Ainda As Reclamações E Recursos

Antes de mais, por mais boa vontade que tenha, o tempo não é elástico e com aulas torna-se impossível meter o nariz de forma muito activa em mais processos de contestação da avaliação do desempenho. Posso dar uma ou outra indicação ou conselho, mas o “expediente” entrou em fase de esgotamento. Dos casos “em mãos” resultam algumas “evidências” particularmente evidentes. A saber… há gente com muito boa vontade e sentido ético das funções ocupadas, mas a balança tende a pender para o lado inverso, quando se lêem certas respostas a reclamações ou mesmo contra-alegações escritas na base da preguiça ou prepotência. Mas o que é ainda mais grave é a forma como quem é responsável por aplicar uma lei (má e injusta) o faz com desconhecimento das mais básicas garantias que ainda existem e opta por tornar tudo mais insuportável.

Sei que repito isto há umas semanas, mas é chocante ler coisas do género “ó pá, há quotas e portanto não tens vaga e não estamos para explicar porque tiveste a nota que tiveste, mesmo se apenas aparece lá o valor e nenhuma fundamentação ou descritor aplicável”. Ou “olha… devias ter colocado 471 evidências do que fizeste no relatório com 3 páginas e se não conseguiste, problema teu”. Ou ainda constatar que os prazos são encarados como o exemplo clássico dos horários dos comboios na margem sul em meados dos anos 80. Meramente indicativos de que – quiçá – alguma coisa (se) passe em data ou hora indeterminada.

Como é possível querer que se respeite e aceite a autoridade de quem não respeita os outros e demonstra uma quase completa ausência de conhecimentos das suas obrigações?

Domingo

A diferença entre a pré-campanha e a campanha eleitoral, neste caso para as autárquicas, é que no segundo caso já se pode escrever uma variação da palavra “vota” nos cartazes. Ahhh… e há debates que ninguém verdadeiramente vê ou vê com atenção. Por curiosidade, vi na RTP3 as mini-entrevistas finais com pouco mais de metade dos candidatos a Lisboa e se lá vivesse é que ficava mesmo sem votar, tamanha a confusão das “alternativas” a um modelo actual que acho o retrato do país chico-esperto quando tem algum dinheiro para gastar e não sabe bem como, tirando as negociatas com os amigos. Quanto ao resto do país, só posso esperar que a partir de dia 27 comecem a limpar a paisagem da papelada que cansa, pois há meses que vejo aquelas caras e, por azar, nem vivo em nenhum dos concelhos ou freguesias com nomes que se prestam a trocadilhos, nem com candidatos (alguns também nomes do caraças) com um sentido estético-político de bradar aos céus e infernos.

E neste período ainda há aquele clássico que é os incumbentes gostarem de obrar mesmo em cima do acontecimento, sendo que agora as rotundas (a fazer ou embelezar) têm a competição das ciclovias a nascer como cogumelos em qualquer sítio, nem que seja de um modo que quase impede os carros de se cruzarem em segurança, enquantos os profissionais da lycra continuam a andar onde bem entendem.

As Minhas Séries

Duas primeiras temporadas muito bem imaginadas e escritas. A partir daí, o problema de querer esticar aquilo que teve sucesso. Deixei de ver na 4ª temporada, quando os saltos na vida das personagens já começavam a perder sentido e tornar tudo muito parecido a uma série onde tudo tem de estar muito explicadinho.