Sondagem “Científica”

Após a tarefa designada estar cumprida, 19 petizes em 9 computadores (os outros três estão incapacitados desde o início das aulas por maleitas diversas, incluindo aquela em que o bicho apita e parece que vai explodir) tiveram direito a fazer o que bem entendiam numa concepção absolutamente integrada no espirito inovador do desenvolvimento integral, holístico e livre dos indivíduos.

(calma, que a turma tem 27, não são só 19; o resto estava na sala defronte a fazer os auto-retratos analógicos em atraso… é a vantagem da ubiquidade e conseguir estar em duas salas ao mesmo tempo, não me perguntem como… há mais quem desconfie deste modo de coadjuvação ao contrário e fique a olhar à distância de modo mal disfarçado)

Resultado: 3 computadores usados, principalmente por rapazes, para ver vídeos no iutubi (música, excerto da série squid game e qualquer coisa com quedas); 2 em que se exploravam os poucos jogos que escapam ao filtro do Mé; 2 para algumas meninas verem aquelas micro-danças no tiquitoque em que outras meninas mexem os braços e pouco mais em micro-coreografias e 2 para verem imagens escanifobéticas no pinterest. Não sei se dá para fazer um case-study e publicar no Academia.edu, se faça 4 versões em diferentes linguajares para registar na Scopus, na Latindex ou na B-on.

Aprende-se muito nestas meias horas de liberdade acerca das novas gerações para quem os berlindes, a bisca lambida, a macaca ou os matrecos nem chegam a ser memórias do passado.

Um Bom Método “Científico” Usado Medir A Falta De Professores Nas Escolas

Comparar o ruído ambiente que nos chega pelas janelas das salas (pode ser dos dos professores, se estivermos em agradáveis tarefas burrocráticas) durante os intervalos e os períodos de aulas.

O problema pode ser “complexo”, mas as “evidências” estão aí.

4ª Feira

O Alberto questionava ontem “quem quer ser professor?” nos tempos actuais. Referia-se mais às opções profissionais dos candidatos à Universidade, mas faz sentido estender a coisa a quem está encravado numa carreira que foi truncada para que se pudessem pagar migalhas das malfeitorias da banca privada e de empresas que se dizem privadas. Fica quem gosta, quem ainda consegue aguentar ou quem não tem outro modo de vida que substitua algo que foi perdendo sentido, menos para aquelas pessoas sempre muito entusiasmadas com as “inovações” que raramente aplicam no terreno ou que, aplicando, as transformam numa sucessão de grelhas.