3ª Feira

Ao fim de um mês de aulas, lá vai a primeira tarefa para fazer entre 5ª e 2ª feira. Eu que nem sou fã de tortura para crianças (com algumas excepções). Tarefa simples: identificar três espaços da escola que possam ser melhorados e um par de parágrafos sobre a “escola ideal” de cada alun@.

Resultado: 27 fichas entregues, 5 recebidas de volta. Não há feedback que aguente. Venham os embaixadores “maiatos” e expliquem-me como é que vamos intervir nos 22 agregados em falta.

Ahhhh… já sei. A culpa foi minha. Não interessa porquê, mas foi. É falha do “projecto”. Pelo menos é o que diz o modelo formativo do professor doutor Fernandes. O paradigma inovador, entenda-se.

7 thoughts on “3ª Feira

  1. Fernandes?! Ora cá está mais um matador de professores!
    Ariana? Idem!
    “Nao posso mais…com aqueles olhar à matador, à matador…”

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  2. Paulo
    Ao fim um mês na minha escola já ninguém aguenta a sobre dosagem de projetos DAC e de Maiatos.
    Tenho colegas que nunca faltaram e meteram baixa psiquiátrica.
    Quem sofre é a miudagem…

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  3. O paradigma inovador que já se pregava na ESE de Lisboa no meu tempo de estágio, nos idos de 1992.
    Na altura a pedagogia do projecto que nos foi propagandeada parecia até fazer sentido, porque era vista como um modo de transformar uma simples aprendizagem, numa aprendizagem significativa, porque enquadrada na resolução de um problema real, num projecto para lhe dar solução, num cenário que se requeria multidisciplinar.
    Veio nessa sequência a experiência da área-escola que corporizava esse pensamento, mas os professores continuaram a ser donos da sua autonomia científica e pedagógica, trabalhando no terreno adequando o seu saber e a sua experiência ao contexto/turma que encontravam pela frente.
    Hoje com a sanha de tanto projecto os professores foram despidos da sua autoridade e transformados em simples operários que se limitam a pôr em prática a pedagogia do patrão, prejudicando-se assim seriamente as aprendizagens iniciais que acabam por não ter um calendário nem uma sequência lógica para serem desenvolvidas no âmbito específico de cada disciplina, pois tudo isso passou a andar a reboque dos “projectos”, para os quais, sem essas aprendizagens iniciais, os alunos nem sequer se apresentam em condições de participar nos mesmos.
    Mas os teóricos do ME que não põem um pé numa sala de aula é que sabem…

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  4. Já não se é professor nos dias de hoje: limitamo-nos a satisfazer os caprichos eduqueses do SE Costa e do seu exército propagandístico. O pior é quando trabalhamos lado a lado com infiltrados… A esses dá um gozo tremendo relembrá-los que ainda há meia dúzia de anos andavam alegre e diligentemente a contar palavras por minuto ao som das metas cratianas.

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  5. Sigam o exemplo da planície, porra !

    O Ajuntamento de Traseiras acaba de dar à estampa um projecto de se lhe tirar o chapéu. Na sua essência, consiste numa coisa muito simples : “acabar com a m…da dos projectos ” , como pode ler-se no preâmbulo do dito, redigido pela dona Rosa – a eterna directora.
    Para o seu lançamento, consta que vai convidar o sr. Domingos Fernandes e a srª. dona Cosme . Acintosamente, para a cerimónia tem reservado um momento simbólico : serão, delicadamente, devolvidos às sumidades os papeis contendo os seus geniais “paradigmas inovadores” e os ” modelos formativos” .E num envelopezinho à parte, uma singela missiva, não menos delicada – ” Tenham juízo . E deixem-nos trabalhar. (como diria o nosso quase vizinho de Boliqueime)”.

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