Felizmente…

… ainda se encontra gente boa neste processo de reclamações e recursos relativos à add. Como árbitro de 7 recursos nos últimos meses (já só falta “fechar” um), tive a possibilidade de conhecer ou (re)encontrar gente muito boa e razoável, com apenas 2 excepções. Uma marcada pela prepotência de um pcg outrora bravo sindicalistas e outra pela atroz incompetência de uma pcg que parece ter ido para o cargo com umas vagas ideias acerca do assunto, bem como de deontologia profissional. O balanço vai sendo muito positivo, porque, apesar da perversidade do modelo, ainda se encontra gente que consegue manter a sua humanidade intacta. E continuo a dizer que quem protesta, sem receio de o fazer mesmo sem apoios “institucionais” e independentemente do desfecho, está a defender os seus direitos e a dar um exemplo maior de cidadania activa a quem prefere ficar apenas pelos resmungos nas salas de professores e grupos do facebook.

Quero Ver A Concretização

Até porque eu faço uma quilometragem a sério por mês. E 5 euros de desconto no máximo (50×10 cêntimos) andará por 2% do gasto total mensal deste consumidor.

Desconto é de dez cêntimos por litro, com limite de 50 litros por mês por consumidor. Ministro das Finanças anunciou a nova medida para suster a subida dos preços da gasolina e do gasóleo.

6ª Feira

(versão revista e desgralhada)

O sindicalismo docente está nos dias de hoje mais ou menos no mesmo ponto que estava há 15-20 anos, só que com um acréscimo de ineficácia perante o poder político. Após alguma agitação entre 2008-2012, tudo acabou por voltar ao remanso habitual, conveniente a quase todos, excepto os mais interessados, ou seja, a maioria dos professores, do quadro ou contratados. As cúpulas conseguiram resistir à agitação mantendo o essencial do que queriam, que era deixar o status quo quase inalterado. A generalidade dos contestatários “inorgânicos” daquele período (onde me incluo) nunca os quiseram substituir e as “alternativas” como o S.TO.P. chocaram com a aliança de conveniências entre a tutela e o a ortodoxia sindical, mais amarelo-alaranjada, rosa ou vermelha. Com o aparecimento da geringonça, alguns apocalípticos de direita acharam que o Super-Mário tinha tomado conta da 5 de Outubro (agora 24 de Julho), não percebendo que se estava a passar exactamente o contrário. Os ferozes “radicais” foram amansados para lá de qualquer ponto antes imaginável durante o tempo suficiente para ficarem ainda com menor credibilidade junto das bases, ao mesmo tempo que deram margem de manobra para que uma série de reversões não ocorressem ou nem pela metade ficassem.

O que resta? O folclore tradicional e greves à 6ª feira como dantes, só que sem quaisquer compensações pela oferta do dia de salário dos crentes. O sindicalismo só tem a força que os sindicalizados (ou os representados, por extensão) lhe dão? Não é bem assim, pois esse é o argumento dos que fizeram o buraco ou o ajudaram a fazer, por acção parva ou inacção displicente. Não foi por falta de avisos dos que gostavam de tratar como fdp sempre que podiam. Fizeram tudo por eliminar o “ruído” a partir de 2015, em alegre conluio com o António, o Tiago, o João e a benção do Jerónimo e da Catarina. Conseguiram o vosso objectivo quase por completo e muitos acabarão a carreira em gabinete aquecido, sem ver uma sala de aula de novo, apesar das repetidas garantias do amor pela docência. Com jeitinho, ainda são convidados pela “reitora” ou equivalente para orientar teses de doutoramento.

Se em 2008 não me sentia representado por esta malta (falo das cúpulas, não de muita gente boa nas bases), agora estou num outro nível de indiferença e absoluto desdém pelo que considero um feudo de oportunistas e demagogos, que nada fizeram para reformar um modelo ultrapassado de sindicalismo quando este deveria ter compreendido que a sua importância no actual contexto e não ter pensado que ela depende essencialmente de lugares à mesa, como se fossem “pares” do poder político. Ninguém os acha assim e, pelo caminho, preferiram deixar de ser “pares” daqueles que representam. E não venham com ladaínhas e acusações de anti-sindicalismo que isso já farta e faz lembrar o vosso amigo secretário que, sempre que é criticado, se arma em vítima sensível e engomadinha.

Soluções para a situação? Vocês sabem que nós sabemos que vocês sabem quais são 😀 . Não vale a pena voltar a chorar no lenço molhado onde vocês se assoaram sem pudor.