Pandora Papers

The largest investigation in journalism history exposes a shadow financial system that benefits the world’s most rich and powerful. Read more.

Parece-me peixe miúdo mas, de algum modo, sigificativo:

A nova fuga de informação do ICIJ inclui três políticos em Portugal. O vice-presidente do PSD, Nuno Morais Sarmento, usou as Ilhas Virgens Britânicas para ser sócio de um hotel em Moçambique. Vitalino Canas teve uma procuração passada para abrir contas em Macau. E o ex-ministro Manuel Pinho transferiu o seu dinheiro para uma nova companhia offshore quando quis comprar um apartamento em Nova Iorque

Vai Com Uns 20 Anos de Atraso

Tenho saudades da Grande Reportagem, de que tenho a larga maioria dos números, desde o primeiro, ainda (se bem me lembro) com o Barata-Feyo como director. A partir de então tenho sérias dúvidas que se possa chamar “jornalismo” ao que MST tem feito. Até porque tenho muita consideração pela profissão que partilha (idealmente) a busca de informação verdadeira com a de historiador (de quem leva a História a sério, não daqueles que aparecem para justificar as opções políticas). MST, nos últimos 20 anos, passou a ser um daqueles precoces “senadores” mediáticos, bem pagos para produzir uma página semanal de verborreia sem qualquer verificação de factos, chamando-lhe “opinião”, e fazendo algo a que chama “entrevistas” cujo rigor depende muito dos humores e amores em relação a quem “entrevista”, porque de preparação prévia cada vez mais pareceu mais assentar apenas nos preconceitos enquistados naquela cabeça que parece ser sempre loura.

MIGUEL SOUSA TAVARES TERMINA CARREIRA COM ENTREVISTA A MARCELO NA SEGUNDA-FEIRA