Não É Tudo Mau, Mas…

… acho que deveria ser feita uma espécie de PACC para acesso a algumas estruturas internas da gestão escolar. Por defeito de ocupação recente, estou a pensar nas SADD, recrutada de modo nem sempre claro num CP que, em tantos casos, é uma emanação das vontades de director@s que quase tudo acumulam. Ler um documento em que uma SADD escreve, preto no branco, que não tem de justificar qualquer avaliação, já quase não me espanta.

Ainda Bem Que Há Quem Tenha Tanto Tempo Para (Não) Negociar

Entretanto, marcaram a greve tradicional do período do Orçamento. Para além de ser gozados, parece que gostam de gozar connosco, para não se sentirem tão sós.

Dirigentes da Fenprof passaram oito horas no Ministério da Educação e não foram recebidos

(não há luz ao fundo do túnel… desenganai-vos)

4ª Feira

Há umas semanas para o Jornal de Letras escrevi um texto em que questionava se continua a valer ir à escola e para mais tantos anos. “Que disparate!” foi a reacção de alguns cortesãos do costismo educacional. O problema é que os factos e as “evidências” estão por aí: “Prémio salarial da escolaridade está a cair para os mais jovens”. E muitos dos que trabalham, são empurrados para ocupações abaixo das suas qualificações, porque o nosso mercado de trabalho é mais para caixas de supermercado e empregados de lojas de telemóveis, sem desprimor para quem faz isso com profissionalismo. A escolaridade obrigatória de doze anos seria um progresso mais notório, se muita gente pudesse ver nisso algo de útil para a sua vida e não apenas uma estratégia para diferir inconseguimentos em tantas áreas da governação que nem com bazuca se libertarão dos velhos vícios de dar de comer sempre aos do costume, mais ou menos rotativismo, maior ou menor arco da governabilidade.