Sábado

Ainda há esperança num desporto não formatado. Passei uma boa parte do serão de ontem a ver um puto de 18 anos com nome de vilão num álbum do Tintin ou Spirou (Carlos Alcaraz) ganhar no tie break do 5º set a um dos tipos mais talentosos da nova geração de tenistas (Stefanos Tsitsipas), recorrendo com frequência à pancada mais injustamente subvalorizada do ténis (o amorti/drop shot) com uma elegância enorme. Fui espreitando as mais de 4 horas, com imensas flutuações no resultado, até ficar colado a ver o final com um interesse que não tinha desde os tempos de outros desformatados como o McEnroe, o Connor, o Gerulaitis ou o menos conhecido Miloslav Mečíř (era um tipo que parecia “enrolar” o raio do braço quando dava certas pancadas que saíam com uma trajectória inesperada). Sim, também há o Nick Kyrgios e o Medvedev, mas este miúdo, quando conseguir ter um serviço à medida e se conseguir resistir à formatação à Nadal (cacetada na bola até o outro cair para o lado), vai ser um gosto de ver.

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