Que Unidade?

Estava a ler um daqueles apelos à unidade dos docentes – essa coisa mítica que quase aconteceu por milagre durante uns meses de 2008 e 2009 – que por vezes aparecem de forma bissexta, acredito que com a melhor das intenções. Mas o problema é ser por parte de alguém que (no blog do Arlindo), em toda a sua coragem crítica com os críticos, nem sequer é capaz de assumir uma identidade clara. Como seguir, então, tão luminosa guia, se nem sabemos por onde alumia?

(porque será que isto acontece quando certas muletas perderam o seu papel de amparo? coincidência, certamente!)

Afinal, O Século XXI Chegou Mesmo A Portugal

Ataques informáticos todos os dias, potenciais atentados “terroristas”. Muitas prosas (e mesmo sítios que se afirmam noticiosos) à maneira da BNN (breitbart new network). Quando é que chega a parte boa do futuro radioso que nos andaram a prometer os “positivos”? Ou a seca é apenas relativa e temos de ver o lamaçal ainda um décimo cheio?

Super-Ministério?

Na fase do atirar-barro-à-parede-e-depois-logo-se-vê-o-que-agarra, fala-se em super-ministérios e em particular num que englobasse outra vez todos os níveis de ensino e a investigação e Ciência. Claro que já há vozes superiores a clamar contra isso, porque querem ter o “seu” ministério, onde possa estar um dos seus pares, mais ou menos alinhado com estes ou aqueles, que possa ajudar a decidir as coisas com maior diálogo, digamos assim (nesses ambientes, acham que alguém vem com a conversa “o aluno no centro da Educação”?). No meu caso, tanto se me faz, embora de acordo com aquela lógica de as Universidades passarem a escolher os seus alunos de uma modo mais “específico”, fizesse sentido unir as pontas, fazer as pontes, coiso e tal, mais ou menos chavão.

O problema é achar alguém que consiga ter uma posição com suficiente reconhecimento nas várias áreas, com carisma para não ser engolido em tanta competência ou ser ultrapassado por secretários de Estado que percebam mais do assunto do que @ própri@. Eu tenho uma ideia clara sobre quem o poderia ser, mas acho que seria andar com a carreira, a credibilidade e o seu poder de influência às arrecuas. Claro que não penso em Marianas Vieiras da Silva, mesmo com toda a água benta da linhagem ou do apoio do primeiro-ministro que foi e será. Um regresso, com maiores competências do ministro Tiago, só mesmo como anedota.

E depois haveria toda uma equipa de secretári@s a escolher entre quem é preciso recompensar pelos serviços prestados e isso seria complicado se @ escolhid@ fosse pessoa de fibra e pouco sensível aos bastidores. É por isso que acho que aquele em que estamos quase tod@s a pensar (Nóvoa) dificilmente poderia ser, pois não me parece que o seu perfil sirva para figura decorativa, num saco de gat@s assanhad@s, habituad@s aos favores e tenças da Corte Costista de primeiro e segundo nível. Mesmo se já vejo por aí muita gente a sacar citações a preceito.