5ª Feira

Pensava que graças à mítica “bazuca”, a questão do orçamento não levantaria assim tantas ondas, até porque nestas alturas já se sabe que a maior parte do bolo vai para as clientelas costumeiras. É verdade que agora mais alargadas para o lado canhoto, apesar do sucessivo descalabro autárquico da muleta mais fiel da geringonça. Quanto ao “centrão”, estando formalmente no poder ou não, ps e psd raramente têm muito de que se queixar. Pelo que o aparente dramatismo, com chancela presidencial, da eventual não aprovação do Orçamento para 2022 ainda soe mais artificial do que é habitual. Parece encomendado, para garantir que apanha as oposições em dificuldades. Rio explicou ontem os meandros da situação laranja (e no cds não é muito diferente), enquanto à esquerda se lambem as cicatrizes das autárquicas e se fica sem saber se é tempo de assobiar para o lado, se é para mostrar voz grossa e tentar recuperar eleitorado.

O ministro da Inexistência (leia-se “Economia”) dizia ontem que o eleitorado do Bloco e do PCP não compreenderia que ajudassem a chumbar o Orçamento. Só que a verdadeira questão é que neste momento parece que só lhes resta o eleitorado que vota automaticamente, porque o outro já fugiu. Para a abstenção e para o Chega.

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