Desisti…

… ainda na primeira volta e em parte porque o Carlos Daniel decidiu dar a António Costa o direito de resposta, ainda antes de todos terem direito a falar. Primus inter pares, assim às escancaras? Não quero saber se falaram de Educação ou não, pois tudo ficará na mesma, mesmo que pareça mudar alguma coisa. E quanto ao país, só está em causa o rotativismo das clientelas prioritárias no acesso à bazuca.

11 opiniões sobre “Desisti…

  1. A Educação bateu no fundo. Nos programas eleitorais, o essencial e estrutural da Educação é inexistente. Nos debates televisivos esteve ausente.
    António Costa e o PS vilipendiaram todos os educadores/as e professores/as. Que tal, no dia 30 dar ao Rui Rio, o único que, objetivamente, pode ocupar o lugar do A. Costa, e ao PSD a oportunidade – os/as docentes fartam-se de dar oportunidades aos/ás alunos/as – de nos tentar fazer o mesmo que o PS e A.Costa?

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    1. Os professores das EB1 da cidade do Porto, conhecem-no bem. Gerir profs? Dá muito trabalho. Coloque-se uma empresa de trabalho temporário a tratar deles. Era assim no tempo dele. Só mudou quando ele saiu.

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  2. Os “cientistas” sociais de Cambridge asseguram que o populismo saiu a perder com a pandemia, porque as pessoas se sentem menos protegidas, em regime de catástrofe, pelos estados onde os líderes populistas fizeram asneira.
    Quem anda há um século preocupado com as taras de uma família real, pode regozijar-se porque o Biden correu com o Trump, pode até esperar que alguém reaja porque o Bolsonaro deixou o COVID acabar o trabalho dos gangs de favelados e pode augurar que o BoJo vá às Malv(in)as. Mas a verdade é que um terço dos americanos e uma crescente parte dos alemães acha que a democracia é um mau sistema e não tem vergonha de o afirmar. Mesmo que conseguíssemos ignorar o que se passa na China, na Índia e na Rússia, entre muitos outros lugares, com os dados que apresentam no estudo, temos todos razões para estar pouco optimistas, até porque o tal apoio dos governos mais assistencialistas será pago por alguém, a breve trecho. Repare-se que a Alemanha, por exemplo, também teve alguns problemas no cumprimento do contrato social durante os picos pandémicos, o que não a-Bona a favor da solidez e suficiência das suas estruturas sanitárias.
    Quanto à esperança que os governos têm de que a pandemia quebre o ritmo da contestação nas ruas, desconfia-se que o Macron se canse primeiro que os coletes amarelos.
    A seguir às eleições teremos um novo episódio dos Marretas onde se saberá se a Piggy se junta com o cozinheiro sueco e com o Rowlf, ou se o Kermit se casa o Waldolf e com o Sam. Porém, seja quem for que passe a apresentar o espetáculo, sabemos que o guião não vai mudar. Facto que os estudos dos especialistas em wishfull thinking & nice cup of tea estão a tentar esquecer.

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  3. Se mais de metade dos americanos e alemães acha que a democracia é um mau sistema, mais russos, brasileiros e chineses a achar que a ditadura é o melhor é porque a globalização fez de nós pacóvios.
    A aldeia global fez-nos pensar que o melhor é a servidão de aldeia, desde que exista hamburguer na mesa. Isto é terrível! O ser humano contentar-se-á apenas com o seu estômago saturado?
    Onde andam os intelectuais e os gurus que não se dedicam a vender pensamento mágico e a recrutar fãs? E os artistas? Só são activistas até serem famosos e depois descansarem em cima do monte de tio patinhas!?
    A democracia tem defeitos mas ainda é um ideal de igualdade, de solidariedade e de liberdade que se concretiza sempre que tem políticos impolutos.

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    1. Mas nas últimas décadas houve um esforço consistente por erodir a confiança na democracia, para além da inépcia dos governantes. A dúvida sistemática sobre tudo e nada e a relativização de todos os valores conduziu a isso.

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      1. Essa erosão da democracia tem a ver com muita coisa. Há de tudo, mas a relativização, a dúvida permanente, a pouca qualidade dos políticos, o individualismo reinante, a incultura, a fraqueza dos currículos escolares, os sistemas de gestão intermédia prepotentes, a ignorância, o comodismo, o oportunismo, a abstenção, o pouco envolvimento de cada um na defesa dos mais pequenos valores de democraticidade no seu dia a dia, o ritmo de vida e a precariedade pesam muito. Contudo, também há grandes fomentadores por trás. No fundo trata-se de dividir para reinar e conseguir que apenas alguns acumulem no meio da selva que interessa cultivar para esse fim.

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