Confirma-se

Quase ninguém se preocupa com a derrota de Medina em Lisboa, assim como outros insucessos autárquicos, enquanto se fala no “equívoco” da pré-nomeação de Gouveia e Melo pelo Governo para CEMA.

Parece que “equívoco” é a nova terminologia para “truque manhoso e com escassa vergonha nas trombas”.

3 thoughts on “Confirma-se

  1. Os equívocos políticos são sempre muito oportunos para desviar atenções.
    Ainda por cima desta natureza, num meio dominado por juristas!
    Então, não sabem que o CEMGFA, em última instância, é sempre o PR? Isso até os putos sabem. Acho que até está num livreco que se chama Constituição e que nunca fez parte dos respectivos currículos!
    Manobra de diversão. Já estamos habituados! Tal como estamos habituados a silêncios convenientes.
    Vale tudo!
    E não se compram já as balelas de autarcas e outros políticos que sendo de áreas académicas de fraca empregabilidade se fingem ofendidos com decisões tornadas públicas pela respetiva cor política 2 dias depois de serem eleitos e terem assim garantido a perpétua e incontestada existência. Ou indignados com os altos níveis de abstenção!

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  2. Para a chefia dos restos das FA portuguesas ainda existentes, o poder político (PS ou PSD) tem vindo a escolher preferencialmente figuras apagadas, que levantem poucas ondas, dispostas a ser coniventes com o encobrimento da situação cada vez mais calamitosa existente. Que interesse poderia o poder político ter na nomeação de alguém com notoriedade pública? Nenhum, parece-me a mim.

    https://www.dn.pt/politica/forcas-armadas-ao-rubro-nomeacao-de-gouveia-e-melo-dada-como-garantida-14174565.html

    um Almirante na reforma arrisca mesmo afirmar se “não haverá aqui interesse em comprometer Gouveia e Melo: o governo sabe que ele pode ser incómodo e que está no seu ADN chegar à Marinha e querer fazer uma revolução, no sentido de exigir meios e toda uma nova organização que erga a Marinha do estado de falência em que está. Quer o governo isto? Acho que têm medo do que Gouveia e Melo poderá fazer, ainda mais com toda a onda nacional de apoio”.

    Quando olhar para a Marinha verificará que voltou ao sopé de outra montanha e que há muito que fazer para chegar ao cume. “A situação da esquadra é grave. Metade dos navios está parada. As duas fragatas mais recentes, de origem holandesa, estão ambas em manutenção na Holanda. A fragata Corte Real está a integrar uma Força da NATO mas a Vasco da Gama, está a definhar na Base do Alfeite. A Álvares Cabral ainda navega mas com recurso a marinheiros de outras classes de navios, que não conhecem as fragatas, o que é uma situação anormal”, revelou ao DN uma fonte militar conhecedora.

    Reforça que “estas fragatas, que durante muitos anos foram o encanto da Marinha, têm o seu futuro comprometido”. Quanto ao resto, completa, dos patrulhas adquiridos à Dinamarca só metade navega e a situação dos patrulhas oceânicos e das lanchas de fiscalização não é muito diferente”.

    Das “jóias da coroa”, os submarinos, onde Gouveia e Melo fez a sua carreira, só um está operacional. Os principais problemas com que a Marinha se confronta é o estado do material, com a crescente obsolescência dos navios, e a escassez de recursos humanos, principalmente ao nível das praças, que transitam de navio para navio sem pôr os pés em terra. A situação tem-se agravado bastante nos últimos anos.

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