A Voz de Quem?

Recebo um convite para assistir a um webinar do CNE sobre “A voz das crianças e dos jovens na Educação”. Consulto o programa em busca de crianças e jovens e encontro mais gente mais velha do que eu do que mais nova (aí incluindo o sempre presente nestas coisas SE Costa). O “jovem” que aparece já vai mais perto dos 30 do que dos 20 e é daqueles alunos por profissão. Já a participante mais nova, que por acaso conheço pessoalmente, é filha de um casal bem conhecido e muito próximo do governante acima referido que poderão deduzir pelos apelidos. O resto (tirando o SE Costa) anda pela minha idade ou mais.

Faz lembrar aquelas coisas sobre a “voz dos professores” em que os participantes todos juntos não dão uma semana de aulas no Ensino Básico ou Secundário.

5 thoughts on “A Voz de Quem?

  1. A questão socrática: o que é um aluno? Um indivíduo de nacionalidade portuguesa, em regra com menos de 18 anos, que, encontrando-se em idade escolar, está matriculado numa escola e entra e sai de uma sala de aula de acordo com os toques de campainha (esta última condição pare opcional) ou um indivíduo , em regra com menos de 18 anos, que está matriculado numa escola e repeita as normas de funcionamento da sala de aula, estuda, se esforça por aprender (e assim também por desenvolver toda uma panóplia de competências)?
    Estou-me a cagar para o que o aluno, na primeira acepção, possa dizer. Interessa-me tanto como ouvir o Miguel Sousa Tavares sobre a educação ou qualquer outro tema, na verdade. O que possa ser dito pelo aluno, tomado no segundo sentido, já pode ter algum interesse, mas mesmo assim muito relativo. Um aluno está em processo de formação, os seus pareceres partem de uma visão incompleta e, muitas vezes, de vistas curtas. Lá está, estão em desenvolvimento. Daí que, para além da noção de aluno, importe, também, esclarecer a nossa de interesses dos alunos (supostamente, a ideia de ouvir os alunos terá que ver com a auscultação dos seus interesses). Trata-se de interesses subjectivos ou objectivos? Os interesses são dimensionados pela ideia do que é mais fácil, mais divertido, aparentemente mais útil, ou pela compreensão do que é importante e estruturante?

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  2. É só entupido, portanto, que quem deu esse título não pare 2 segundos para pensar no mesmo. A nós, professores, não nos choca: todos sabemos que eles estão-se a c**** para os miúdos…mas aborrece-me, particularmente, que continuem a dizer que tomam decisões/medidas/o raio a sete a pensar neles…
    Enfim! Está a vista de todos!

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  3. A quem nos podemos dirigir para alertar das consequências gravíssimas para o país, de o ensino público português estar entregue a idiotas? Quem nos poderá valer? ONU? Unicef? UE? PR?

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  4. Isto deve ter a ver com o nível de mediocridade a que chegou o país! Provavelmente será já uma consequência de tantos anos de facilitismo e apimbalhamento.

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