O Regresso De Uma Variante De Unidade Capitalizáveis (Para Quem Se Lembra Do Ensino Recorrente) E Mais Uns Truques À Conta Da “Flexibilidade”

Portaria n.º 306/2021 de 17 de dezembro

O preâmbulo é mais uma peça de propaganda. Mas interessam-me em especial estas partes (umas delas até podem servir para “resolver” a falta de professores em alguns grupos, à conta da “inovação” de “agregar” disciplinas):

Artigo 4.º […]

4 — […] a) A redistribuição, ao longo de cada ciclo ou nível de ensino ou ciclo de formação, das disciplinas/módulos/unidades de formação de curta duração (UFCD)/unidades de competência (UC) e respetivas cargas horárias previstas em cada matriz curricular-base, incluindo, no ensino secundário, sempre que aplicável, a alteração ao desenvolvimento anual, bienal ou trienal das disciplinas que integram a matriz curricular -base, sem prejuízo de as mesmas continuarem a ser consideradas, para efeitos de avaliação externa, como anuais, bienais ou trienais, respetivamente;

[…] c) A criação de novas disciplinas através de: i) Reafetação de tempos/horas fixados para as disciplinas constantes da matriz curricular-base, com definição de documentos curriculares próprios, aprovados pelo conselho pedagógico; ou ii) Junção das aprendizagens essenciais e dos tempos/horas fixados para as respetivas disciplinas na matriz curricular-base, combinando-os total ou parcialmente, constituindo -se estas novas disciplinas como disciplinas agregadoras.

d) A conceção, no ensino secundário, de um percurso formativo próprio, através da oferta de disciplinas integrantes dos diversos planos de estudos previstos nas portarias que lhes subjazem, nos termos previstos no artigo 6.º -A;

e) [Anterior alínea d).]

f) [Anterior alínea e).]

g) A opção pela constituição de turmas ou grupos de alunos de anos de escolaridade diferente, desde que do mesmo ciclo ou nível, sem prejuízo do cumprimento das aprendizagens essenciais, designadamente para efeitos de realização de provas de avaliação externa.

Esta última parte é, na prática, a constituição de turmas de nível, certo?

8 opiniões sobre “O Regresso De Uma Variante De Unidade Capitalizáveis (Para Quem Se Lembra Do Ensino Recorrente) E Mais Uns Truques À Conta Da “Flexibilidade”

  1. O que nos faltará acontecer?

    Quem quiser, de facto, aprender, terá que ser rico para procurar um lugar onde o possa fazer.

    Se a muitos parece não interessar o conhecimento, ainda haverá quem se preocupe, pelo menos assim espero, para o bem de todos!

    “Reforma” é uma palavra que, a cada dia que passa, se torna, para muitos, num verdadeiro “abacadabra”…
    Assim vamos., mas para onde?

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  2. Bem aproveitado pode ser a maneira da escola se libertar da tutela e enveredar por outro caminho. Mesmo que ele seja, provisoriamente, o antigo caminho. Porque isto do progresso, já se sabe, é feito de avanços e recuos.

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  3. Pura propaganda eleitoral. Como não são capazes de organizar um programa minimante interessante, arrotam umas postas de vez em quando (esta deve ser mais uma ideia brilhante de um qualquer secretário, pois o “menistro” só percebe de bola) a ver se ainda convencem alguns saloios de que andam a “trabalhar” (o único verbo que o “menistro” conhece, mas não põe em prática).

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