3ª Feira

A gestão da pandemia teve muitos erros, uns por ignorância, outros por calculismo. A criação da ideia do “contágio zero” nas escolas foi um deles. E estou convencido que foi por mero calculismo, porque a lógica assim me faz acreditar. Sim, as crianças são pouco afectadas e desenvolvem sintomas graves num número residual de casos. Mas não era isso que estava propriamente em caus quando se avisava que o “contágio zero” era uma mistificação. O que estava em causa era o papel da petizada como transmissores do vírus, quando grande parte da população não estava vacinada. Estando vacinada a população, a petizada deve ser deixada de fora da vacinação? Não tenho a resposta definitiva, mas ela nunca poderá passar por falácias como a do “contágio zero” ou a de que não se devem vacinar porque não morrem da doença, como se fosse uma nova papeira ou varicela, benigna e inócua, para além de uns aborrecimentos ocasionais. Porque já se percebeu que as vacinas atenuam os sintomas, mas não eliminam o risco e, com o passar do tempo, a eficácia diminui, contrariando a tese de que nos andam a envenenar o sangue com doses cavalares de elementos tóxicos.

6 opiniões sobre “3ª Feira

  1. Dar vacinas a crianças é simplesmente criminoso. Usar uma vacina em estado experimental (diferente das do Plano Nacional Vacinação) em adultos é uma coisa outra, é usá-las em crianças que não tem doença grave com o covid.
    Morreram 3 crianças em portugal com covid que tinham comorbidades muito agressivas.

    Se os mais velhos ja tem 3ª dose, se os imunodeprimidos tem 3ª dose, nas crianças as vacinas protegem quem? … Alias mesmo com esta vacina podem transmitir infeção, portanto onde está a logica?.

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    1. Poderia tentar explicar que o indicador “mortes” está longe de ser o único em causa.

      Mas vou-me ficar por dois aspectos, o primeiro é operacional… quanto mais casos de internamentos, mais o sns entope para outros tratamentos, um argumento caro aos relativistas (termo que prefiro aos de “negacionsitas”); o segundo é de outra ordem e relaciona-se com o desconhecimentos dos efeitos de ter covid a médio e longo prazo. O “long covid” ainda está por conhecer.

      Por fim, acho que o uso do termo “criminoso” para esta situação é perfeitamente despropositado, eu que sou acusado de radicalizar algumas vezes o discurso. Não ajuda a nada, excepto a reacções simétricas. Falas no PNV, mas esqueces que em tempso tb foram vacinas experimentais quando foram introduzidas.

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  2. Internamentos são irrisórios , repara no que dizem os pediatras (os que não são comissários políticos ) relativamente á vacinação e ocupação de pediatrias.

    O SNS não entope pelo facto das crianças estarem vacinadas ou não … estas vacinas não impedem sequer a transmissão da infeção.

    Link: https://www.medrxiv.org/content/10.1101/2020.09.21.20196428v1
    Descrição: Estudo de 300 000 pessoas, muito grande, indica redução marginal do risco por conviver com crianças. Um resultado gigantesco pelo tamanho da amostra.

    O número de crianças envolvidas nos ensaios é demasiado pequeno para aferir a segurança destas vacinas, daí o criminoso, .
    Nenhuma vacina teria aprovação, mesmo condicionada, com este ensaio, senão para infeções com grave repercussão clínica. Ora este não é manifestamente o caso da infeção por SARS-CoV-2 em pediatria.
    O mais sensato parece assim vacinar por ora apenas grupos de risco, onde as relações benefício esperado/risco potencial e custo/benefício são mais favoráveis.

    Todas as doenças tem mazelas. Que passado umas semanas passam. O longo covid não existe. Durante 1 mes ou 2 pode existir fadiga. So isso.

    Uma revisão sistemática de estudos, revelou que a frequência da maioria dos sintomas persistentes após infeção por SARS-CoV-2, em crianças e jovens, foi semelhante aos não infetados (grupo de controlo). Em alguns sintomas, foram detetados aumentos pequenos, mas estatisticamente significativos.

    Nesta revisão sistemática ( https://www.journalofinfection.com/article/S0163-4453(21)00555-7/fulltext )sobre sintomas persistentes após infeção SARS-CoV-2 em jovens e crianças, foram incluídos estudos com grupo de controlo e outros sem grupo de controlo. O objetivo foi estimar a prevalência desses sintomas em pessoas previamente infetadas em comparação com as não infetadas (grupo de controlo).

    Comparação entre o grupo de “caso Covid” com o grupo de controlo (não Covid)

    A frequência da maioria dos sintomas persistentes reportados foi semelhante em casos confirmados de infeção e no grupo de controlo.

    Em sintomas associados com a Long-covid, como a dor abdominal, a tosse, a fadiga, a mialgia (dores musculares), a insónia, a diarreia, a febre, as tonturas ou a dispneia (falta de ar), não foram encontradas qualquer diferenças.

