Domingo

O que vale é que amanhã não é uma 2ª feira a sério. E critiquem-me os que quiserem, mas esta semana de atraso no arranque das aulas é – embora de modo forçado – uma das medidas mais úteis para que grande parte do pessoal docente aguente o 2º período sem baixas de maior, mesmo se nos vão tirar o Carnaval quase todo. E os últimos a criticar isto deveriam ser os que mal são obrigados a ficar com a petizada em casa uma única semana começam logo a espernear nas páginas dos jornais e nas televisões. Sendo por maioria de razão ainda mais hipócritas aquelas criaturas que acham que o que está em causa mesmo é “perda de aprendizagens”, nem se importando em condições elas (não) acontecem.

12 opiniões sobre “Domingo

  1. Eu apreciava mais uma semanita… Chega-se ao dia dois e o corpo e a mente já se sentem em contagem decrescente. O problema não é dar aulas, mas saber que o que se vai encontrar, quando se regressar, é o mesmo inferno maia, a mesma burocracia, a mesma pressão para produzir sucesso aos magotes e aos pinotes, as mesmas prepotências daqueles que nos chamam colegas mas que não sabem o que é uma sala de aulaa, ou mesmo um corredor de salas de aulas, há décadas…

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  2. Tive um professor na Faculdade, durante a formação no Ramo educacional, que dizia que o professor precisava de tempo, muito tempo para: ler, ir ao teatro, ao cinema, à opera, etc. Precisava de tempo para se cultivar, instruir, refletir… Saudoso professor, palavras sábias…. Hoje, é tudo o que não temos.

    E não me venham com a conversa da pandemia. O tempo precioso de que falava o professor é o tempo que agora gastamos na componente não letiva, mas também letiva (excesso de alunos) com burocracias e projetos da treta que só nos estupidificam e nos roubam a sanidade mental, embrutecendo-nos.

    As políticas de MLR e afins destinaram-se a embrutecer-nos, a retirar-nos tempo para pensar e refletir. E nada foi ingénuo ou por acaso. Um povo culto e instruído é uma ameaça para os governantes manhosos que temos…

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    1. “As políticas de MLR e afins destinaram-se a embrutecer-nos, a retirar-nos tempo para pensar e refletir. E nada foi ingénuo ou por acaso. Um povo culto e instruído é uma ameaça para os governantes manhosos que temos”.
      Subscrevo. Acrescento, a mordaça colocada aos professores, nas escolas, com a criação dos novos kapos, a que chamam diretores.

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  3. Mas eles querem lá saber das aprendizagens!
    Isso é só uma desculpa para não educarem a pequenada e continuarem a bater nos professores.

    Se quisessem mesmo saber das aprendizagens estariam muito preocupados e fariam algo para evitar que elas descessem tanto a pretexto de projetos, flexibilização e inclusão de show off.

    O professor é um clássico no papel bode expiatório!

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  4. É verdade que um professor precisa de tempo para se instruir, mas instrução a sério é um perigo para o sistema montado.
    Também não diz nada a gente instagrámica que faz marquises na varanda, filhos em barrigas de aluguer, casamentos de 7 dias, que usa sapatos com monogramas bordados a ouro e cristais e que rega limusines com champanhe.
    A esperança é que, segundo as previsões dos maiores influencers, em 2022 o novo chique será ser cult!
    E a tendência veio para ficar, segundo os mesmos gurus.

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  5. De acordo com tudo o que aqui está escrito. Parece que não há qualquer esperança para a escola enquanto ela continuar cativa dos interesses de diretores manhosos, alérgicos à sala de aula e anti-profs.
    Noutras épocas, quando algo parecia atentar contra os direitos mais elementares, as pessoas iam à luta. Porque será que agora não o fazem?
    Será um downgrade programado para a sociedade não ter consciência crítica e não refilar?
    O século XXI ficará marcado por uma regressão na liberdade efetiva?

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  6. Downgradíssimo!
    Basta olhar para a portugalidade: regressão na democraticidade, segundo relatórios internacionais, com 1)subida da corrupção, 2)perda de transparência judicial e 3)redução da igualdade perante a lei.
    Onde se viram tantos larápios virarem heróis, como Rendeiro, Sócrates, Berardo, etc, etc?
    Onde está a divulgação da distribuição das verbas PRR, dos rendimentos dos políticos, dos negócios das câmaras municipais?
    Onde já se viu tantos familiares num governo, tantos autarcas com rendimentos por esclarecer, tantos cargos, como os de direção escolar, açambarcados por décadas, tanto falso empreendedorismo com conexões obscuras?
    E tudo isto sem um pestanejar crítico da maioria dos actores sociais!
    Significa pois que as prioridades passaram a ser a vaidade pessoal, o individualismo, as atitudes fofinhas, a busca pessoal de um pouco do naco mediático/ virtual e a manutenção de postos junto aos que estão no poder.
    Enfim, a vidinha a sonhar com vidas de Ronaldos, de Lagerfelds, de Chiaras, de Olivias, de Berlusconis, de Emilys, de Trumps, de Jzzz e de Putins!

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    1. O Abramobich conseguiu cidadania portuguesa (sefardita boleia?).
      Também fica a pagar impostos em Portugal, ou dá umas esmolinhas e é mais um a pendurar-se no sns🤣 para voar mais longe?

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