4ª Feira

Dia para “restaurar”, para respirar, para fazer uma pequena, pequeníssima pausa. Só quem anda fora do quotidiano escolar pode criticar a necessidade destas pausas, desde logo para os alunos, mas obviamente também para pessoal docente (e não docente). O regresso tardio tem as suas razões, mas a eliminação da pausa do Carnaval (vai restar apenas a 3ª feira) é mais prejudicial do que compensatória. Ali, já depois de meio do segundo período, aqueles três dias costumam ser muito importantes para ganhar fôlego. Repito, só quem não sabe o que é o quotidiano escolar efectivo, em sala de aula, em trabalho diário com as turmas, em particular do Ensino Básico, é que não compreende isso e lança atoardas aparvalhadas para a opinião pública (incluindo colegas de imensa dedicação e verbo fácil em redes sociais).

6 thoughts on “4ª Feira

  1. Hoje soube bem e para a semana também saberá!
    Parece-me que as alterações no calendário escolar foram analisadas à luz dos semestres. As aulas só terminam a 22 de dezembro e na Páscoa também são prolongadas por 3 dias (se não erro).
    Sabemos que as escolas assim organizadas vão parar no fim de janeiro para a avaliação do 1º semestre e terão uma interrupção a meio do 2º semestre, para avaliações intercalares.
    Quem anda em períodos está tramado(a) 3 meses com um diazinho de folga pelo meio! Vai ser de estoiro! Como diz o Paulo há necessidade, muito grande, de ganhar fôlego…
    Já tive a experiência da organização semestral e gostei, as pausas para os alunos e as reuniões intercalares para nós,permitiram recuperar da correria do dia a dia, quebrar o ritmo para se recomeçar é sempre mais compensador.

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  2. Inteiramente de acordo. Se a ideia é “compensar” a semana extra de pausa – e de nada tem o ME tanto medo como de que os professores possam trabalhar de menos – então era acrescentar essa semana no final do terceiro período, sempre tão curto. Mas como vivemos a reboque dos sacrossantos exames…

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  3. Só por brincadeira se pode afirmar que as paragens para avaliações descritivas a meio do semestre dá para ganhar fôlego. O descanso é só para os alunos. Para os professores o trabalho duplica, com reuniões e grelhados, por atacado.

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  4. Já comparei o trabalho de um professor com muitas coisas, mas nos últimos 10 anos, costumo imaginar que o nosso trabalho deve ser como submergir num submarino (a escola), ficar dentro dele um período letivo (imaginem agora um semestre!), e depois emergir uns dias, duas vezes, olhar à volta, e não ver mais nada a não ser o imenso oceano (trabalho) que rodeia o submarino, isolando-o como se fosse uma ilha que nos separa da terra firme, da família e do descanso.
    Agora, o que eu gostaria mesmo era de convidar muitas pessoas – e neste grande grupo estão muitos pais que não sabem educar os filhos, e depois não sabem fazer mais nada a não ser atacar a escola e os professores – a fazerem este exercício de imaginação, colocando-se no lugar de um professor (marinheiro). Talvez seja isto o que muitos pais devem sentir quando os filhos estão em casa durante as interrupções e férias escolares, e por isso reclamam que os professores não deviam fazer “pausas”.

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