A Ler

Não é a mais fácil das leituras, mas vale a pena. Duas entrevistas com uma das menos convencionais escritoras destes dias. Falhou o Booker de 2021 por pouco.

The poet and novelist discusses her “atrocious” early writing, her hysterical family dynamics, and how getting COVID rewired her brain.

“The internet – in the form of social media, at least – is much more like fiction than it is anything else”

Boa Informação

Sou parcial. Acho a The Atlantic uma das duas melhores revistas do mundo.

The virus isn’t done with us. So we need a new approach to dealing with it.

Hundreds of thousands of deaths, from either tobacco or the pandemic, could be prevented with a single behavioral change.

What does society owe immunocompromised people?

Phosga-se!

Só agora dei por isto e confesso que é brutalmente perturbador.

“I threatened to uninstall the app [and] she begged me not to.”

Em complemento:

USERS PERCEIVED FEMALE AI AS BEING WARMER AND MORE TRUSTWORTHY.

Sábado

Durante a maior parte do meu tempo como docente (quase toda a idade adulta) fiz todos os possíveis por não o encarar em circuito fechado. Ou seja, a vida escolar é o meu emprego, durante muitos anos (como contratado), um dos meus empregos, trato-o com todo o meu profissionalismo possível, mas está longe de ser o que define toda a minha identidade e a escola não é a minha segunda casa, mesmo quando lá passei (ou passo) quase tanto tempo como na primeira. Não é na vida escolar que se concentram unicamente as minhas realizações ou frustrações. Aqui ou no Umbigo uma maior centralidade das questões relativas à educação resultam de os últimos 15 anos corresponderem quase exactamente aos meus anos como quadros de escola/agrupamento e, portanto. Durante os outros 20 fiz outras coisas, felizmente, e alguma continuo a fazer. Quando saio do portão é verdade que ainda trago trabalho para casa, mas cada vez o faço menos. Aprendi a gerir o tempo na escola de modo a fazer lá um bom naco daquela parcela que me adicionaram às 22 horas originais. Claro que ainda faço materiais em ambiente doméstico ou vejo trabalhos e testes dos alunos. Mas há limites que tracei de modo claro. Como ontem escrevi, no fim de semana, quanto muito posso enviar informações a colegas ou encarregados de educação, por comodidade, mas fica por aí o ponto final, parágrafo. Porque há muita vida para além da escola e cada vez mais estou de regresso ao estado de espírito dos tempos em que ela (a escola) estava muito longe do centro das minhas preocupações e da minha existência como indivíduo. Por isso, deixem-me em paz nas horas e dias em que literalmente não me pagam para que me chateie com tretas. Garanto que no resto do tempo faço o que devo e até mais em substância do que em floreios. E só lamento que exista quem não tenha mais com que se entreter. Ou divertir. Ou ocupar-se, em resumo.