6ª Feira

(versão revista e desgralhada)

O sindicalismo docente está nos dias de hoje mais ou menos no mesmo ponto que estava há 15-20 anos, só que com um acréscimo de ineficácia perante o poder político. Após alguma agitação entre 2008-2012, tudo acabou por voltar ao remanso habitual, conveniente a quase todos, excepto os mais interessados, ou seja, a maioria dos professores, do quadro ou contratados. As cúpulas conseguiram resistir à agitação mantendo o essencial do que queriam, que era deixar o status quo quase inalterado. A generalidade dos contestatários “inorgânicos” daquele período (onde me incluo) nunca os quiseram substituir e as “alternativas” como o S.TO.P. chocaram com a aliança de conveniências entre a tutela e o a ortodoxia sindical, mais amarelo-alaranjada, rosa ou vermelha. Com o aparecimento da geringonça, alguns apocalípticos de direita acharam que o Super-Mário tinha tomado conta da 5 de Outubro (agora 24 de Julho), não percebendo que se estava a passar exactamente o contrário. Os ferozes “radicais” foram amansados para lá de qualquer ponto antes imaginável durante o tempo suficiente para ficarem ainda com menor credibilidade junto das bases, ao mesmo tempo que deram margem de manobra para que uma série de reversões não ocorressem ou nem pela metade ficassem.

O que resta? O folclore tradicional e greves à 6ª feira como dantes, só que sem quaisquer compensações pela oferta do dia de salário dos crentes. O sindicalismo só tem a força que os sindicalizados (ou os representados, por extensão) lhe dão? Não é bem assim, pois esse é o argumento dos que fizeram o buraco ou o ajudaram a fazer, por acção parva ou inacção displicente. Não foi por falta de avisos dos que gostavam de tratar como fdp sempre que podiam. Fizeram tudo por eliminar o “ruído” a partir de 2015, em alegre conluio com o António, o Tiago, o João e a benção do Jerónimo e da Catarina. Conseguiram o vosso objectivo quase por completo e muitos acabarão a carreira em gabinete aquecido, sem ver uma sala de aula de novo, apesar das repetidas garantias do amor pela docência. Com jeitinho, ainda são convidados pela “reitora” ou equivalente para orientar teses de doutoramento.

Se em 2008 não me sentia representado por esta malta (falo das cúpulas, não de muita gente boa nas bases), agora estou num outro nível de indiferença e absoluto desdém pelo que considero um feudo de oportunistas e demagogos, que nada fizeram para reformar um modelo ultrapassado de sindicalismo quando este deveria ter compreendido que a sua importância no actual contexto e não ter pensado que ela depende essencialmente de lugares à mesa, como se fossem “pares” do poder político. Ninguém os acha assim e, pelo caminho, preferiram deixar de ser “pares” daqueles que representam. E não venham com ladaínhas e acusações de anti-sindicalismo que isso já farta e faz lembrar o vosso amigo secretário que, sempre que é criticado, se arma em vítima sensível e engomadinha.

Soluções para a situação? Vocês sabem que nós sabemos que vocês sabem quais são 😀 . Não vale a pena voltar a chorar no lenço molhado onde vocês se assoaram sem pudor.

36 thoughts on “6ª Feira

  1. Análise objectiva e pura!
    100% de acordo!
    Não é uma análise qualquer. É uma análise de quem por formação académica e prática investigativa busca a verdade com imparcialidade e sem se deixar comprar!

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  2. “… absoluto desdém pelo que considero um feudo de oportunistas e demagogos”.
    Absolutamente de acordo. Deixaram cair todas as reivindicações durante vários anos e voltam agora! Objetivo: enganar novamente os professores incautos e continuar a receber o dízimo.
    Uma pergunta: srs. Nogueira e Dias da Silva, a primeira reivindicação era o regresso da democracia às escolas… deixou de ser!!!! Porquê, se as escolas vivem num regime absolutamente totalitário.
    O número de baixas médicas, entre os professores, é substancialmente incrementado pelo bullying psicológico dos comissários políticos.

