Causa-me Alguma Aflição…

… ver gente que nem dois parágrafos consegue alinhavar (será já por causa de terem feito teste com cruzinhas na Faculdade?) querer ser avaliador de colegas professor@s ou, muito pior, aceitarem o papel de árbitros em processos de recurso, quando nem conseguem saber qual é a legislação em vigor, muito menos escrever um parecer vagamente articulado, e revelam apenas uma imensa capacidade para funcionarem como araras ou papagaios dos sistemas locais.

Se a avaliação do desempenho é uma enorme vergonha que quem tem responsabilidades finge ignorar, pelo menos ao nível das “bases” locais deveria demonstrar-se algum respeito pel@s colegas que reclamam e recorrem, pois, até podendo não ter toda a razão, merecem algo mais do que ignorância e evidente displicência. Deveria existir um patamar mínimo de competência para aceder à função de árbitro e, já agora, um mínimo de decência por parte de quem aceita desempenhar esse papel. Não deveria valer tudo, de SADD’s arrogantes e prepotentes a gente que nem uma composição com parâmetros de 6º ano consegue escrever, passando por uma dgae que manda dar cobertura ao incumprimento do que está bem explícito na lei, ao nível das garantias de reclamantes e recorrentes.

Há situações que felizmente se resolvem porque, afinal, ainda há um mínimo de pessoas que aliam sentido de dever a honestidade intelectual. E que não se limitam a dizer que o modelo é mau, mas depois fazem tudo por aplicá-lo da pior maneira possível. Que subscrevem abaixo assinados, mas aceitam servir de operacionais a ajustes de contas.

Isto é tudo muito vago? Deixemos tudo transitar (foram sete recursos em poucos meses, mais umas reclamações seguidas mais ou menos de perto) e lá chegaremos aos específicos. Fiquemo-nos por agora pelos princípios gerais da, repito-me, competência e decência mínimas admissíveis em tudo isto.

6 opiniões sobre “Causa-me Alguma Aflição…

  1. Ainda não basta.
    Vamos muito mais fundo.
    Portugal é uma geringonça sem remédio.

    Vale-nos o turismo e a abnegação de milhares de empresários que, apesar de sistematicamente apoucados e ofendidos, teimam em remar contra a maré.

    Bom,
    mesmo bom,
    só para o Galamba & companhia…

    É um desânimo tal,
    que até não consigo deixar de simpatizar com os pais dos miúdos que, tesos, mandaram a Cidadania do Costa às malvas.

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  2. A mim também me causa imensa aflição

    Lamentavelmente, o ECD não olha a nada, tudo admite, tudo é natural ; um professor (?) com pouco mais do que o ensino básico PODE “avaliar” um doutorado !!

    Há tempos , neste blog, dei conta deste caso ve-rí-di- co!
    Vale que o doutor, em defesa da sua dignidade pessoal e académica, não aceitou semelhante humilhação.

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  3. Fico feliz por ver alguém preocupado com a vergonha que é a avaliação dos professores! Também eu reclamei e recorri, no longínquo ano de 2014, e, nessa altura, eu era olhada como alguém verde e com antenas, uma atrasadita que reclamou e recorreu e que teve a distinta lata de chamar a atenção para o incumprimento dos prazos do lado de lá, vejam só! Fora o resto… e que resto!
    Esquecer o que me fizeram e como o fizeram? Nunca!
    Resultado final: “Não vamos contrariar a decisão (seguramente “douta”) da SADD!”
    Siga!

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    1. Cá em casa reclamou-se logo ali por 2012-13, até porque o Colégio Arbitral fora mal constituído. Resultado: como o CPA previa o indeferimento tácito em caso de ausência de resposta (ao contrário do que se passa desde 2015), bastou aos serviço do ME “esquecerem-se” de responder.

      Mas contra a add, pelo menos no meu caso, a divergência tem muito mais tempo…

      Avaliação do Desempenho 1

      https://www.jn.pt/nacional/avaliacao-tem-aspectos-inconstitucionais-1141258.html

      https://expresso.pt/dossies/dossiest_actualidade/dos_educacao_crise/grupo-de-professores-mantem-recusa-da-avaliacao=f520891

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  4. No meu caso, eu que sou educadora, as duas árbitros escolhidas para me tramar eram professoras de primeiro ciclo, que muitas vezes nas reuniões se abstinham de falar quando eram assuntos do pré escolar, alegando não estarem dentro do assunto. Quando foi para se pronunciarem sobre o meu recurso concordaram com tudo o que a diretora tinha escrito…não é de estranhar que uma delas, em julho teve o MB para subir de escalão (coisas que se sabem pois o meio é pequeno) …

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  5. A esta gente é reclamar, reclamar, recorrer e no fim tribunal. Guerra é guerra! Não interessa se são pessoas amigas ou pessoas “porreiras”. É colocar a direção, coordenadores de departamento em constante sobressalto, até as olheiras crescerem de tantas reuniões. Em algumas escolas, os coordenadores fugiram, vieram outros, mas não importa….recorrer, recorrer, e tribunal. Pode-se perder,mas o ambiente torna-se insustentável…paciência, estamos em tempos de guerra. Por acaso, o SPN elaborou um bom dossier para quem quer reclamar/recorrer.

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