Phosga-se, Que Não Desanda!

É que até agora ninguém teve alunos de países do leste da Europa nas turmas, Se não for o ainda ministro Tiago a garantir, nem sequer saberíamos que existiam ucranianos entre nós. Aliás, nem nepaleses, congoleses, moldavos, romanos e, quiçá, alentejanos. (calma, que eu sou sulista híbrido de origem alentejana e algarvia, tenho direito a humor das planuras).

Ministro garante que escolas estão preparadas para a integração de crianças e jovens ucranianos

Mas será que nunca mais arranjam outra criatura para debitar platitudes e vacuidades?

A “Velha” E a Nova Diversidade

Sou tão velho e arcaico que ainda me lembro, como aluno e professor, de alunos que eram “distraídos, “faladores”, “brincalhões”, etc, etc, sem que fosse necessária uma alínea para os definir. As turmas tinham uma diversidade de “perfis”, mas na altura eram apenas indivíduos com as suas características. Mas depois disseram que era mau e feio usar esses termos, que eram rótulos estigmatizadores. Então arranjaram-se outros rótulos, mais ou menos pleonásticos ou metafóricos, para as mesmas coisas, só que agora há “terapias” e coisas químicas que por vezes até rimam com benzina e pouco ou nada resolvem. E é tão mais fácil considerar isso um “progresso” e acenar que sim, que é assim que se faz a “inclusão”, com abordagens “flexíveis”. A maior parte das vezes é mera coreografia com semântica rebuscada, mais panaceias químicas, porque a natureza do “problemática” é exactamente a mesma, só que agora se criaram “problemas” para os quais é preciso “formação especializada” para resolver. Quando o verdadeiro problema é a falta de recursos para resolver os problemas mesmo a sério que existem e que, esses sim que dão trabalho, se varrem para debaixo da alcatifa poeirenta.