Autogestão Da Covid?

Mais do que qualquer mirabolante teoria global da conspiração, deveria denunciar-se esta forma de desresponsabilização do poder político em relação à pandemia, transferindo todo o ónus da responsabilidade para os indivíduos que – desculpem lá – apresentam uma quantidade muito razoável de idiotas, boa parte com belos diplomas para exibir o seu “saber”.

Para deixar as coisas ao deus-dará e logo se vê não precisamos de tanto ministro, secretário, mail’os seus gabinetes, assessorias e consultorias. E mais vale, então, irmos todos votar na Iniciativa Liberal em nome da total liberdade individual e que se lixem os outros.

E não me digam que o que eu quero é um Estado-Deus que determina tudo o que posso fazer, porque não é nada disso, muito pelo contrário. Não posso é ter um monte de gente a viver do Orçamento de Estado e a demitir-se das responsabilidades e funções para que se candidataram e pelas quais lutaram com tanto afinco desde o tempo das jotas e das concelhias e das carreiras arrancadas com tanto arreganho na horizontal ou de joelhos, independentemente do género.

Se ficar infetado ou contactar com um positivo que viva na sua casa, a partir de agora pode fazer a autogestão da sua infeção, do início ao fim. 

12 opiniões sobre “Autogestão Da Covid?

      1. Esses dados estão truncados e “desviados” para dar crédito a uma narrativa.

        Já que falamos em morte diz qual foi em 2020 e em 2021 o excesso de morte em Portugal? Nenhuma.

        Já agora Falas dos 2 anos de covid e eu pergunto … O que é que isso tem a ver com a realidade atual? Zero.

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    1. Quem o disse foi a própria ministra da Saúde, ontem e hoje. Qualquer coisa como “… esperamos uma grande pressão sobre as urgências, em parte porque os cuidados de saúde primários estão fragilizados e enviam casos para as urgências dos hospitais”. Aliás, um dos problemas desta coisa tem sido a comunicação deficiente e a falta de articulação. Então quem está nas escolas sente isso de uma maneira…

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  1. Um estudo aprofundado, que envolveu quase 70 mil norte-americanos infetados com covid-19, demonstrou um risco substancialmente menor de hospitalização e morte com a variante Ómicron, em comparação com a Delta, independentemente do nível de imunidade da população.

    As pessoas infetadas com a Ómicron tinham metade do risco de serem hospitalizadas do que aquelas com a variante Delta, segundo o estudo divulgado na quarta-feira.

    O risco de ser internado em cuidados intensivos foi reduzido em cerca de 75% e o risco de morte em mais de 90%, na comparação com as duas variantes do coronavírus SARS-CoV-2.

    Das mais de 52 mil pessoas infetadas com Ómicron e acompanhadas por esta investigação, nenhuma delas necessitou de ser internada em cuidados intensivos, ao contrário das 11 pessoas, em quase 17 mil infetados com a variante Delta, que desenvolveram complicações graves.

    A duração média de hospitalização foi de 1,5 dias para a Ómicron, face aos quase cinco dias para os infetados com Delta.

    Esta análise foi realizada com recurso aos dados do sistema hospitalar californiano Kaiser Permanente, durante o mês de dezembro de 2021, quando ambas as variantes circulavam amplamente nos Estados Unidos.

    ÓMICRON DESENVOLVE-SE MAIS NAS VIAS AÉREAS SUPERIORES
    Esta investigação reforça as conclusões dos dados de outros países, como África do Sul ou Reino Unido, que demonstram que a Ómicron se desenvolve mais nas vias aéreas superiores (nariz ou garganta) do que nos pulmões, onde se desenvolvem graves complicações devido à covid-19.

    O estudo, que ainda não foi revisto pelos pares, foi conduzido por investigadores da Universidade da Califórnia, Berkeley, Kaiser Permanente e dos Centros de Prevenção e Controle de Doenças (CDC).

    Segundo a diretora do CDC, Rochelle Walensky, este estudo levou em consideração parâmetros importantes, como idade, sexo, infeções anteriores por SARS-CoV-2, estado da vacinação e comorbidades.

    Os resultados demonstraram que a Ómicron é “intrinsecamente menos grave” do que a Delta e não apenas para pessoas mais imunes, após uma infeção anterior ou a toma da vacina, sustenta o ensaio.

    Apesar do estudo observar uma eficácia reduzida das vacinas contra infeções ligadas à variante Ómicron, a proteção permanece, no entanto, substancial contra as formas mais graves da doença.

    sic

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    1. Penso que se poderá dar mais um passo em frente na construção dessa narrativa.
      A partir de agora queremos o Prof. Marcelo a assegurar que o número de mortes diários por CoVID é agora 1/15 da mortandade causada por um cavaleiro do Чингис Хаан ao logo da sua carreira.

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      1. É que isto de considerar uma “gripezinha” desde a 1ª vaga diminui a eficácia da estratégia de comunicação quando chegarmos à 5ª.
        De qualquer maneira é um vírus especialmente complicado para primeiros-ministros suecos. Vamos lá a ver se não “vitima” o segundo em menos de um ano.

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  2. É só uma gripezinha, mas já vi morrer miúdos novos, o que nunca tinha acontecido, até aqui, com uma gripe. E a média de 20 mortes, por dia, é só de pessoas acima dos 80 anos!? Isso é que era bom! Porque a economia tem que funcionar, não nos vamos iludir.

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