2ª Feira

O secretário Costa saiu em defesa do programa TEIP. Pelos vistos o tema é-lhe tão caro que não enviou uma 2ª linha fazer a defesa da honra desta sua menina dos olhos, ao contrário de outras. Talvez tenha sido porque as críticas resultaram de uma tese de doutoramento. O texto em si é o habitual reportório de propaganda à obra própria, sem cedência a grandes dúvidas, mesmo quando se admitem necessidade de retoques. O secretário Costa presta-se a fornecer “informação verdadeira” e uma pessoa quase se engasga com a torrada matinal. O secretário Costa considera, desse modo, que terá andado “informação falsa” a circular, embora afirme, em plural majestático, que “não nos compete comentar a qualidade de uma investigação académica”; que isso “essa é tarefa dos pares académicos”. E isto é tudo muito curioso. Porque dá a entender, implicitamente, que os académicos não deveriam ter a ousadia de avaliar a qualidade das políticas. A menos que seja o ipps do iscte. Ou algum centro amigo da católica, claro.

17 thoughts on “2ª Feira

  1. O nosso cientista vai regressar do Império mais cedo. A comitiva já está quase despachada. O spin que se arranje para transformar a prestação em sucesso.

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  2. Não lhe chames secretário, que ele é, neste momento, mais ministro do que muitos ministros.
    Há uma coisa que ainda não percebi: o https://www.portugal.gov.pt não lhes chega para propagandear? É mesmo indispensável ocuparem colunas de opinião nos jornais de grande tiragem?

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  3. Acho que estamos a dar excessiva importância a um sonolento e obscuro sr. Costa, transitoriamente “investido” em qualquer cargo ou carguinho. Até surgirem dias melhores…assim esperamos.

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  4. Maria. Pode ser isso e tudo o mais, mas não lhe estamos a dar importância. Eu estou só a denunciar o estrago que este sr. Costa, a mando ou com a aquiescência do outro Costa, está a fazer às escolas e ao País. Como todos os professores sabem: uma devastação completa.

    Nota: A custo, reabriram os comentários do Público!…

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  5. É um artigo onde se veem bem as fragilidades da política geringonça do secretário Costa.

    Terá negado os dados apresentados pelo tal estudo?
    Diz que o estudo não abrange todo o universo TEIP e que esquece o ensino profissional.
    O estudo é um ensaio pouco complexo, o que até lhe permite ser razoavelmente claro e objetivo (analisa classificações internas e externas). Como seria de esperar, limita-se a apresentar conclusões relativas ao universo que analisou. Não se debruça sobre o profissional porque não há o mesmo tipo de dados disponíveis.
    O secretário Costa não contestou os resultados apresentados para o universo analisado. Ou seja, há um estudo feito sobre um universo significativo de estudantes de escolas TEIP que mostra que esses alunos não revelam uma melhoria nas suas aprendizagens.

    Mas não acho que essa seja a discussão que importa ter. Aliás, entendo que a regressão nas aprendizagens está a atingir a generalidade/grande maioria das escolas.

    O secretário Costa enche o peito, o artigo e o ego com o ensino profissional e a redução do insucesso.

    As TEIP criaram o ensino profissional?
    Na maioria das TEIP o profissional continua a ser um mundo à parte, onde as novidades TEIP não chegam.

    Há escolas que não lutam contra o insucesso e o abandono?

    Saberá o secretário Costa (sei que sabe) como nas TEIP se reduz o insucesso a praticamente 0% (não conto o abandono reconhecido e o encoberto)?
    Eu sei, trabalhei em várias.
    E vocês, sabem?
    Pois é, todos sabemos.
    O facilitismo geringonço alastrou já a todo o sistema de ensino e vai continuar a produzir resultados: ignorância (saberes e competências) crescente.

    Afirmá-lo significa defender as retenções, o insucesso e o abandono?
    Lendo o secretário Costa, parece que sim. É o labéu atirado a quem não pensa como ele. É a costumeira estratégia de imposição do totalitarismo de esquerda.

    Enche também a boca e o ego com as verbas e os recursos atribuídos às escolas TEIP. Muito bem. Mas por que raio não atribui mais verbas e recursos a todas as escolas? Porque resistem ao amém?

    Já agora…
    Não é só facilitismo. É bem mais do que isso. É um sacana de um embuste completamente despudorado que está a dar cabo da nossa juventude. Por exemplo a questão disciplinar: na generalidade das TEIP não há indisciplina. Aliás, nos relatórios essa é uma das muitas (são todas) áreas de grande sucesso. Os resultados veem-se por aí em abundância.