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  3. Decorria o ano de 2012, quando o Paulo comunicou-me que os sindicatos precisavem de 2 voluntários, por região para mover uma ação em tribunal admistrativo contra o novo modelo de gestão. Fui um dos voluntários. Desloquei-me à sede do SPN e lá passei uma tarde com o advogado de serviço que tinha sido designado para o caso. Li o conteúdo da ação, por acaso bem elaborada, assinei a procuração e fui para casa. Passou-se um ano, e como nada me foi comunicado, telefonei aos serviços jurídicos do SPN a questionar sobre o estado da mesma ação. A pessoa que me atendeu, mandou-me esperar ao telefone. Esperei, esperei…e passado muito tempo outra pessoa, pergunta-me se sabia qual o nº da ação. Respondi-lhe que não sabia, mas que gostava de saber o estado da referida ação. Muito atrapalhada a senhora, perguntou-me: Tem a certeza que foi aqui que o colega interpôs a referida acção? Não está a confundir com outro sindicato?
    Eu nem queria acreditar no que ouvia. Retorqui-lhe que era o nº tal, filiado no SPN e que tinha estado com um tal de Dr, Pinho (só me lembro do sobrenome do advogado)… blá….blá…
    Respondeu-me ela: “Colega, eu vou informar-me, mas não me lembro de termos patrocinado tal ação… mas volte a ligar, que eu me vou informar”.
    Como nunca mais me ligaram para o meu tlm, tornei a ligar novamente passado uns meses….
    Nada sabiam,,,,até agora dia 22-10-2021, nada sei.

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  4. Análise muito boa. Partilho, inteiramente, do que o Paulo aponta! Cada vez mais, as escolas estão um inferno, uma fantochada que só prejudica a classe pobre e média e o sindicalismo está esquecido e conivente com toda a destruição da escola pública! E claro que os professores são “carne para canhão”.

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  5. Interpreto algumas coisas de um modo diferente, mas não contesto os factos. A realidade é o que é.

    Apenas noto a falta de soluções. Da História, sabemos que se quem trabalha não luta pelos seus direitos, é explorado à força toda pelo senhor ou pelo patrão. Aos professores que não querem sindicatos, nem querem ser sindicalistas, nem se querem sindicalizar, não vejo grandes alternativas senão ficarem à mercê dos Brandões, dos Costas, das Arianas e de quem mais mandarem para nos comandar e amestrar.

    Com isto acabei por escrever um longo post sobre o assunto, algo que andava há largo tempo a adiar.

    Que futuro para o sindicalismo docente?

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    1. “ Aos professores que não querem sindicatos, nem querem ser sindicalistas, nem se querem sindicalizar, não vejo grandes alternativas senão ficarem à mercê dos Brandões, dos Costas, das Arianas …”.
      E não estão agora??????
      O que tem mudado????
      ZERO.
      Então vale mais não desperdiçarem tempo e dinheiro (em greves e quotas).
      Os sindicatos e os sindicalistas são apenas PARASITAS dos professores.

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      1. Sindicatos parasitas dos professores, ou sindicatos-fantoche, sem representatividade, sempre os tivemos e continuaremos a ter, porque isso é activamente promovido pelo sistema, como forma de enfraquecer e descredibilizar o movimento sindical.

        A questão é se estamos dispostos a contribuir para algo diferente ou se preferimos ter ali uns cepos de marradas para extravasar o nosso descontentamento.

        A vulgarização do discurso anti-sindical não vai acabar com os sindicatos maus, vai é afastar gente boa que neles existe, e outros que poderiam dar um contributo válido, mas não estarão dispostos a sujar-se numa coisa tão vil…

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      2. Luís, o que queria que “os sindicatos” fizessem? Não sendo um crime público, o assédio depende sempre de queixa dos ofendidos para que algo possa ser feito judicialmente. Por vezes, dada a dificuldade na obtenção de prova, torna-se necessário o testemunho de colegas que tenham presenciado algo. É preciso que as pessoas estejam dispostas a avançar com a queixa.

