Sábado

Lamento repetir-me, mas cansa-me muito ver e ler as “lideranças” a falar muito em “trabalho colaborativo” quando do que se trata é dos outros fazerem o que el@s querem que se faça. Vem isto a propósito, mais uma vez, de “líderes” que se mostram muito nas redes sociais a apelar ou a pugnar pelo “espírito de equipa”, com apresentações modernaças e coisas assim, tipo slogans de gente conhecida, mas que têm da sua prática uma perspectiva muito peculiar e diferente da que aprendi quando as palavras tinham alguma substância e não eram apenas floreios.

Lá está, prefiro muitas vezes certas solidões do que determinadas companhias. Ao menos, quando falha alguma coisa, não vou logo culpar o seferovic.

6 thoughts on “Sábado

  1. Colaborativo porque somos colaboradores, que é o termo moderno para empregados. Colaboradores de uma espécie de empresa, que foi no que tornaram a escola pública. Não é por acaso que na autoavaliação se usa o modelo SWOT e que há uns 20 anos o software Microsoft Excel, que foi idealizado para facilitar a contabilidade empresarial, nos dificulta o nosso trabalho, na maioria das vezes.

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  2. Colaborativo!!!!!!!!!!!!!!!!! Modelo importado do mundo das empresas, que não despedem, dispensam os “seus” Colaboradores.
    As Escolas são unidades orgânicas? Eu nunca percebi o conceito porque sou tão estúpida, tão estúpida que por mais que me expliquem continuo a não saber porque chamam as Escolas de Unidades Orgânicas. Quanto às chefias, não são mais do que Kapos do ME e das políticas dos últimos anos.
    As mil e quinhentas reuniões de Departamento e Sub-Departamento, são de uma indigência tal que só se fala nos mil projetos que todos, quase todos) os professores “alegremente” participam , organizam e colaboram.
    As infindáveis grelhas que têm de ser preenchidas. A burocracia no seu expoente máximo, porque eu já atingi o ponto da asfixia… Estou calada, e quando questionada, digo que faço “coisas”, As “coisas” que conseguir!!
    Está tudo morto, ninguém se manifesta, não temos apoio, e os poucos que não são seguidistas, são perseguidos e caluniados. Alguns tem de mudar de escola, pelo menos não vêm as caras dos que lhes fizeram a vida num inferno. Vão para outro lado, mas continua tudo na mesma.
    Desisti! Raramente vou à sala de professores, não tenho paciência, deixei de falar e dar qualquer opinião nas reuniões, não sou cooperativa! E então a avaliação, I really don’t care.! Estou a tentar manter o resto da minha pouca sanidade mental, Tenho 54 anos, um filho doze anos, e trinta anos de serviço, estou no 31º ano e estou farta de ser maltratada pelas sucessivas políticas de ausência de educação. Fui e sinto-me traída pelos sindicatos, que me dizem “Colega, as coisas estão assim, em todo o lado!.”
    Já pensei em desistir de tudo… vou aguentando, mas calado no meu canto, perdi a minha voz e roubaram-me a minha dignidade.😞😞
    Um abraço a todos aqueles que ainda lutam, resistem e conseguem retratar a nossa situação.
    Obrigado, colega Paulo e a todos que passam por aqui e nos dão algum alento para continuar.
    Eu vou tentar continuar a fazer “coisas”!😶

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    1. Uma coisa é certa… não estás sozinha!
      Durante muitos anos acreditei nesta classe profissional… a tal mais bem formada e não sei que… Que desilusão. Eu… acabei para o jogo. Sinto-me como aqueles jogadores que rebentaram de todo e estão à espera da substituição, arrastando-se por mais um bocado pela relva sempre olhando para o banco, porque se tornou intolerável olhar para a cara – da mais pura indiferença e ausência de qualquer traço de ser pensante e crítico – de todos (quase todos, talvez seja mais justo) @s colegas. Vai em frente… porque há mais vida para além do torniquete da escola. Isso posso garantir-te.

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    2. … e que dizer das narrativas criadas pela tutela e repetidas, à exaustão, pelos pelos comissários políticos (cartilheiros a que chamam diretores, quais kapos da atualidade) contra os professores, ao longo da última década e meia, “são avessos à mudança”, “estão sempre contra tudo”, “têm sorte em terem emprego”, “têm sorte por lhes terem devolvido três anos de serviço, dos mais de nove roubados”, “ainda recebem um vencimento, no fim de um mês de trabalho “, etc. Como se dissessem a um escravo, depois de, repetidamente, agredido e violentado: “tens sorte em continuar vivo”!!!!
      As narrativas continuam, as mais recentes, o PADDE, o MAIA, o 54, o 55, etc, etc. E os professores não acordam!

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  3. Essas lideranças tratam-nos como se fossemos imbecis. Apresentam-nos pegagogices requentadas e podres. Obrigam-nos a engolir sem críticas e a executar aquilo que no terreno verificamos ser contraproducente. Cortam-nos a autonomia e obrigam-nos a desperdiçar as aprendizagens que fizemos na universidade, no exercício da profissão e ao longo da vida, carimbam-nos rótulos hediondos, humilham-nos com coadjuvantes, monitores e diretores que fomentam a bufice de colegas, funcionários, pais e até alunos. Exaurem as nossas forças com turmas sobrelotadas, salas pequenas, reuniões, projetos e serviço burocrático que não é nosso. Roubam-nos anos de serviço, roubam-nos salário, ludibriam a opinião pública e conduzem irresponsavelmente o futuro.
    Não há santo que aguente!

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