Prudência Para Quê?

“Paulo, olha que há coisas que tu escreves que podem ofender certas pessoas e ainda te metes em trabalhos sem necessidade.”

O aviso é bem intencionado mas:

  1. Por vezes, estou mesmo a falar em geral, sem pensar especificamente em que tem a cabeça à medida do barrete. Por vezes.
  2. Sem necessidade? Discordo, por vezes é mesmo necessário metermo-nos em trabalhos, se ainda nos restam algumas vértebras. Claro que quem se mete na arena, tem de aturar os bovídeos.
  3. Ofender? Mas como? Nunca foram ao espelho? Eu vou e nem sempre gosto do que vejo, mas ao menos admito isso em vez de me andar a saracotear ou a exibir a ignorância em voz alta.

Incongruências

De que adianta quererem-se coisas inovadoras e tecnológicas, planos digitais e o camandro, se depois nem se podem levar os putos para as poucas salas que têm computadores? De que adianta querer e-portefólios, com tic no 2º semestre e regras parvas sobre a “mobilidade” das turmas e professores? Não me venham com tretas de seguranças e não sei quê, que se vê mesmo que é de quem não sabe mesmo que não se fazem omoletas se tivermos apenas calhaus no galinheiro.

3ª Feira

Ao fim de um mês de aulas, lá vai a primeira tarefa para fazer entre 5ª e 2ª feira. Eu que nem sou fã de tortura para crianças (com algumas excepções). Tarefa simples: identificar três espaços da escola que possam ser melhorados e um par de parágrafos sobre a “escola ideal” de cada alun@.

Resultado: 27 fichas entregues, 5 recebidas de volta. Não há feedback que aguente. Venham os embaixadores “maiatos” e expliquem-me como é que vamos intervir nos 22 agregados em falta.

Ahhhh… já sei. A culpa foi minha. Não interessa porquê, mas foi. É falha do “projecto”. Pelo menos é o que diz o modelo formativo do professor doutor Fernandes. O paradigma inovador, entenda-se.