        Um sindicato pode apoiar os professores, pode representá-los, até judicialmente, mas não se substitui a eles. Se há um crime ou um abuso de poder da parte de um director, a culpa é deste e a responsabilidade é do governo que criou um modelo de gestão escolar permeável a abusos e autoritarismos. É preciso um grande malabarismo intelectual para vir dizer que a culpa é dos sindicatos, por terem “deixado cair” a democracia nas escolas.

        Meu caro, quem faz as leis não são os sindicatos, são governos e parlamentos, de acordo com as maiorias políticas dominantes no momento. O que é que queria que os sindicatos fizessem exactamente para impedir um decreto-lei aprovado em conselho de ministros no tempo de Sócrates e promulgado pelo presidente Cavaco de vigorar?

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      3. “Meu caro, quem faz as leis não são os sindicatos, são governos e parlamentos, de acordo com as maiorias políticas dominantes no momento. O que é que queria que os sindicatos fizessem …”.
        !!!!!!
        A sua afirmação só “colhe” nos regimes totalitários.
        Se não há nada que possam fazer então não há razão para existirem, assim acontece nas ditaduras.
        Ainda menos pagos pelas vítimas!
        Os sindicalistas que vão dar aulas, coisa que a maioria NUNCA fez.
        Mas, já agora que parece tão “sindicalista”, por que razão a primeira reivindicação foi durante alguns anos, JUSTAMENTE, a gestão democrática (eliminaria 90% da toxicidade que se vive nas escolas), agora DESAPARECEU ou aparece muitíssimo envergonhada?
        O que aconteceria se fosse manchete, num jornal de expressão nacional, a notícia de que numa escola 3 em cada 4 alunos era vítima de bullying?
        Por que razão estiveram os últimos anos calados?
        Será número de destacados, oferecidos pelo ME? Terão sido os subsídios encapotados?
        Serão apenas “correias de transmissão” dos partidos da geringonça?

        Nota: quanto ao “malabarismo intelectual”, procure aí por casa um espelho…

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      4. Vou ser muito breve:

        1. Os sindicatos podem ter diversas funções, vetar leis das quais discordem não está seguramente nas suas atribuições, nem poderia estar.

        2. Não confunda a ausência de tomadas de posição dos sindicatos com a sua não divulgação na comunicação social. Na era da internet, pode facilmente saber o que dizem e defendem os sindicatos, basta consultar os respectivos sites e também por aí constatar que não são todos iguais.

        3. O modelo dos directores continua a ser contestado, nomeadamente pela Fenprof, mas não pode ser a única reivindicação dos professores, muito menos alimentar-se a ilusão de que com uma gestão democrática os restantes problemas desapareceriam.

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      5. Vou ser objetivo.
        1. Contorcer concetualmente os outros é uma estratégia gasta e que não leva a lado algum.
        2. Os sindicatos, nomeadamente a fenprof, têm canais diretos de acesso à comunicação social…quando lhes interessa. Também têm canais próprios para fazer chegar propostas ao parlamento…se lhes interessa.
        3. Reivindicar mudanças na escola atual, sem começar pelo modelo de gestão, é o mesmo que pretender liberdade de expressão, em ditadura. Os diretores até mandam telefonar para casa dos docentes a perguntar se vão fazer greve!
        O sr. Nogueira, foi você que falou em fenprof, parece conviver bem com as atrocidades, ilegalidades e perseguições várias, que se cometem nas escolas. Conhece-as. Será o estalinismo a emergir?
        Denunciar? Sim, sempre. Mas a quem?
        Ao algoz?
        À IGEC (que está transformada na polícia dos comissários políticos)?
        Aos sindicatos (os sindicalistas são os primeiros lambe-botas dos diretores)?
        Nota: Se a denúncia fosse simples o bullying não existia…

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  6. “Infelizmente, as grandes federações sindicais – absolutamente essenciais à regulação e fortalecimento do mundo laboral – têm acumulado fracassos e derrotas retumbantes. O atual modelo de representação sindical, tal qual o conhecemos, está ultrapassado. As lideranças, há muito cristalizadas no cargo, parecem não aceitar que chegou o momento da saída. É preciso um refrescamento geracional, que garanta maior eficácia e melhor representatividade.

