Sempre Que Chego À Parte Das Invasões Francesas…

… e da Revolução Liberal (6º ano) gosto de explicar com algum detalhe aos alunos o funcionamento do regime liberal, desde o princípio dom primado da legalidade constitucional sobre o arbítrio das decisões casuísticas às limitações de um liberalismo que (como a democracia ateniense) estava longe de ser “inclusivo”. Mas a parte da divisão de poderes e das respectivas competências faço questão de detalhar, para não ser preciso vir o Cotrim de Figueiredo (ou o clone do emplastro) explicar-nos uma versão do “liberalismo (económico) para totós”. Ou para que não engulam que os debates para as as eleições para o Parlamento são mesmo entre candidatos a primeiro-ministro, quando são apenas uma versão de justas entre cabecilhas de facções. Essas aprendizagens faço mesmo questão que sejam transmitidas para além do “essencial”, mesmo se com o tempo possam ver a ser perdidas ou baralhadas com a ruidosa distorção que por aí anda, em especial em tempos de campanha para o controlo do Orçamento.

8 opiniões sobre “Sempre Que Chego À Parte Das Invasões Francesas…

  1. O maior crime do governo geringonça em matéria de educação foi o empobrecimento do currículo. Em nome dos pobres e da inclusão comprometeu o futuro das novas gerações. Reduziu cargas horárias de disciplinas fundamentais, reduziu a exigência, fez perder tempo com projetos e áreas ideológicas… Muitos bateram palmas e até os pais regozijaram pelo facto de os filhos passarem a ter menos testes. Só que a maioria não tem formação teórica para perceber o real alcance destas medidas e o esmagamento da evolução epistemológica que fez.
    Como todos querem o melhor para os seus filhos, sejam pobres e ou sejan ricos, o que interessa é deixá-los bem preparados para um futuro complexo que se aproxima avassaladoramente. Por isso muitos, quando se aperceberem que a escola de agora apenas distrai os alunos sem lhes fornecer bases sólidas, vão querer mudá-los para os privados que não perderem tempo com coreografias. Só que aí muitos não terão dinheiro para pagar e estamos desta forma no mais refinado esquema elitista engendrado pelo PS. Os parceiros da geringonça embrenhados na retórica igualitária e inclusiva nem pestanejaram ao ver a respetiva verborreia invocada nos preâmbulos das novas leis, mas apenas para isso serviram. As novas leis só promovem a fuga para o privado. Muitos professores fizeram a propaganda da inclusăo e da flexibilização junto aos encarregados de educação porque os sistemas perversos de avaliação dos professores e da gestão escolar dão louros aos docentes acríticos e subservientes. Os pais ficaram felizes, os filhos também numa escola sem dificuldades e sem esforço.
    O pior é que não se vê nenhum político ou partido conhecer a fundo o que se fez. A fuga ao tema da educação é transversal em todos os debates e aos da direita também interessam as negociatas, por isso nem tocam no assunto a não ser pela rama com populismo de baralhar.
    Pobre país com políticos que só pensam nos respetivos lucros e carreiras depois de passarem pelo poder! Pobre país onde os que votam preferem ser felizes na ignorância ou no polimento dos que passam pelo poder para apanharem as suas migalhas!

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