Confirma-se

Quase ninguém se preocupa com a derrota de Medina em Lisboa, assim como outros insucessos autárquicos, enquanto se fala no “equívoco” da pré-nomeação de Gouveia e Melo pelo Governo para CEMA.

Parece que “equívoco” é a nova terminologia para “truque manhoso e com escassa vergonha nas trombas”.

5ª Feira

Temos um governante que, ao fim de seis anos no cargo, diz que o problema da falta de professores é “complexo”. Realmente, ainda bem que é doutorado ou não conseguiria chegar a conclusão de tamanha perspicácia e profundidade analítica. Diz ainda que é por causa da campanha eleitoral que se nota mais. Parece que foi algo que aconteceu, assim a modos que granizo no Verão, imprevisível e acerca do qual nada se podia ter feito e agora é “complexo” avaliar os estragos no nabal. Realmente, estamos já com duas semanas de aulas e sem substituições para colegas de atestado de longa duração porque tudo isto é “complexo”.

Mas este não é o único cromo difícil da caderneta que faz do cargo coisa confortável e para dar lustro ao currículo. A nível local, é aterrador o nível de inconseguimento de certas figuras que ocupam cargos de responsabilidade na vida de colegas, mas que parecem desconhecer sequer as vogais do abecedário das funções a que se candidataram e do respeito que devem pela vida profissional dos seus “pares”. Um dia tenho de fazer a antologia dos dislates que me têm cabido em sede de recursos. Uns correm com uma correcção extrema, mas há outros que ficam entregues à bicharada.

E a indiferença vai crescendo, E instala-se, quase se entranhando. Vá lá que à porta da sala quase desaparece por completo. E ainda bem que vão sobrando uns pós de mau feitio para com gente de emproada incompetência.

A Ler

THE TEACHERS HAVE SOMETHING TO SAY

Lessons Learned from U.S. PK-12 Teachers During the COVID-impacted 2020-21 School Year

(…)

The primary message we heard from teachers is that they have not been valued as partners in designing our educational response to COVID. Specifically, the following three themes emerged from our interviews: 1.) exclusion from decision-making processes is demoralizing to teachers, especially when combined with worsening working conditions and widening inequalities; 2.) ignoring the concerns of teachers led to policymakers and school leaders advancing several seriously ill-considered ideas over the objections of practicing teachers; and 3.) teachers have developed a variety of effective instructional strategies in response to the challenging conditions of COVID. Delta is already disrupting school openings across the country. The school systems with the most effective approaches to pandemic schooling over the next year and beyond will be those that listen seriously to the concerns and insights of teachers and include them in design and decision-making.

Gouveia E Medina

Gouveia e Melo fez sombra aos políticos e, mesmo não sendo de tendências militaristas, é minha convicção que fez um óptimo trabalho. Sei que há quem torça o nariz, mas a verdade é que há que reconhecer o mérito a quem o tem e nisso tenho dificuldade em regatear o óbvio e ir em busca teorias rocambolescas sobre as intenções do homem, onde vale de tudo um pouco sem qualquer tipo de factos substantivos que não sejam as pegadas da máquina mediática do costismo.

Sinceramente, acho que em tempos de falhanço autárquico, o costism quis entalar ou mesmo enlamear Gouveia e Melo na despedida, atirando cá para fora “notícias” que só servem para alimentar quem acha que Gouveia e Melo afinal e coiso e tal, e calhar é como um qualquer Medina.

Ora… que me desculpem, mas parecem-me duas figuras muito, muito diferentes. Um deles já terá certo um poiso europeu ou qualquer coisa reguladora ou regional que lhe cubra a falta de emprego, que não sabe ser outra coisa. O outro, que bem perceba, não está com falta de lugar.

Que se queira misturar tudo, pode ter algum interesse, mas há que saber identificar com clareza os asnos, para não cairmos nós na asneira.

5ª Feira

Muita gente chocada com a “fuga” de João Rendeiro. Mas ele não fugiu agora, nem este foi o primeiro processo em que ele foi condenado. Nem é o primeiro a saber a tempo quando se colocar na alheta. Porque há por aí muitas solidariedades subterrâneas e ele é mais um daqueles que, em devido tempo, “investiu” bastante na sua imagem. Há por aí muitos artigos e até livros a prová-lo para além de qualquer dúvida razoável. E até me lembro de bons elogios de “senadores” que devem subscrever a tese da “legítima defesa”.