Sábado

Passam 20 anos sobre a manhã em que, num intervalo das aulas, vi a queda da segunda torre. O século XXI começou ali em muito do que tem de mau, mesmo se fermentava há muito. Não compreendo quem, por ódio peculiar à “América” ou a alguns dos seus dirigentes e dos seus anteriores ou posteriores actos, relativiza a gravidade do que se passou ou entra por teorias conspirativas do mais variado género. Abominar o que representa o 11 de setembro de 2001 não é qualquer declaração de amor ao trio Bush/Cheney/Rumsfeld, às suas mentiras ou aos interesses económicos que levaram, em especial, à invasão do Iraque (sendo curioso ver a forma indecisa como os críticos da invasão do Afeganistão reagem agora à retirada americana e ocidental). Se há algo que me causa clara repulsa é a atitude que defende que certos actos se justificam conforme estejam a favor ou contra aqueles de que gostamos ou não. Não é preciso ser-se nazi para se condenar o bombardeamento de Dresden, mesmo tendo em conta que se estava em guerra (o mesmo é válido para Hiroshima, tirando a parte dos nazis). A barbárie não se justifica por ser contra “os outros”, ou seja, por inerência, “os maus”.

8 opiniões sobre “Sábado

  1. E convencer os outros disto mesmo? E , pior, convencer muitos professores? Estamos cada vez mais longe do bom senso, do lado humano das coisas. Basta pensar em Israel e Palestina, por exemplo, num conflito em que cada um faz as coisas mais atrozes ao outro, numa escalada imensa e que só leva a discussões politizadas extremas. Tenho a minha opinião , mas em pleno século XXI, tudo para o fofinho, do ambiente, das palhinhas-palhinhas e não de plástico, da pegada ecológica, , etc, etc, como aceitar muros em arame ( veja o muro dos USA e México, e agora creio que na Grécia) ou conflitos como este em que os desvarios tiram a razão a todos?

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  2. Só para avisar que em Nova Iorque já ninguém liga ao 11 de setembro.
    Estão muito mais preocupados e é assunto do dia a falta de apoios médicos a doentes respiratórios devido ás poeiras do 11 de setembro, a obrigação de tomar vacina covid , habitação cara, etc…

    Fora dos EUA da-se mais importância ao 11 setembro do que a população dos EUA dá.

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  3. Por acaso também me lembro de ter visto, em direto e numa sala de professores, o embate na segunda torre ao início do turno da tarde, por volta das duas.
    Não há “maus” por inerência e, já agora, o mesmo se pode dizer dos “bons” e, por isso, usar essa essa argumentação com intuitos justificativos não cola.

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