    Atualmente, estas lideranças sindicais têm a força que resulta da sua credibilidade junto dos seus associados: pouca. Poucochinha.

    Aliás, não se compreende que, perante tão volumoso chorrilho de injustiças, os sindicatos de professores – persistentes na denúncia da falta de auscultação e de negociação da tutela com os parceiros – não tenham sido consequentes, recorrendo, mais vezes, aos tribunais.”
    Aqui em https://obanquete.blogs.sapo.pt/sobre-a-greve-de-professores-9164

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  7. António Duarte, a tua análise fraqueja fortemente num ponto essencial: já estamos à mercê deles há anos e anos.
    Não houve sindicalismo docente que conseguisse (quisesse?) resistir a isso.
    O problema é que os factos estão à vista de todos e a questão dos “sindicatos-fantoche” instrumentalizados pelo poder atingiu o núcleo central do sindicalismo docente.
    Soluções? Talvez uma reorganização a partir da base, porque os mecanismos de cooptação e controlo das estruturas afunilam tudo.

    Estamos à mercê dos poderes de forma muito acentuada há mais de 10 anos (quase 15).
    A História ensina-nos muita coisa, desde o modo como o “trabalhismo” oitocentista se tornou partido de poder até ao modo como a Thatcher o vergou,
    Mas também nos ensinou que nenhum “sistema” de poder se consegue regenerar voluntariamente, preferindo perpetuar-se e replicar-se.

    Continuo a achar que confundir críticas com “vulgarização do discurso anti-sindical” é um dos erros que leva ao enquistamento de um sindicalismo fechado e surdo. Se em 2008-09 tivesse havido quem, a partir de dentro, quisesse mesmo mudar as práticas, talvez se tivesse chegado a algum lado.

    Agora, é tarde. Tardíssimo com estes actores tristes.
    Que nos entregaram aos Brandões, Costas e Arianas em troca de migalhas orçamentais que nem se percebem para onde vão.

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    1. Paulo, não vai haver a renovação pelas bases que sugeres por várias razões. Talvez quando houver uma renovação geracional da classe, e mesmo aí duvido, que os novos tempos apelam mais ao individualismo do que a abraçar causas colectivas.

      Uma razão é que a classe está envelhecida e isso reflecte-se também nos sindicatos. Ninguém quer começar uma carreira de sindicalista aos 50 anos.

      Segundo, ser sindicalista, com a má fama que os sindicatos alcançaram, é quase pôr a cabeça a prémio. Quase tão mau como pertencer a uma SADD… 🙂 Não é atractivo para ninguém, a não ser para oportunistas que querem deixar de dar aulas. ou dar menos aulas, e continuar a receber o ordenado sem chatices. Por esta perspectiva, que sempre predominou nos sindicatos-fantoche, as coisas só terão margem para piorar.

      Terceiro, as pessoas abnegadas, altruístas e trabalhadoras que ainda existem nos sindicatos – que as há, acredita – fartam-se de dar o seu melhor, de ir a todas e estarem sempre a ser vítimas deste discurso, como ali o do comentador a quem respondi há pouco, que culpa os sindicatos por tudo e mais alguma coisa, até por legislação aprovada unilateralmente pelo governo com a oposição total de todos os sindicatos. Fartam-se e vêem-se embora, porque até são bons professores e preferem dar aulas. Uma destas pessoas que abandonou recentemente a direcção do meu sindicato, dizia-me há tempos do que é que estava farta: não era do sindicato, era de aturar professores…

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      1. As pessoas abnegadas sabem que são apreciadas.
        No tempo da greve rotativa, foi o delegado sindical da minha escola que, comigo, organizou tudo sem quaisquer atritos.

        Há uma maneira fácil de não parecer oportunista, que é não açambarcar anos a fio as reduções para efeitos sindicais como acontece, por exemplo, com os créditos horários distribuídos por certas direcções.