    Estamos a tapar o Sol com peneiras. Sabem quem vai tirar bom proveito?
    O Ventura e o seu Chega (tenho quase a certeza disso). E depois o estúpido é o povo…

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  6. Caro Alecrom

    As “cacetadas” que deste foram fortes e certeiras.

    Até as transcrevi na minha espécie de FaceBook, para que mais pessoas possam ler.

    É pouco tudo o que pudermos fazer para denunciar a trapaça dos Costas!

    Em castelhano, “trapaça” diz-se “trampa”. E até é mais ilustrativo da Escolinha dos Costas!

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  7. Diz Costa:
    “Compete-nos sim informar com rigor, no respeito pela verdade e pelo desafio que as escolas TEIP abraçam e de que não desistem.”

    Este tipo de discurso na educação já mete nojo… Por que raio o que fazemos tem de ser qualificado como um “desafio”? Caramba! E “desafio que abraçam” então mete nojo! Cheira a sacristia!

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  8. Não lhe chegaria chefiar alcateias nas sacristias bafientas, era preciso estar ao serviço da destruição da pouca qualidade que restava?
    Tudo em prol de quê?
    De acefalia social mais fácil de dominar pelas elites e da necessidade pessoal de fazer uma má ação diária para ajudar o ego a subir nas fileiras do neoliberalismo socialista?

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    1. Deduzo então que o colega acha que o PS deveria chamar-se PSN: Partido Socialismo Neoliberal.
      É isso?

      Há dias um outro colega “alertou-me” para o facto do PCP e o BE, em seu entender, serem partidos capitalistas.

      Compreendo, respeito, mas contesto/desmascaro.
      O mundo não é a preto e branco. Não há os bons, vocês, e os maus, os outros.

      Por exemplo o meu caso: atualmente sou votante IL (com alguma hesitação, mas…).
      Sou dos maus a abater, não sou?

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      1. Acho que faz muito bem. O PCP, o BE e o PS são o que chamo de “esquerdistas de salão”. Faz o que digo, mas não o que faço. Pregam medidas de esquerda, mas vivem à capitalista. É só ver onde vivem e como vivem. O resto é conversa fiada para pacóvios. É tudo uma encenação.

        Basta ver as propostas a favor dos professores que passaram no parlamento na última década: na hora H, dão o dito por não dito e fogem… Aquela encenação da negociata da recuperação do tempo de serviço foi paradigmática. Uma vergonha a forma como os professores foram enxovalhados. E depois, dizem-se defensores dos professores e da escola pública. Cambada de cínicos.

        O comportamento desta gente faz-me lembrar o tipo da UDP, o então Major Tomé que vinha para as televisões defender o modelo da “Albânia”. Só que o dito cujo vivia à capitalista nas Amoreiras. Em dia de assembleia no parlamento, lá descia S. Bento em fato a condizer com a “luta”… E assim, entretinha os tolos.

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  9. Será que ver a política a preto e branco nos ajuda a compreender melhor o mundo?
    Será que todos os empresários milionários se regem da mesma forma? Podemos comparar o Sr. Nabeiro ao Sr. Jerónimo Martins?
    Será que para se ser de esquerda tem que se ser pobre? De barriga vazia, procura-se comida, não se analisa a sociedade…
    E porque razão todas as pessoas de esquerda são esquerdistas e os direita fascistas?
    Temos gente de esquerda a governar o país. Falham em muitos e importantes domínios. Qual a solução? Temos saudades da direita? De qual das direitas? Do Estado Novo? Do ministro/presidente que arrasou a agricultura e permitiu que os seus amigos/familiares progredissem na Banca, como grandes e exemplares empresários (entretanto investigados)? Ou temos saudades do ministro que enviou a juventude para a emigração e incentivou as empresas de trabalho temporário (com oferta de € 2,5 à hora para enfermeiros e com médicos tarefeiros)? Claro que também não queremos outro Sócrates.
    Temos um país governado através de um sistema de acordos entre partidos de esquerda. Preferimos a mesma estratégia com partidos de direita?
    Claro que devemos denunciar o que está errado. Aliás, fazemo-lo em liberdade. Mas arrasar sem apresentar outros caminhos ou sem contexto (não é o caso do Paulo, mas é o caso de muitos comentadores aos seus posts) é perigoso.
    Infelizmente, há quem leia nestas críticas um atestado de total incompetência para as esquerdas, ao mesmo tempo que acredita que quem as denuncia à direita as pode resolver. Nada mais perigoso. Menciona-se Ventura, eu recordo Marinho Pinto. Dois salvadores tão semelhantes com tantos seguidores. Enfim… Perdoem-me o desabafo, mas estamos a pisar terreno movediço.

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