3ª Feira

Dia do Professor. Coincidente com o da República cuja ética se vai esboroando e não apenas por causa das habilidezas profissionais de um vitalino que queria presidir ao TC ou de um sarmento que é alguém com poder na direcção de um rio que se diz anti-poluições políticas. Ontem, mais um estudo de opinião coloca, neste caso, o ensino público no topo das instituições em que os portugueses confiam.

O curioso é que não é isso que muitas vezes sentimos. Seja a partir de “cima”, do discurso político, incluindo governantes (mesmo os de falinhas mansas, que depois nada fazem de concreto sem ser a favor dos seus vassalos) e ex-governantes que aparecem sempre que há algo bom para reclamar os louros. Seja a partir do “lado”, nas escolas onde algumas “elites” adoram exercer os seus poderes de uma forma que vai (com óbvias excepções) da mera incompetência à grave abjecção, no modo como se relacionam com aqueles que já não considera como seus “pares” sem ser, em dias de festa, da boca para fora.

O sistema de ensino público, com muitas falhas e inconseguimentos pelo meio, resistiu ao contexto da pandemia, apesar de todas as promessas não cumpridas e das críticas despropositadas que lhe foram dirigidas. Até resistiu a quem – qual escuteiro a querer que a velhinha atravesse a estrada à força – lhe atirou com imensas “soluções” que mais não eram do que as “suas” soluções.

O ensino público está bem e recomenda-se? Nem por isso, mas desempenha melhor do que quem o critica. Os professores são uma classe impoluta e sem defeitos? Longe disso, mas ao menos não anda todos os dias, em avença mediática, a doutrinar virtudes que não pratica.

3 opiniões sobre “3ª Feira

  1. Com todos os defeitos que existam no ensino, estou convencido que ainda foi o melhor que este país conseguiu.
    Os empresários portugueses são a miséria que sabemos tirando uma ou outra excepção, sobretudo do âmbito do labor familiar. A economia real está nas mãos de estrangeiros: vinhos, azeites, barcos, automóveis…Grande parte do país trabalha nas autarquias em gabinetes, piscinas, centros interpretativos, etc. que estão às moscas e só lá trabalham (eles e as moscas) por serem primos do autarca.
    A justiça é o que se vê rangendo com os Negaprocessos e tudo o resto. O exército, quase não existe e muitos quartéis estão rodeados de vegetação e redes furadas em torno do paiol. A policia lá vai andando nos seus carros podres, mas agora já não usa barriga, bigode e não visita os tascos todos de uma aldeia. São poucos e um bocadinho mais polidos.
    O SNS agora está em estado de graça por causa do bicho, mas até que a coisa volte a perder os vícios impostos pelo bicho vai ser um longo calvário.
    A maioria do país vive mal ou remediada e aos políticos e políticas interessa que assim seja para terem sempre uma meia dúzia a ir às urnas. Basta acenar com mais umas coroas vindas do céu! No entanto, eles mais o séquito de jornalistas fazem a folha aos que ousam ter massa crítica bem superior à muita massa que eles têm nos bolsos e à que lhes chega dos negócios que conseguem graças aos cargos trampolim que vão exercendo.
    Também dão instruções diretas a uns diretores plenipotentes para afastar as inconveniências da paz podre.
    Et voilá! La Cuisine portugaise!
    Até o turismo se desculpa com a pandemia para fazer sopa mais aguada, sobretudo se o turista for português ( e houve muito) ou mochileiro!

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