    Por outro lado, em alguns sintomas foram identificados aumentos pequenos a residuais, mas estatisticamente significativos. Na perda de olfato foi onde se registou uma maior diferença (8%), seguida da dor de cabeça (5%), de dificuldades cognitivas (3%), da garganta inflamada (2%) e de olhos doridos (2%).

    Prevalência de sintomas em todos os estudos (com e sem grupo de controlo)

    Entre os estudos incluídos na meta-análise (cinco com grupo de controlo e 12 sem grupo de controlo) a prevalência de sintomas pós-Covid variou entre os 15% (diarreia) e 47% (fadiga).

    A idade foi associada com maior prevalência de todos os sintomas, exceto tosse. A maior qualidade do estudo foi associada com a menor prevalência de todos os sintomas, exceto perda de olfato e sintomas cognitivos.

    Qualidade geral dos estudos sobre Long-covid

    Os autores salientam que a maioria dos estudos incluídos eram de má qualidade, predominantemente sem grupo de controlo e retrospetivos, e abertos ao viés de seleção.

    Apresentam igualmente razões para a reduzida fiabilidade de muitos desses estudos:

    “Há uma série de razões pelas quais os sintomas relatados em muitos destes estudos podem não ser específicos da SARS-CoV-2, incluindo a alta prevalência de sintomas somáticos, tais como fadiga e dor de cabeça em crianças e jovens saudáveis, a sobreposição de sintomas como fadiga, concentração e dor de cabeça, com sintomas de saúde mental (que subiram durante a pandemia) e potencial viés de atribuição.”

    Conclusões dos autores

    Alguma evidência (dois grandes estudos controlados) apontam para que 5 a 14% dos infetados possam ter múltiplos sintomas persistentes de quatro semanas ou mais após infeção aguda. No entanto, a maioria dos 14 sintomas mais frequentemente relatados igualmente comuns nos infetados do que nos não infetados.

    Estes resultados sugerem que os sintomas persistentes possam ocorrer, “mas a prevalência é muito menor do que o sugerido por muitos estudos descontrolados de baixa qualidade”.

    O facto de a (maior) qualidade do estudo, o recrutamento comunitário e o diagnóstico confirmado por testes de infeção estarem, forte e consistentemente, associados à menor prevalência de long-covid, “destaca a importância da qualidade científica na investigação de fenómenos emergentes, como as síndromes pós-Covid”.

    É destacada, em particular, a importância crítica de existir um grupo de controlo neste tipo de estudos.

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  3. Concordo:

    https://i0.wp.com/aventar.eu/wp-content/uploads/2021/12/inCollage_20211228_074905380.jpg?resize=768%2C768&ssl=1

    As notícias que compõem a imagem deste post não são muito fáceis de descobrir. Estão disponíveis, mas não fazem “parangonas”. Porquê?

    O ano passado, muito mais importante que o número de infectados, eram os valores relativos a internados e a óbitos. Este ano, é exactamente o contrário. Porquê?

    A quem convém manter um povo mal informado e em constante pânico?
    Parece óbvio que a variante dominante (omicron) é muito mais infecciosa, mas menos letal. Basta ver os números (já os publiquei) para perceber que a sua gravidade é bastante menor que a da gripe sazonal. E em tempos da mera gripe nunca ninguém se lembrou ou sequer imaginou impor este tipo de restrições à liberdade.

    Mas o pior de tudo é este medo propagandeado e quase unanimemente aceite. Quase toda a gente concorda com as restrições e (que jeito que dá à “pequenez” humana) sobe ao pedestal para exigir comportamentos aos outros.

    Tudo em nome de uma “responsabilidade” que ultrapassa muito a prudência e a consciência e se aproxima do zelotismo. Os paradigmas são o medo e a submissão.

    Eu não peço que concordem comigo. Apenas peço que pensem. Por vós próprios.

    Carlos Osório – Aventar

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  4. Quase que me rendi.
    Como não conheço gente que tenha morrido de gripe nas minhas imediações, desde que m’alembro e conheço quem tenha morrido (ou passado muito mal) de/com covid, ainda resisto.

    Só mais dois detalhes:
    1) Não é possível fazer ainda um estudo do “long covid” da mesma forma que não é possível fazer dos efeitos a médio longo prazo da vacina (embora o desaparecimento relativamente rápido dos anticorpos indicie que não serão propriamente graves).
    2) Devo um belo ataque de sarampo aos 5 anos ao facto da minha mãe achar que as vacinas, em meados dos anos 60, ainda eram coisa “experimental”. Mas isto é apenas anedótico, claro, não estou a pretender extrapolações.

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  5. Só para atirar duas “achas”:
    1) As crianças, embora praticamente não sejam afetadas diretamente pela doença, de modo geral, “não gostam” de viver sem pai e/ou mãe e/ou avós (as crianças e as suas dependências são “tramadas”…). Infelizmente já não fico surpreendido que alguns se esqueçam que as crianças não vivem sós no mundo e continuem a argumentar como se vacinar crianças fosse apenas para a proteção dos adultos!
    2) Quantos anos têm que decorrer para que a vacina deixe de ser experimental?

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