A Isto Chama-se Gozar Fortemente Com O Pessoal (Até Porque É Apenas Para Directores/Lideranças)

Tornar a Escola numa Organização (ainda mais) Feliz

O domínio do bem-estar pessoal e profissional docente, bem como o da felicidade organizacional, integram atualmente o leque das preocupações dos sistemas educativos na Europa e no mundo, tendo começado a ocupar alguma centralidade na investigação em educação a partir do momento em que se começaram a recolher evidências sobre o impacto da felicidade nas práticas dos docentes e no sucesso académico dos seus alunos (só para referir alguns exemplos).

Assim, pela sua atualidade e pertinência quis a DGAE, em parceria com a Universidade Atlântica, proporcionar aos diretores/lideranças das UOs públicas uma formação nesse âmbito, na modalidade de curso de formação, acreditada pelo CCPFC, com a designação “Ferramentas para construir uma “Happy School”: docentes, lideranças e organizações educativas”, dinamizada pelos Professores Doutores Jorge Humberto Dias, Tiago Pita e Georg Dutschke, especialistas na área da felicidade pessoal e organizacional.

São objetivos desta 1ª edição do curso:

  • Compreender o enquadramento da teoria da felicidade na formação ética do docente e sua intervenção em contexto educativo e escolar
  • Conhecer as experiências de outros sistemas educativos e organizações escolares pela análise da nova literatura/realidade sobre a importância da felicidade na administração escolar
  • Percecionar a utilidade e eficácia das ferramentas do trabalho felicitário na liderança das organizações educativas
  • Criar materiais de suporte a uma intervenção sustentável de felicidade nas organizações educativas dirigidas a resultados, como sejam, aumento de sentimento de pertença, comunicação, diminuição do absentismo, fixação do pessoal, entre outras.

Pela adesão e interesse demonstrados pelos participantes, prevê-se uma 2ª edição para o próximo ano letivo 2021/2022.

25 opiniões sobre “A Isto Chama-se Gozar Fortemente Com O Pessoal (Até Porque É Apenas Para Directores/Lideranças)

    1. Felicidade em ditadura!!
      Só se for a, maior, felicidade dos pequenos hiteleres (diretores).
      Isto é literalmente gozar com quem trabalha.

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  1. Felicidade organizacional? Trabalho felicitário? Criar materiais a uma intervenção sustentável da felicidade? Ou seja, não se pode estar infeliz, deprimido, e vão andar a fazer grelhas para avaliarem o grau de felicidade. Já me sinto deprimida com vontade de beber cicuta e de cortar os pulsos. Faltam-me dez anos ( já conto com os 67 lá para a reforma) para me livrar disto. Para sorrir, temos direito a cheque dentista? Dez anos é muito tempo , como cantarolava o Paulo de Carvalho. Nunca ouvi falar destas coisas de felicidade medida a metro.

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  2. Fico feliz por ver tanta gente – supostamente feliz – preocupada com a felicidade (ou infelicidade) docente. Mais feliz ficaria se, antes de concretizada esta feliz cruzada que, felizmente, nos conduzirá à felicidade, fossem erradicas ,já! , coisas tão infelizes como seja: a excessiva e infeliz carga burocrática; o infeliz facilitismo que trará infelicidade aos alunos ; a infeliz equipa ministerial que em nada contribui para a nossa felicidade. Os felizes contemplados rejubilariam com tanta felicidade.
    Felicitações.

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  3. Deambular.
    Estender o olhar até no horizonte nada mais restar.
    Poder retomar o caminho em qualquer direção.
    Parar sempre que nos apetece.
    Não precisar de justificar a inutilidade de um momento, de uma hora ou de um dia.
    Não contabilizar o que não se fez nem tentar recuperar o tempo “perdido”.
    O tempo foi-nos dado, não emprestado!
    Poder estar, sem ser obrigado
    a consumir ou conversar.
    Viver cada momento como aquele em que se nasceu: sem outra obrigação
    que não seja a de respirar.
    Ar, ar, ar!

