Ainda Bem Que Há Quem Tenha Tanto Tempo Para (Não) Negociar

Entretanto, marcaram a greve tradicional do período do Orçamento. Para além de ser gozados, parece que gostam de gozar connosco, para não se sentirem tão sós.

Dirigentes da Fenprof passaram oito horas no Ministério da Educação e não foram recebidos

(não há luz ao fundo do túnel… desenganai-vos)

19 thoughts on “Ainda Bem Que Há Quem Tenha Tanto Tempo Para (Não) Negociar

  1. BE e PCP pariram arianas, mais o DL 54, DL 55, flexibilização, fim dos programas e quietude sindical.
    O escuta conseguiu conciliar as tretas arianas com caridade cristã e a necessidade de praticar uma má acção diária. O Tiaguito, esse, andou a ver futebol e a viajar.
    Todos juntos acabaram com o que restava escola!
    Sobretrabalho, gestão democrática, ADD, precariedade, recursos … tudo pior!

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  2. O enxovalho de que foram alvo os representantes da Fenprof deviam revoltar todos os professores. Isto independentemente de todas as outras questões (incluindo traições). A greve de dia 5 é de um dia. Devia ser sine die. Mas devia mobilizar os docentes. É preciso uma adesão maciça para mostrar descontentamento, mesmo que haja razões para contestar, e não são poucas, os sindicatos.
    A questão não é tanto, como por vezes se diz, de dar força aos sindicatos, mas de forçar os sindicatos a levarem adiante a agenda que queremos. Nada disso será conseguido com a atitude que o Guinote preconiza.
    Prefiro levar com mais uma facada nas costas, a ficar com as costas recostadas no sofá.

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    1. Adesão maciça? Eu relembro que quando em 2017 houve grave às avaliações finais, o Governo não sabia o que fazer e começou a enviar despachos normativos para a escola para boicotar o direito à greve. Quando já estavam sem ferramentas para boicotar a greve, pois nessa altura sim, houve adesão maciça, pesme-se! A fenprof parou a greve porque tínhamos que ir de férias…Para continuar em setembro…. Neste momento os sindicatos perderam toda a credibilidade junto da classe docente, bem como junto da restante comunidade educativa. Foi nessa altura que me deixei de pertencer a um sindicato. Ou mudam de estratégia….ou isto não anda para a frente. Por definição, a insanidade é fazer uma e outra vez a mesma coisa e esperar resultados diferentes. Mudem o discurso. Batalhem sobre causas objetivas, sem ser progressão na carreira ou ordenados, que apesar de serem importantes, não são apenas destas duas áreas em que há problemas. Parem de marcar greve em semanas de feriados! A imagem que passa é ´péssima, e só descredibiliza a greve perante a opinião pública.

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      1. Por alguma razão falei em traições, pois foi mesmo disso que se tratou, em mais do que uma ocasião. No entanto, são os sindicatos que asseguram a nossa representação nas negociações com o governo e que podem coordenar do modo mais eficaz acções de luta. Se os sindicatos mais poderosos se descredibilizam face aos que devem representar, então é necessário transferirmos o nosso apoio para sindicatos emergentes, como o STOP. O que parece óbvio é que, à margem dos sindicatos, poucas coisa podemos fazer.

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      2. Eu também fiz essa greve às avaliações e, além dos normativos do governo que atropelavam o direito à greve, no fim, estando só graças à manobra fenprof referida, acabei por receber uma belíssima recompensa na recepção do meu horário em setembro! Ele estava tão bem preparado, que não havia uma milésimo fora da lei! No entanto, acho que, até ali, nunca tinha provado o sabor de uma vingança tão requintadamente estudada!

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      3. Isso é que é grave e dosonesto. São eles que nos representam à mesa das negociações e o sindicalismo é hoje mais necessário que nunca (no mundo laboral já não se respeita nada). O que eles não podem é colocar o cartão do partido e as respetivas danças à frente do grupo profissional que representam!
        Eles só existem porque nós existimos!

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    2. RF, lamento, mas o que se passou foi voluntário. Foi a forma de aparecerem em algum lado da comunicação social. ao fim de 1-2 horas o que os fez ficar lá? “Enxovalho”? Não, não foi disso que se tratou.

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    1. Não há homens fortes nos sindicatos: há paus-mandados.
      Ainda ninguém conseguiu bater o record de permanência no cargo do Dr. Salazar?

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  3. Concordo plenamente com o Miguel. Deixei de ser sindicalizada nesse ano… e não tinha receio de perder as férias… enfim, atualmente, sindicatos como estes não são necessários, instrumentalizar os professores por causa do OE… é, simplesmente, vergonhoso… mas só vê a luz quem quer… TB, concordo, só faltou acrescentar os dominguinhos…

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