Não Deixa De Ser Curiosa

Uma medida interessante, embora a 15 de Outubro, já seja um bocadito tarde. Resta agora saber o peso dos “objectores de consciência”, entre professores e encarregados de educação.

Alunos do 3º ciclo e do secundário, bem como os professores, serão testados no início do próximo ano letivo

Medida prevê a deteção de eventuais infeções em alunos, professores e pessoal não docente, “independentemente do seu estado vacinal”

(…)

• Fase 1: Pessoal Docente e Não Docente – 6 a 17 de setembro

• Fase 2: Alunos do ensino secundário – 20 de setembro a 01 de outubro

• Fase 3: Alunos do 3.º ciclo – 4 a 15 de outubro

5ª Feira

Quem quer ser respeitado deve dar-se ao respeito é um daqueles ditos tradicionais, um lugar-comum como o que afirma que não se deve fazer aos outros o que não gostaríamos que nos fizessem. Vem isto a propósito do (des)respeito com que certos órgãos de gestão tratam os docentes em matéria de avaliação de desempenho. por estes dias, acompanho o trajecto de um punhado de reclamações e é notória a diferença de tratamento dispensado a quem exerce um direito estabelecido por lei, com procedimentos com regras e prazos a cumprir. Independentemente da substância das respostas, há uma clara diferença entre quem respeita os direitos dos professores, mesmo que deles discorde e quem ache que “está de férias”, pelo que os prazos ficam em suspenso até dar jeito responder a requerimentos e reclamações. Há o caso de um colega que recebeu em devido tempo a documentação que solicitou (e foi bem detalhada), outro que, tendo dado entrada da sua documentação pelos mesmos dias, nada recebeu sem ser que a SADD tem mais é que veranear 8os dois casos são do mesmo concelho, em agrupamentos que distam pouco mais de uma meia dúzia de quilómetros), e um terceiro que até a resposta à reclamação já recebeu, embora tivesse sido o último dos casos mencionados a enviá-la.

Repito que não está aqui sequer em causa o desfecho de cada reclamação, mas sim a forma como os poderes locais da gestão escolar se exercem de modo muito diferente e com uma noção muito diversa dos deveres que todos temos uns em relação aos outros. Até porque há quem se incomode em “interromper as férias” quando terceiros o fizeram para lhes resolver problemas bem complicados.

Mas, para usar agora um dito de origem mais cosmopolita, mas meio apócrifa no good deed goes umpunished. Parvo acaba por ser quem trata os outros com a consideração que gostava de merecer,