A Sério?

Então aqueles que sempre disseram que as recusariam, sempre as podem recusar? Ou… há sempre o medo de não conseguirem depois aceder aos fundos europeus para “projectos”?

Há câmaras a recusar transferência de competências. ANMP diz que não pode haver vazio e, nesse caso, pasta tem de ser assegurada pela administração central.

Hit Me With Your Feedback

Aposto que há por aqui gente com mestrados ou formações avançadas em avaliação, pedagogia diferenciada e/ou supervisão pedagógica, made by Costa, Cosme, Fernandes & Trindade.

Afinal, quando eu digo que um aluno (não) fez bem isto ou aquilo estou a ser todo maia. E eu a pensar que era uma coisa assim bués complexa.

Afinal, pessoal do 6º A e 6º B, as minhas “conversas” (sermões matinais, em outra terminologia) desta manhã foram feedback. E da melhor qualidade, garanto-vos.

O excerto que se segue é do documento de que ontem já publiquei uma pequena parte divulgada pelo Joaquim Colôa.

O feedback é a peça central da avaliação pedagógica porque é através dele que os alunos podem saber onde estão e o que têm que fazer para chegar onde se pretende que eles cheguem. Só com feedback de qualidade pode haver avaliação para aprender.

Avaliar é dialogar e interagir. Avaliar é aconselhar e guiar o aluno na sua aprendizagem, apontando-lhe as falhas e fragilidades, de uma forma construtiva e motivadora, ajudando-o, em tempo útil, a superar essas mesmas dificuldades. Avaliar é também valorizar todos os sucessos do aluno, motivando-o para a aprendizagem e para a reflexão sobre a mesma.
O feedback de qualidade é uma influência poderosa no processo de aprendizagem do aluno.

(…)

O feedback é uma troca de informações escritas ou verbais acerca da aprendizagem, que envolve uma relação colaborativa entre professores e alunos com o objetivo de melhorar quer o ensino quer a aprendizagem. Essa informação pode ser disponibilizada pelo professor aos alunos – feedback professor-aluno-, pelos alunos ao professor – feedback aluno-professor – e entre os alunos – feedback aluno-aluno (feedback entre pares). Para que o feedback cumpra o seu objetivo, todos os tipos de feedback referidos devem ocorrer durante o processo de aprendizagem, a fim de que as informações dadas possam ser imediatamente usadas quer pelo professor na melhoria do ensino, quer pelos alunos na melhoria da sua aprendizagem.

2ª Feira

Os velhos deviam reformar-ser e dar lugar aos novos. Os velhos não podem reformar-se porque não há novos. Os velhos deveriam ter redução para permitir a entrada no quadro de sangue novo. Os velhos não deveriam ter reduções porque há alunos sem aulas. Há demasiados candidatos a professores, é necessário fechar ou reduzir os cursos de formação inicial. Há falta de professores, é necessário abrir ou aumentar os cursos de formação de professores. Os professores têm demasiados privilégios e ganham muito bem, é necessário dificultar-lhes a carreira e reduzir os salários. Os professores enfrentam demasiadas dificuldades e ganham pouco, é necessário facilitar-lhes o acesso a uma carreira com melhores condições.

O problema de quem não pensa além do prazo curto e da conveniência particular é que diz uma coisa e o seu contrário com muito pouco tempo de intervalo e escasso decoro. As circunstâncias não mudaram. Era tudo previsível. Não se desculpem com troikas. E, antes disso, não se justifiquem, alegando teorias da treta sobre “mérito” e coisas assim. Como se pode ver, o que conseguiram ao limitar o horizonte de carreira foi afastar candidatos à docência e ter de recorrer de novo a quem acaba por andar a fazer “biscates” à moda dos tempos em que alguns jornalistas deram um par de anos de aulas. Afinal, quase tudo se baseou apenas em preconceitos e numa enorme desresponsabilização sucessiva de decisores de vistas curtas e escassa “integridade”.