O Que (Ainda) Está A Correr Mal? – Parte 2

Acerca do que ficou escrito ontem no primeiro parágrafo deste post, o DT em causa (certamente imaginário, que isto não acontece no país real) recebeu da ARSLVT mais cinco declarações de isolamento profilático para o mesmo aluno, por mail, entre a 1.31 e as 13.27 do dia de hoje. Entretanto, em tempo útil (digamos, nas 48 horas depois da ocorrência), quase ninguém tinha recebido a dita declaração.

(adenda: continuam a chegar-me declarações ao ritmo de mais uma a cada três horas, pelo que já recebi nove!)

O sistema está sobrecarregado? Claro… se mandarem sete declarações em menos de 24 horas para cada destinatário…

A Ler

(…) Ciclicamente, o mundo mediático desperta para a magia dos bons professores. Há cerca de 20 anos que não saímos dum imaginário maniqueísta exclusivo para professores. Não há nada de parecido com os melhores noutra profissão que não seja do espectáculo ou da precariedade. Nenhuma fundação se atreve a fazê-lo para os melhores psiquiatras, neurocirurgiões ou juízes, nem sequer para o desempenho de deputados, comentadores ou professores do ensino superior.

3ª Feira

Embora o título do estudo refira o “impacto”, expressão já de si passível de várias interpretações, a verdade é que o debate que suscitou foi no sentido de sublinhar a necessidade de identificar os “bons” professores e afastar os “maus”, sem que em nenhum momento se analise qualquer variável relacionada com o trabalho dos professores em sala de aula. Essa é a limitação mais evidente de um trabalho que acaba por seguir uma lógica similar à que considera como melhor operário, o que coloca mais parafusos durante uma hora.