O Gajo Nunca Me Enganou

(adenda, afinal é “novo”, porque é filho do velho… mas mantenho o post porque me divertem estas parvoíces)

Nada de avanços concretamente visíveis com a Lois Lane, visão extra especial e parava na roupa interior das garinas, aquela lycra muito coladinha aos glúteos e genitalia e sempre a despir-se em cabines públicas. Estava mais que visto. Depois daquela relação meio dúbia do Batman e Robin, eis que o Super Homem se revela não binário e ao mesmo tempo bi. Confuso, nada disso. Esperemos por revelações acerca da Mulher Maravilha, Homem de Ferro e Demolidor (esse pode sempre dizer que é cego…).

Em outros tempos… um super-beijo nem se via.

O Arlindo Entra Em Pausa

Prudêncio, pá… qualquer dia ficamos mesmo só nós, os “velhos”. Mesmo que a motivação realmente escasseie em muitas alturas e a inspiração também. Em tempos, pausei seis meses e não me arrependi.

Só um pedido… não vale a pena fazer de câmara de eco de coisas do ME, a menos que seja informação mesmo útil.

A vida muitas vezes não nos deixa espaço ou motivação para continuar a produzir conteúdos diários com a mesma motivação de outros tempos.

Com isto não quero dizer que o blog não irá continuar a produzir conteúdos e informação, muitas vezes seguida pela comunicação social e muitas vezes pelas próprias estruturas do Ministério da Educação, mas que por uns tempos eu irei estar mais ausente, um pouco à espera que a mesma motivação de antigamente regresse.

Preciso talvez de alguma nova iluminação na vida pessoal para que isso aconteça.

E Quem Foi O Primeiro Presidente Da EPIS?

Agradeço ao Aventar que sacudiu a coelha e a Joaquim Colôa que se lembrou da curiosidade e a colocou no seu mural. A notícia seguinte é de 2009. E note-se quem foi o seu grande promotor.

Agora façam lá o seguinte exercício: googlem João Rendeiro, Cavaco Silva e EPIS na parte das “imagens” e descubram um quase completo vazio. Ao que parece, nem quase se cruzaram na vida em ocasião fotogénica.

A Associação Empresários pela Inclusão Social (EPIS) nasceu de um apelo do Presidente da República, em 2006. O seu presidente da direcção é João Rendeiro, e reúne mais de 80 associados. Cada um contribui com donativos que ultrapassam os 25 mil euros anuais. Do conselho científico fazem parte três ex-ministros da Educação (Roberto Carneiro, Marçal Grilo e Júlio Pedrosa) e um ex-secrem [sic] do combate ao insucesso escolar, a EPIS propõe-se promover um projecto de empreendedorismo, auto-emprego e microcrédito, em parceria com o Governo e o sector bancário. 

(raramente falha uma e nunca tem dúvidas)

Pois…

Esta forma pouco clara de distribuir recursos reflete-se na alocação dos 900 milhões de euros inscritos no plano de recuperação de aprendizagens 21/23. O plano original não diz, e continuamos sem saber, como vão ser distribuídos estes recursos pelas escolas e alunos.

3ª Feira

Ler partes da biografia da Malala em turmas do 6º ano pode representar desafios muito diferentes, apesar de ser na mesma escola, com o mesmo professor e no mesmo contexto socio-económico. Numa das turmas, mal se dá por isso e estamos a fazer uma digressão até ao 11 de Setembro, à origem dos talibãs e a discutir as questões do fundamentalismo. Em outra, mal se dá por isso, encara-se uma quase generalizada apatia e indiferença, apesar do aumento do recurso a animações e estratégias diversas para despertar o interesse ou curiosidade sobre a vida da Malala e da sua luta pela educação das raparigas. É muito provável que, por exemplo, nos e-portefolios (sim, já começaram a familiarizar-se com os padlétes) se venham a encontrar diferenças substanciais de qualidade, assim como será em média bastante diferente a avaliação do (des)empenho dos alunos. Na mesma escola, com o mesmo professor, o mesmo contexto socio-económico. Não sei se será isto que um certo governante considerará um fenómeno ou problema “hiper-complexo”.