O Segredo Está Na Massa!

Demitiu-se o coordenador dos fundos europeus em Portugal

Nuno Santos, presidente da Agência para o Desenvolvimento e Coesão (AD&C), abandona funções a 14 de fevereiro. Trabalhava desde novembro de 2020 sob a tutela do ministro do Planeamento, Nelson de Souza.

(…) A saída não deixa de surpreender quem nas últimas semanas acompanhou a AD&C a apresentar o seu plano estratégico e a assinar diferentes protocolos para facilitar a vida de quem investe com os fundos europeus. Para abril, Nuno Santos acabara de prometer o lançamento da nova “Linha dos Fundos” que promete tirar todas as dúvidas sobre os apoios do Portugal 2020, do Portugal 2030, e do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

Os Apeados

Estas eleições e a maioria absoluta que dela resultou tem várias consequências, a maioria (absoluta) no meu entendimento negativas, mas há outras com o seu quê de curioso ou caricato.

À direita, quando se começou a cheirar a eventual “poder”, por via de uma “geringonça de direita”, com ou sem vitória do PSD, apareceram logo umas figuras a apresentar serviço, a ter súbita opinião sobre temas acerca dos quais tinham guardado prudente recato anos a fio. Houve por ali umas curtas semanas em que, acreditando que o antes impossível teria deixado de o ser, tivemos direito a públicas frontalidades, antes praticamente desconhecidas. Aquel@s que antes deixavam outros chegar-se à frente, preferindo a sombra, apareceram ao sol de Inverno e acabaram escaldados. Queriam tanto ser laranja, que acabaram mesmo amarelo torrado. O que tem a sua graça.

À esquerda, com a consolidação do Bloco como 3ª força parlamentar em 2015 e 2019, feita a “geringonça”, para além de eleitores, o BE passou a atrair uma quantidade assinalável de “penduricalhos”, seduzidos pela possibilidade de chegarem à mesa das coisas boas por via da necessidade do PS ter os bloquistas do seu lado. A confusão ideológica que faz parte da matriz do partido formado por vários partidos e movimentos que eu ainda me lembro de andarem à pancada (mesmo fisicamente) em outros tempos, fez com que esta adesivagem acontecesse sem grandes problemas, até porque quem diz venham mais cinco, diz venham mais cinquenta. E o Bloco perdeu identidade, como diriam outros, a coisa “deslaçou-se” e viu-se até que ponto os seus núcleos urbanitos e académicos, tão estimados nas próprias tertúlias de alguma direita cool, se tinham afastado afastado das suas bases tradicionais, enquanto os ocasionais voltaram ao PS, foram ter com o Rui Tavares ou pura e simplesmente ficaram em casa. Agora, com o desinchar do balão artificial, os “penduricalhos” ficaram ali a-dar-a-dar nos ramos da árvore meio seca e notam-se muito, no falhado oportunismo. O que também tem a sua graça.

4ª Feira

Poucas vezes terá sido tão irrelevante quem vai para ministr@ (da Educação). Praticamente todo o trabalho de sapa foi feito e consolidado, restando questões que são mais do foro da administração local ou da “modernização administrativa”. A rectaguarda da Corte está em bela forma e nem precisa de ninguém se chegar à frente. Seis anos bastaram para passar das trincheiras às fortificações nos nichos e/ou colinas certas. Quem for escolhido será um nome e um rosto para colar à frente de um “estabelecimento” perfeitamente constituído e a funcionar em pleno. Nem precisa ser um Tiago, pode ser um@ mer@ Alguém, que Ninguém era gente com muita manha e coragem.