As Minhas Séries

O genérico mais hipnótico de sempre. Esqueçam a temporada 2, o filme e a “temporada 3” de 2017. Só interessa a temporada 1. Os anos 90 na TV começaram aqui (comoo s 80 tinham começado com A Balada de Hill Street e os anos 200 começariam antecipadamente com Os Sopranos.

E Quando Grande Parte Disto Não É Cumprido?

Como é? O pessoal cala-se por receio de consequências? Para não criar “mau ambiente”? Para não “prejudicar os colegas que precisam de avaliação”?

Acreditem que se a add é má (e eu digo-o e escrevo desde que existe, não apenas quando me bateu à porta, como acontece a quem só dá pela chuva quando ela lhe cai em cima), o que andam a fazer dela ainda é pior.

A função de avaliador externo não está prevista no ECD, por isso nem dela falo (por muito que a DGAE produza indeferimentos irregulares dos pedidos de escusa); já a nomeação dos avaliadores internos depende, em alguns casos que vou conhecendo, dos pedidos d@s avaliad@s, não se cumprindo a lei, nem de perto, nem de longe; muito menos aquela parte da definição da função no início do ano lectivo para desenvolver o tal acompanhamento do trabalho.

Há Conselhos Pedagógicos que “porque está tudo na lei”, não definiram nada em termos de parâmetros, critérios ou descritores de desempenho e é tudo a olho (ahhh… e é um bocadito batota ir defini-los a posteriori e colocar data anterior, quando sentem algum “aperto” inesperado); outros definiram critérios inexequíveis para parte dos docentes (sim, já estive num recurso em que um descritor era impossível de ser cumprido por boa parte dos docentes, mas “como já é assim desde 2012 e ninguém se queixou”, parece que se assumiu como legal);

Quanto ao papel de algumas SADD é melhor uma pessoa calar-se (por agora, pelo menos, porque há reclamações e recursos no horizonte de quem ainda não aceita ser abusad@ e ficar calad@), pois as pressões para “harmonizações” vão muito além do aceitável e quer-me parecer que, escavando, muita coisa podre se acharia, assim muit@s colegas não optassem pelo remanso. Isto para não falar de coisas que são do foro da mais absoluta falta de princípios deontológicos e éticos, já nem sequer falando dos que a lei ainda contempla de forma explícita.

Em Que Cursos?

Já agora… não negando a sua enorme relevância nesse contexto, o racismo é a única forma de discriminação e as “zonas desfavorecidas” limitam-se aos guetos socio-económicos que se desistiu de combater de outras formas?

Governo cria 500 vagas no superior para alunos de escolas em zonas desfavorecidas

(…) Medida está prevista para o ano lectivo de 2022/2023 e integrada no Plano Nacional de Combate ao Racismo e à Discriminação, que é publicado esta quarta-feira em Diário da República

Secretária de Estado espera que em 2025 “sejamos capazes de compreender o racismo e a forma como impacta todas as pessoas e não apenas as pessoas discriminadas”.

4ª Feira

Sempre procurei que os meus alunos fossem além do “essencial”, que não se satisfizessem com o mínimo. Nem sempre o consegui, mas tentei, porque acredito que a Educação serve para isso. Mas agora parece que o “essencial” é o horizonte definido como ideal porque se optou por nivelar tudo por baixo, argumentando-se que é assim que ninguém fica para trás. desta forma, é que mais gente fica para trás ou, pelo menos, mais longe dos que seguem bem na frente. é um acto de rendição que me incomoda, por muito que o envernizem de outra coisa. Nas famigeradas “redes sociais” (leia-se facebook, o ambiente natural virtual da maioria dos professores) há quem ache que assim é que está bem, porque é assim que têm trabalhado e têm-se dado bem e tal. Sim, certo, claro que ensinar o “essencial” é menos complicado, em especial em ambientes problemáticos, do que tentar ir mais além. Mas haveria que ver um pouco mais longe do que dar apenas pão e água a quem tem fome e achar que é assim que o problema se soluciona. O “essencial” como regra é admitir que a Escola Pública prescindiu de – como é que aqueles “poetas da pedagogia” costumavam dizer? – ensinar a “voar”.

Ora, se é mesmo apenas para ensinar a andar a pé, devagarinho, realmente há quem como eu, “elitista” de acordo com certas miopias, comece a estar a mais no meio disto. Realmente é mesmo melhor começarem a recrutar professores, eles próprios formados apenas no “essencial”, porque assim criam menos problemas, colocam menos dúvidas e aquiescem com muito mais facilidade a todo e qualquer desmando.