Ui!

E ver malta de tecnologias ainda a usar plataformas do menos seguras que se pode imaginar até faz doer. Quanto aos dados de alunos, professores e funcionários do não-superior, nem é bom falar na enorme vulnerabilidade daquilo tudo, a começar pelo sacrossanto E360. Na área da Educação, a cibersegurança é uma anedota. E ainda há quem ache que os alunos é que não sabem de nada.

Piratas fecharam informação dos servidores e pedem resgate pelo acesso. Universidade garante ter cópias de segurança de todos os dados. Alvo foram os servidores Windows, o que poupou as plataformas onde funcionam os serviços académicos, de recursos humanos e financeiros. Correio electrónico e wi-fi devem ser retomados até amanhã.

É Inevitável A Estranheza…

… quando “democratas” que defendem eleições para o país, depois não as querem nas suas agremiações. O mesmo se aplica a outros “democratas” que acham que o sistema só pode ou deve funcionar de 4 em 4 anos, quando são eles a estar no poder.

Santana, não voltes só à Figueira, que estás perdoado.

Uma Coisa (Entre Muitas Outras) Que Me Irrita Em Cert@s Especialistas Em Educação Para Totós…

… é que parecem incapazes de compreender a frustração que se sente quando se fazem todos os possíveis para envolver os alunos no processo que deveria levar à realização de aprendizagens e eles pura e simplesmente se estão nas tintas, porque não encontram qualquer vantagem imediata e objectiva nisso. Já sei,,, a culpa é de quem não os sabe motivar, de quem não lhes sabe explicar os porquês, de quem não usa as “ferramentas” certas para o conseguir.

(já agora, gostava mesmo de saber se aquela da avaliação por rubricas funciona com certos perfis de alunos…)

Estou farto, fartinho de ler e ouvir aqueles seres superiores, que de prática docente efectiva no Ensino Básico têm umas raspinhas ou apenas memórias distantes, a explicarem-me como devo fazer o que estou mais do que pintado de fazer, sem que isso aqueça ou arrefeça quem não encontra sentido – não na escola em si – mas numa sociedade que não recompensa de forma adequada um comportamento responsável e disciplinado de alunos que desenvolvam aprendizagens medianas ou mesmo boas, mas que careça dos conhecimentos certos para seguir em frente. Sendo que se tiver os ditos conhecimentos, pode ser um vândalo que sempre se irá safar. Enquanto o aplicadinho acabará, se tiver sorte, num emprego precário e mal pago?

Porque o problema do “sentido” é apresentado quase sempre ao contrário. Como se fosse a escola que tivesse de fazer sentido para alunos que depois enfrentam contextos nos quais o sucesso não depende das notas na escola, mas de outros factores. Contextos em que a métrica do “sucesso” e/ou popularidade obedecem a uma lógica assente em cliques, likes e visualizações. Já pensaram que o “sentido” não se perdeu na Escola, mas ao seu redor e que é um erro querer que ela se adapte de forma a compatibilizar-se com a superficialidade da espuma dos dias ou que prepare os alunos apenas aceitarem como normal o que é uma evidente regressão dos direitos sociais e laborais?

Os professores não se sentem frustrados por não entenderem os alunos. Pelo menos no meu caso, sinto uma enorme frustração é por existir toda uma superestrutura ideológica que tenta normalizar os alunos de acordo com padrões mínimos, desculpabilizando-os de tudo e mais alguma tropelia, ao mesmo tempo que os ilude com ambições imensas que na maioria dos casos não serão concretizadas. A Escola não faz sentido para os alunos? Ou será que o quotidiano de muita gente perdeu o sentido, pelo que a Escola apenas está a ir com a água suja do banho?

Se é que me faço entender aos comuns mortais.

Porque sei, de certeza certa, que aos especialistas do costume (e instantâneas sumidades peraltas na matéria) não me consigo fazer entender.

3ª Feira

A chamada “recuperação das aprendizagens” foi uma narrativa criada para dar que fazer e ganhar a uns grupos de cortesão e vassalos do regime costista na Educação. Os alunos perderam com a pandemia e o ensino não presencial? Sim, claro que sim. Isso significa a necessidade um qualquer plano nacional ou de “formações” para os professores aprenderEm a ajudar os alunos a “recuperar” o que não aprenderam ou ficou por leccionar? Nada disso. Recuperar ou consolidar aprendizagens é algo que a larga maioria faz há muito tempo. Há excepções? Claro que sim. A razão de tais excepções é solucionável com “planos”, “projectos” ou “formações”? Não, na maioria dos casos, porque quem o não fazia, continuará a não fazer. A diferença é que andam por aí umas luminárias a dizer que sabem “ensinar a ensinar”. E fazem disso vida e negócio.

Vamos lá ser claros, pelo menos em relação ao que observo e me é relatado, com naturais e honrosas desvios à regra: o maior problema em relação às aprendizagens é a atitude de muitos alunos relativamente ao que (não) fazem na escola e nas aulas, como resultado da ausência de consequências palpáveis. Ainda hoje perguntava a uns alunos que são desportistas, com treinos a sério e tudo, o que lhes aconteceria se começassem a queixar-se logo no início dos ditos treinos, acerca dos exercícios que os misteres lhes mandada, fazer. Todos reconhecem que o mais certo é não serem escolhidos para as equipas ou serem dispensados, a menos que sejam dos que pagam à colectividade. Comem e calam, mesmo quando não gostam. Mas se for o professor, na escola, a pedir que leiam… ai que chatice, deixa-me deitar sobre a mesa, falar com o vizinho, espreitar o telemóvel e etc, que até há “especialistas” a legitimar que se o aluno não se sente atraído pelas aprendizagens é porque @ professor@ é uma nulidade pedagógica.

Muitas aprendizagens não se fazem porque há uma atitude que já nem é crescente, porque quase não há margem para crescer mais, de completo desinteresse pela inconsequência do desrespeito pelo trabalho quotidiano na sala de aula. Não sei ainda o que é um verbo no 6º ano? A culpa terá sido de alguém, menos d@ petiz@ que só tem o dever de saber alguma coisa se for “relevante” ou “interessante” para o seu contexto local, até porque quem terá de justificar o seu insucesso será @ banana que passa por ser @ professor@ titular ou o cacho de bananas que é o Conselho de Turma, a menos que ande por lá algum nabo ou nabiça com rama especializada nos Maias.

Uma “estratégia para a recuperação das aprendizagens”? Comecem por explicar aos alunos (e algumas famílias) o que é responsabilidade e auto-controle. É que mesmo muito poucos serão ronaldos de 3ª ou figurantes de novelas da tvi ou de programas da manhã da sic.

Isto sempre foi assim? Nem por isso. a narrativa da desculpabilização como discurso dominante é coisa relativamente recente.