, assim como as declarações de isolamento profilático. Por razões que só quem anda no terreno sabe, há alunos que não têm meios para receber nada disso no telemóvel ou por mail, porque a “transição digital” continua uma treta, pelo que o DT é que fica responsável pela recepção e transmissão dessas informações. Que, num caso, chegou apenas hoje em duplicado (às 16.43 e 19.23), com a indicação de ser “Emitida automaticamente pelo Sistema informático implementado na ARSLVT”.

Belo sistema informático, que reage com todo este atraso. Ou então são os meios humanos que estão a faltar porque, para variar, ninguém previu esta nova vaga de casos positivos.

Que andam pelas escolas, por muito que o economista Conraria se amofine no esplendor da sua esmerada educação bostoniana. Afinal, as “redes sociais” são o aquilo que alguns burgessos (mesmo que muito diplomados) fazem delas.

2ª Feira

Sempre gostei daquela “anedota”, que me foi contada pela primeira vez há muitos anos pelo professor de Filosofia de 10.º ano, sobre a forma de demonstrar a falsidade dos argumentos de Zenão contra o movimento. Bastaria, de acordo com a tal estória, dar um estalo ao filósofo enquanto ele discorria sobre os seus paradoxos para provar que o movimento é possível e que tanto a seta chega a acertar no alvo como Aquiles consegue ultrapassar a tartaruga.