        Renovar a partir da base é complicado? Claro que é e cheira a “refundação”.
        Mas vejo poucas alternativas e uma delas é tabu para muita gente e para outra é pretexto para os vícios do costume nos seus defensores que nada fazem de concreto (falo da anatemizada Ordem ou de um Conselho Deontológico dos Professores… ou para as Profissões da Educação).

        Esta discussão é antiga, mas confesso que aquela greve para encher calendário de dia 5 fez-me revisitar temas que me despertam ainda alguma reacção (como os ciclistas daltónicos nos cruzamentos, os puristas da comida saudável, os formadores da treta arianista, os inclusivos só da boca para fora, etc, etc).

        Repito: estamos já nas mãos dos costas, fernandes, arianas, rodrigues e demais senhores feudais da Educação actual. Com a apatia e silêncio demorado no período mais crítico de instalação deste sistema “claustrofóbico” de que só nos conseguimos libertar a muito custo e a espaços.

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  8. Adenda: não me custa admitir que foram perdidas quase todas as batalhas e que a “guerra” continua apenas porque ainda existem bolsas localizadas de resistência, mas com impacto muito limitado.
    A estratégia do silenciamento das alternativas venceu em (quase?) toda a linha.

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    1. Só uma nota, porque referiste aí de passagem a ordem dos professores, é um enorme equívoco as pessoas acharem, como vejo em muitos, que ela poderia assumir funções de tipo sindical. Não nego a importância da ética e deontologia profissionais mas não acredito nem que seja essa a maior das preocupações de quem nos quer pôr na ordem nem que o ME alguma vez vá abdicar de tutelar também essa matéria.

      De resto tens toda a razão na parte da resistência, que de ano para ano vai sendo cada vez mais difícil e difusa. E o que mais me perturba nem são as arianas ou os costas. É a onda avassaladora de conformismo e seguidismo que vou vendo pelas escolas, com o pessoal embevecido perante a mediocridade científica e pedagógica daquela gente que anda a repetir a mesma sebenta desde o tempo do mestrado de Boston. A contradizerem-se alegremente ao longo do discurso, da aula magistral que nos proíbem a nós de leccionar, sem darem conta das incongruências. E no fim o pessoal a agradecer e a aplaudir.

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  9. Sindicalistas que fundaram institutos para dessa forma passarem a professores doutores e sindicalistas, cujo primeiro acto público, após nomeação, é sentarem-se na fila da frente do congresso do partido…Tudo dito! Tudo visto.
    É preciso lembrar-lhes porque existem?
    Se não querem representar o professorado, não lhe vistam a pele quando só quando e porque lhes dá jeito!

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  10. Pois eu até acho que os sindicatos estão a cumprir plenamente a sua essência e os seu objetivos.
    Braços políticos do PCP e do PS, têm conseguido retirar por completo os professores de toda e qualquer equação que beliscasse a Geringonça.
    Agora que as comadres querem vitimizar-se, lá estão os sindicatos a cumprir o seu papel.
    Querem lá saber dos professores. Num comentário anterior um colega até falou num sindicalista que saía farto de professores., lol.
    O STOP, por enquanto, ainda não entra no baralho.

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  11. Como é que os professores pensam vencer o que quer que seja sem os seus sindicatos? Na blogosfera? No vale de lágrimas das escolas? Por estes dias, multiplicam-se os anúncios de greve de vários setores profissionais. Mas só os sindicatos dos professores, esses pérfidos, é que se estão a aproveitar do “seu rebanho”. E é por isso que os docentes não aderem, claro! Os outros profissionais, como não enxergam nem têm quem os ilumine, atiram-se às greves em massa. Coitados!

    https://babelcaim.blogspot.com/2021/10/da-estupidez.html

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    1. O sindicalismo é elemento estruturante das sociedades democráticas.

      Portugal está a mudar e estou convicto que o sindicalismo criado, comandado e totalmente colocado ao serviço do PCP e do PS, é monopólio em vias de extinção. O STOP é sinal disso mesmo.

      Acredito que nos próximos anos outros e diferentes sindicatos se vão impor. A hecatombe, via reforma, da docência grisalha, onde me incluo, vai contribuir para este necessário processo de mudança.

