Dificilmente O Futuro É Como o “Projectam”

Já deviam ter aprendido isso, mas não há remédio, mesmo com o que se passou nestes últimos anos. Os vendedores de futuros não desistem, não percebendo que só na ficção se consegue antecipar a realidade. Mesmo se o que acaba por estar em causa é “vender” uma imagem de futuro, com todos os negócios associados.

A OCDE apresentou esta terça-feira cenários para o futuro da educação que vão desde escolas com professores apoiados por robôs até ao desaparecimento dos profissionais de ensino, num mundo altamente tecnológico com parques infantis inteligentes para cuidar das crianças.

A Ler – José Morgado

DAS APRENDIZAGENS

(…) É neste contexto que emerge a razão destas notas. Do meu ponto de vista, a questão central não deve ser definida em torno da recuperação dos efeitos da pandemia nas aprendizagens ou no bem-estar através de planos de recuperação finitos, mas sim, na mudança ao nível das políticas públicas dos diferentes países, incluindo Portugal, que, para além de forma mais imediata “recuperarem aprendizagens”, tenham impacto a prazo através de recursos suficientes e competentes, definição de dispositivos de apoio eficientes e de acordo com as necessidades, apoios sociais que minimizem vulnerabilidades que a escola não suprime, valorização da educação e dos professores, diferenciação e autonomia nas respostas das instituições educativas, etc.

Ou Não!

Os professores e funcionários das escolas vão ser testados ao vírus SARS-CoV-2 no início do 2.º período, de acordo com informação divulgada pelo Ministério da Educação que antecipa que o processo esteja concluído até ao final da segunda semana de aulas.

Isto faz lembrar aquelas obras que são anunciadas… depois anuncia-se o concurso… depois lança-se o concurso… depois anunciam-se os resutados do concurso… depois lança.se a primeira pedra… depois…

Pelas minhas bandas ainda só soubemos do anúncio, portanto… lá para o Carnaval levaremos com a pedra.

4ª Feira

Em tempos antanhos havia o hábito de se fazerem debates “temáticos” com os especialistas de cada partido numa dada área da governação. Até existiam os chamados “ministros-sombra” ou porta-vozes dos principais partidos para este ou aquele tema. Agora são pequenos grandes líderes que são especialistas em tudo, pelo que não é de estranhar que por vezes cometam tantos erros (ou digam, pura e simplesmente, mentiras), nem sempre de forma voluntária.

Entretanto, ontem, ficámos a perceber que existe uma enorme variedade de opções para os eleitores chalupas. E que há quem faça parecer alguns outros praticamente razoáveis. Até tive pena da representante do MAS que, coitada, parecia cercada por matarruanos, não conseguindo deixar de sorrir.