Ainda Bem!

O Polígrafo considera verdadeiro que o Custo médio por aluno no ensino público é superior às propinas nos melhores colégios privados?

Em outros tempos ficaria tão chocado quanto algumas pessoas andam por aí chocadas e até faria contas e isso tudo e demonstraria que o valor facial e público das propinas é apenas uma parcela do que pagam os financiadores dos carlosguimarãespintos para terem os seus rebentos nos colégios de topo. No público é preciso meter mais 250 euros para um kit tecnológico a que os “liberais” chamariam lixo e pagar refeições que nas cantinas gourmet têm um valor que faz parte de outra rubrica orçamental.

Agora?

Agora, acho que se assim é (mesmo que não seja) ainda bem que é, porque o ensino público precisa pagar tudo aquilo que os papás dos afonsosmiguéis e das beatrizesconstanças têm como adquirido. Que o Polígrafo se tenha tornado uma caricatura da ideia original, já se sabe desde que foi comprado pelo mesmo memorialista que comprou tanta coisa desde o exclusivo do Wikileaks para Portugal.

É a chamada depuração editorial.

11 thoughts on “Ainda Bem!

  1. E tiveram em conta o que o público gasta em SASE e transportes para discentes NEE, por exemplo?
    Mesmo assim, o valor por aluno já chegou a ser de 7 mil e tal, portanto houve cortes e não foram pequenos.

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  2. Gestão pública versus gestão privada
    Baixas fraudulentas versus assiduidade
    Tempo com burocracias do Ministério e sindicalismo de professores versus a missão de bem ensinar
    Talvez estejam aqui algumas respostas para se poderem comparar duas realidades
    Não se trata de colegios para elites que a IL nunca defendeu mas sim de miscenizar a educação numa atitude democrática e livre que isso sim a IL sempre pugnou

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    1. Eu gosto sempre que se prove ou demonstre o que se afirma.
      Em especial quando as afirmações trazem juízos de valor como oposições maniqueístas.
      Por exemplo, sendo eu um crítico do sindicalismo docente que temos, acho que não é por aí que aumentam os custos.
      Claro que a servidão docente, sem direito a refilar, baixa custos à “gestão privada”.

      Mas.. se vamos por esse caminho, então eu diria que existem cálculos opacos e fraudulentos de um lado e gestão necessariamente transparente do outro.
      Temos inclusão de todos os alunos de um lado e gestão selectiva dos alunos por outro (que nenhum cheque-ensino resolveria).

      Quanto à IL, tenho toda a estima pelos princípios verdadeiros e essenciais de um liberalismo pleno. Mas muito pouco respeito por algumas das suas figuras, como o anterior líder que pratica o chamado liberalismo encostado ao Estado (mesmo que seja de regimes “esquisitos” de outras paragens, if you know what I mean).

      O que está em causa é uma investida para sacar mais dinheiro ao Estado, dizendo que é em nome do liberalismo.
      Mas muitos dos meus alunos (a maioria), nem com um cheque de 5000 euros anuais entrariam no Colégio do Sagrado Coração e Estômago do Santo Espírito Redentor.
      Por “falta de perfil”, aposto.

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  3. Confesso que ainda estou para perceber porque é que o ministro avançou com esses números, dando azo à velha e falaciosa comparação “privado/público”. Maior favor não podia ser feito aos liberaloides! Ainda por cima vêm logo com o “sindicalismo” como problema. Greves até saem baratas para o governo como sabemos.

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  4. A utopia (realizáve ?l) do cheque ensino permitiria que as escolas públicas se transformassem em escolas cooperativas , próximas dos interesses da população local e competindo saudavelmente com o ensino privado
    Ganhava se em competência, poupança liberdade de escolha e efectiva miscenizacao social
    Será por este rumo ou por uma eficaz e corajosa fiscalização da escola associada a progressão de carreiras por mérito que poderemos mudar para melhor e não permanecermos neste estaticismo medíocre e que fomenta a segregacao de classes na dicotomia disfuncional de escola privada versus escola publica

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    1. Há por aí muita confusão em relação ao que se passa efectivamente no terreno.
      Apenas uns “aclaramentos”:
      1) No ensino privado não se progride por mérito na carreira.
      2) em parte (repito, em parte) da rede privada de ensino, há alunos que mesmo com dinheirinho ficam mal na fotografia de grupo e atrapalham os rankings pelo que não entram ou são convidados a sair em seu devido tempo.
      3) A liberdade de escolha da escola choca frontalmente com a liberdade de escolha dos alunos pelas escolas (privadas). Já escrevi sobre isso quando do debate a esse respeito há uma década.
      4) A “fiscalização” é muito importante a nível público ou privado. Como se viu pelo episódio GPS, de pouco adianta “fiscalizar”, se aos pecadilhos cometidos nada corresponde em matéria de expiação.
      5) O ensino público padece da triste sina de ter de levar com ministros Tiagos e secretários Joões, com a sua corte de ariana, rodrigues e fernandes. Assim, dificilmente se consegue seja o que for.
      6) O cheque-ensino é uma “utopia” equivalente à equidade no acesso ao ensino privado de topo que se define exactamente por ser “exclusivo”.

      7) Os cálculos do valor facial das propinas no ensino público é uma falácia, para não dizer uma rematada mentira. Só a inscrição ronda os 1000 euros, Seguem-se as propinas mensais e mais os custos adicionais de actividades que nas escolas públicas não existem ou são gratuitas.~
      Um exemplo concreto:
      “Para estudar na mesma escola bilingue onde se formou a pintora Paula Rego a propina anual varia entre os 22.560 euros para o 12.º ano e os 11.412 euros para o 1.º ano. Nestes valores está incluído o seguro de acidentes para o aluno e as visitas de estudo. No entanto, com refeições, a fatura ainda sobe entre os 1.100 euros e os 1.427 euros por ano.”
      https://ionline.sapo.pt/artigo/613716/colegios-impossivel-conseguir-vaga?seccao=Portugal_i

      Precário do Colégio Efanor citado na peça do Polígrafo (alguém por lá deve ser muito mau em leitura e compreensão ou em aritmética):

      Click to access tarifario_geral_colegio_2021-2022.pdf

      https://poligrafo.sapo.pt/fact-check/custo-medio-por-aluno-no-ensino-publico-e-superior-as-propinas-nos-melhores-colegios-privados

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  5. Eu sabia que a IL não sabia o que era miscigenação, mas não sabia que era adepta da “escrita à Saramago” no que respeita à falta de sinais!
    Emitir e imitar esse nobel da liberdade é mesmo um rasgo de iniciativa individual e um protentoso exemplo de grande empreendedorismo livre e solto!

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