Boa Noite

O episódio é especialmente relevante, não apenas pelo tema que atravessa toda a série (a predação sexual de Weinstein e tudo o que foi feito para a encobrir), mas pela descrição do processo de fact-checking na New Yorker. Uma revista onde a maioria dos colaboradores dos polígrafos nacionais dificilmente conseguiriam obter ou manter um emprego. Ou onde certos “jornalistas” teriam terminado a carreira bem mais cedo e sem tanta fanfarra.

E este é um dos tipos que lá trabalhou. Não é o orador mais cativante, mas…

Não Há Cobre Que Aguente

Por causa de 5 euros por mês, é preciso registos e registos e autocolantes e coiso e tal e o camandro. Que m€rd@ não bastaria dar o nº de contribuinte e prontosssss? Não, é preciso associar telefone, cartões, dar autorização para isto e aquilo, etc, etc.

Subsídio funciona através do IVAucher. Bombas podem afixar selo “Autovoucher”. Consumidores já registados não precisam de voltar a inscrever-se.

Pode Parecer Estranho…

… mas o “poder negocial” dos professores está praticamente resumido ao nosso “envelhecimento”. Ou seja, se não formos nós, quem há? Ou ainda de forma mais explícita, quem há que faça o que fazemos, mesmo se cada vez se exige menos em termos académicos e científicos aos professores e mais em termos administrativos e burrocráticos?

2ª Feira

Começo o dia com a leitura de um post de que me foi deixado link na última publicação. É uma espécie desafio que um blogger de blogue recente lança aos bloggers de blogues mais antigos. Em pouco se distingue daquilo que há quase quinze anos a ortodoxia sindical diz da blogosfera docente. E depois há coisas divertidas, como aquilo de mantermos em cativeiro o resto dos docentes, quando nada lhes pedimos ou cobramos, apenas fornecendo (de modos diversos, nem sempre muito à vista) o nosso apoio quando solicitado. Quem escreve o post comete diversos erros de análise, mas parecem-me mais graves os erros de avaliação. Como o post é “generalista” não vou enfiar algumas das carapuças que por lá são atiradas. Apenas direi que lamento a falta de novidade na argumentação e ainda mais na intenção, tão mal disfarçada, de arregimentar os poucos que ainda aí andamos desde 2005 ou 2006, para a causa comum de uma luta sindical cujos protagonistas, pelas costas e fora de plataformas, se ofendem entre si, sem pudor ou decoro, e ainda p fazem mais a nós, os “produtores de ruído”.

Não me parece coincidência que este tipo de intervenção surja exactamente na sequência do chumbo do orçamento e da proximidade de eleições. Porque o que está em causa não é a “libertação” dos professores “cativados”, mas outra coisa que nem sequer se foi especialmente hábil a disfarçar. Até porque o objectivo central do texto, vem na sequência do de outro, de há pouco mais de uma semana em que – será em nome da união? – se prefere chamar estúpidos aos professores bloggers, assim todos ao molho e em forma de colectivo. E como é isso feito? Como é habitual, mentindo descaradamente sobre a alegada inacção de tais bloggers, aqueles que sempre que se uniram e avançaram para algo (da manifestação independente de Novembro de 2008 à Iniciativa Legislativa de Cidadãos para a recuperação do tempo de serviço, passando por pareceres contra o modelo de avaliação do desempenho docente, contra o modelo gestão escolar e contra os objectivos individuais, etc) mereceram o ataque geral e pessoal dos cains-cains.

E isto diverte-me porque, repito, anoto a convergência de acontecimentos, defeito da formação em História não instrumental, bem como o tipo de linguagem, incapaz de renovação no conteúdo e até na forma. Pessoalmente, não me incomoda nada ser chamado de “estúpido” (se é que a mim o epíteto também é dirigido) e está longe se ser a primeira ou última vez que me chamam tal ou coisa pior. Tudo depende de quem o faz. É alguém que apresente “valor acrescentado” em termos intelectuais a qualquer discussão? Não faço ideia. É algum blogger intermitente, eventualmente ressabiado pela falta de adesão que desperta, quando não vai ao colo de terceiros? Não faço ideia. É um sindicalista operacional a quem encomendaram esta prestação de serviços? Não faço ideia.

Em boa verdade, só sei que distribui links nas caixas de comentários dos blogues que aparentemente considera desnecessários, divisionistas, inconsequentes e estúpidos. O que é um contra-senso e até um pouco contrário a alguma etiqueta nestas matérias. Esse tipo de auto-promoção (aposto que também vai deixar ligações nos grupos de professores no fbook) tem algo de caricato, ao procurar desacreditar aqueles em quem se encavalita.

Como em tantas outras ocasiões, a caravana está tranquila, enquanto os daltons se amofinam e o rantanplan adormece.

Para finalizar, alguns detalhes: a criatura escreve longamente, com assinalável respeito pela língua-mãe (pista 1), tem em alta consideração a sua própria capacidade de incomodar (pista 2) e definiu os seus alvos (pista 3). A mim, chegam-me para me deixar bem disposto. Até porque alguém deixou por lá o rabo do gato que deu à costa.

Continue, caro escriba, continue, que sempre me faz mergulhar num passado de que não tenho muitas saudades, mas que é sempre interessante reencontrar nos demónios de outrém. Tenho muita pena por si, que continue prisioneiro dos seus inconseguimentos e em vão busque uma libertação pela qual ninguém dará conta. Lamento se o incomodei, mas prometo não assumir mais em nome pessoal uma resposta que, pelos vistos, teria de ser dada por um colectivo, já que lhe falta qualquer coisa em toda essa aparente coragem e destempero.