Uma Manta De Retalhos

Colegas têm tido a simpatia de me enviar os elementos da sua add. Continua a existir de tudo um pouco. De práticas aceitáveis a impensáveis, de procedimentos com bastante rigor a alguns que são um atropelo ao bom senso, a par de classificações completamente díspares para situações muito parecidas. Tudo polvilhado com uma panóplia de descritores que vai da minhoquice mais minhoquenta à completa ausência de um referencial para classificações que chegam a ir ao detalhe das centésimas em algumas dimensões e/ou domínios sem nada que suporte isso. Não sei se é a isto que chamam “autonomia”, mas a verdade é que isto se traduz numa fábrica imensa de desigualdades, paradoxos e contradições. O mesmo se passa um pouco com as reclamações, que devem ser concisas e identificarem os erros cometidos ou as dimensões, domínios ou parâmetros de que se pretende a revisão da classificação. Não chega o modelo chapa 5 que algumas “organizações” facultam ou a mera ingenuidade de quem acredita numa réstia de bondade disto tudo.

Começando a amostra a estender-se já a vários pontos do país e ultrapassando claramente a que é usada em muitos “estudos de caso” que agora aparecem em boa quantidade por aí, à boleia de uns mestrados feitos à pressa e de uns “desafios” para que se descreva o sucesso de algumas experiências, um destes dias ainda faço um “atlas” da add e logo vejo se o tento “vender” a alguma empresa de consultoria ou autarquia.

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3 thoughts on “Uma Manta De Retalhos

  1. Sugiro que com o já amplo conhecimento de casos que tem, proponha uma investigação jornalistica sobre o tema. Acho que daria uma reportagem interessante (por exemplo, «Sexta às 9»). Essa «fábrica imensa de desigualdades, paradoxos e contradições» tem que ser exposta, tem que ser tornada pública.

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    1. A maior parte das pessoas evitar dar a cara.
      Mas nem é esse o maior problema neste momento.
      O maior problema é a estratégia de indiferença dos governantes desta área, certos de nada lhes acontecer. mesmo ao nível local, reina um sentimento de impunidade e de que têm as mãos livres para tudo.
      Há mesmo quem considere que nem qualquer exposição pública dos desmandos lhe trará problemas, graças a uma dgae que se tornou um mero prolongamento administrativo, sem qualquer autonomia técnica, das directrizes políticas. E director@ que imponha as quotas é alguém a proteger.
      Neste momento, acho que é mais importante combater no terreno, acra a cara, os abusos, do que qualquer reportagem televisiva, que se esgotará 24 a 48 horas depois de ser emitida, mesmo que pelo caminho cause algumas mossas.

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