    Que difícil é ser petiz numa escola (qual perdiz na sacola).
    Como estruturar um pensamento quando todos nos montam como ao jumento?
    Que faremos com tão pesada albarda de conhecimento?
    Montamos uma empresa antes que ela se monte em nós, ou
    vogamos no oceano até onde nos levar o vento?
    Ar, ar, ar! Nas velas para nos levar.

    Arte fazer sonhar
    arde sonho de luar
    e muitas estrelas para conhecer
    ardidas muito antes de aqui chegar.
    A Terra foi-nos emprestada, não dada!
    Não adianta fazer muros e chamar-lhe escola,
    ou casa, ou parlamento!
    Aparelhemos uma frota
    e ala, que já nas velas sopra o vento solar.

    Se quisermos ir a Marte
    e beber um chá de poeira de anjo
    teremos de o pedir em mandarim:
    o garçom foi manufacturado em Pequim.
    Anda por lá a fazer uma grande muralha?
    Nada lhe custa, porque vive sem ar.
    Mas, numa escola, como ruir os muros para respirar?

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  4. Gostei da ideia inspirada nos Doutores Palhaços: divertir quem está a sofrer, no caso crianças e sobretudo professores. Sugiro que se crie a figura do ME Palhaço.

    Olha, espera: ela já existe…

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  5. Pois cá estamos nós a fazer de pau para toda a obra…de jericos ridentes!
    Vamos ter de rir, mesmo quando só temos motivos para chorar?
    Vamos ser avaliados em função do grau de felicidade?
    Organizações felizes? Que tal organizações justas, ou organizações democráticas, ou organizações respeitadoras num país justo, onde o dinheiro é bem gasto, sem ladrões vampirescos? Que tal organizações coerentes articuladas com um Estado sério que premeia aqueles que trabalham honestamente numa função social primordial e como contribuintes massivos durante uma vida inteira?
    Que ridículo! Mais uma piroseira para dar coroas a alguém…Felizes são os diretores nas suas “escolinhas porreirinhas” onde fazem tudo que lhes apetece com benção tutelar e manipulação das marionetes chamadas professores.
    Não faltam ridentes de show off só para agradar aos nossos queridos líderes! A partir de agora serão os nossos carcereiros a fazer acrobacias e palhaçadas para alunos e professores rirem?
    Caso para dizer: quando eu morrer batam em latas, andem aos saltos e aos pinotes, façam estalar no ar chicotes, chamem palhaços e acrobatas…Mas só quando eu morrer, o.k?! Até lá serei apenas o burro que ri.

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  6. Consta que o primeiro inscrito na formação é o Dr. Fylynto João Mário Queiróoz y Melro Dias da Sylva Nogueira, marquês de Lyma e Secretário General da FENDIR, o homem que opina de e sobre tudo e de casaco.
    A Axão releva para progressão na carreira, a saber:
    i) acesso à nota 10;
    ii) acesso a cargos de Dyrectores Generais; Sec(re)tárius de Estado e Mynystrus de Campyonatos do Mundo, Capynonatos da Europa e Lygas dos Campyões, sem esquecer Jogos Olympycus;

    Como Pré requisito de achesso tem a declamação das seguintes estrofes de um poema de de Fernando Pessoa, maravilhosamente musicado por Zeca Afonso:

    “No comboio descendente
    Vinha tudo à gargalhada.
    Uns por verem rir os outros
    E outros sem ser por nada
    No comboio descendente
    De Queluz à Cruz Quebrada…
    ….

    No comboio descendente
    Mas que grande reinação!
    Uns dormindo, outros com sono,
    E outros nem sim nem não
    No comboio descendente
    De Palmela a Portimão”

    Comboio – veículo de transporte onde anda tudo atrelado, “comme il faut!”

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  7. Já pedi ao SIPE se não podemos contrapor com um pedido de gestão de dinheiros públicos em formação séria e útil como, por exemplo “justiça para totós” ou “como ser feliz enquanto aguarda na lista do 4° e 6° escalão”, ainda “sorria foi ultrapassado” e “como é ZEN perder 6 anos 4 meses e 2 dias”.

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