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  12. Os professores vencem quando aquelas 2 carantonhas sairem de cena! Porque não saem eles de cena?
    Porque não vão para as suas escolas trabalhar? ​
    Venham caras diferentes, mas com perfil de professor! Já tivemos alguns com imagem de professor (eram poetas e filósofos). Estes não têm! Como não têm os chefes dos diretores e os CNEs!
    Parecem “bafientos carrejões”. Onde está o cariz? Onde está a craveira intelectual, sábia e humana de um professor nestas caretas que aparecem a dizer representar o professor?
    Não se vê um professor nos ares de padrecas sebentos, de arruaceiros rufias, de catequistas bolorentas, de xicos espertos, de hipócritas debitadores de palavreado ôco, de galináceos do corta e cose…
    Queremos gente limpinha, com hábitos de leitura e estrutura honesta!

    Já agora, porque nunca criaram um fundo de greve?!

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  13. Sou sindicalizada e não pretendo deixar de o ser, embora me custe largar os 12 euros mensais, para pouco ou nenhum retorno. Sim, se eu tiver alguma dúvida envio email ao sindicato e eles respondem, mas por vezes com zero soluções. Já sofri e continuo a sofrer na pele de grandes injustiças nesta profissão, sofridas também por outros colegas, muitos mesmo, e em todas elas não vi uma grande luta por parte de sindicatos, pelo contrário até vi algum sindicato aceitar porque era o “seu” partido que estava no poder. Por exemplo a questão dos professores dos quadros desterrados dos anos de 2004, 2005 … foi aceite pela FNE, porque era o PSD que estava no governo, tempos do David Justino. Por outro lado fiz parte dessa luta e nunca vi nenhum sindicato assumir claramente a nossa defesa, como mais tarde vieram a fazer quando foram os colegas do QZP a serem ultrapassados por outros QZP. Vieram ter connosco sim, mas mais para perceberem o que erámos e acabaram por esvaziar o movimento com ofertas de destacamento para alguns membros caso se tornassem delegados sindicais…! Mais tarde há poucos anos vi alguns colegas sindicalizados afectos a um grande sindicato defenderem em páginas de professores no Facebook, que a alteração no tempo de serviço dos escalões que causou inúmeras ultrapassagens por colegas com menos tempo de serviço, era uma fatalidade e nada se podia fazer contra ela. Talvez porque quando ela ocorreu tenha sido negociada com sindicatos secretamente em troca de alguma contrapartida e agora mais tarde não poderiam atacá-la. Não sei, mas é o que parece! E para isso a única resposta foi cada um avançar para tribunal, com apoio “sindical”, mas pagando as acções do seu bolso??!! E o tempo que levou os sindicatos a assumir essa “luta”…?!
    Depois estas grevezinhas… eu acredito no movimento sindical e em greves, mas estas greves de um dia, calendarizadas anualmente, contra tudo e contra nada só inquinam a opinião pública contra os professores. Sim o Mário Nogueira precisa de ir embora, o povo detesta-o e ele não consegue passar a mensagem correcta do que se passa, os media adoram chamá-lo precisamente para que a opinião pública casque ainda mais nos professores. Passa-se a falsa ideia até, que a Fenprof é que tem mandado no ME, quando é precisamente o oposto. Nada temos conseguido de reivindicações ao longo destes anos! E há quem diga que nas negociações MN passa por cima de todos os outros delegados sindicais com arrogância…
    Lembram-se da última manifestação à frente da Assembleia da República por causa da contagem do tempo de serviço congelado, de como MN cantou vitória na negociação com a Alexandra Leitão e à noite em entrevista dela na TV se percebe que nada se tinha conseguido??!! Tem sido sempre assim o resultado de lutas e greves e sinceramente custa fazer greve de um dia, ficar sem o dinheiro que nos faz falta e ficar ainda com a imagem pública mais manchada.
    Precisamos de sindicatos sim, não de organizações que parecem agir para alimentarem a sua própria sobrevivência e pouco mais.

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