2ª Feira

Aproveitem esta 2ª feira e a próxima porque me parece que ainda neste período vai regressar a tese do “mais com menos” ou a variação menos maligna do “mais com o mesmo”, a avaliar pela conversa de uns e o silêncio de outros. Do lado do PSD e circundantes, até se nota o salivar perante a oportunidade demonstrar – sem grande fundamento factual – que nos tempos da troika é que estava tudo bem e que é necessário voltar às práticas de outrora; do lado do PS, um certo silêncio perante a vontade de fazer algo parecido e o embaraço em serem apanhados com a boca na botija, mesmo com a desculpa da guerra, da pandemia e etc, pois fartaram-se de dizer que vinha aí dinheiro europeu a rodos para resolver tudo. Quanto às “esquerdas radicais” (PCP e BE), nesta matéria não adianta muito dar sequer atenção ao que dizem porque, podendo fazer ou influenciar algo diferente, andaram meia década a assinar de cruz o que era parcialmente “revertido” com uma mão e logo sacado num instante com a outra.

Estamos no 3º período de mais um ano lectivo (desde 2018-19 que me lembre, como professor e encarregado de educação) em que há falta de professores durante a maior parte do ano em vários grupos disciplinares. Nada de relevante foi feito e agora querem soluções “urgentes”, claro que “no interesse dos alunos”. Nesse interesse, sublinhando que a minha petiza já não tem de ter professores de Português contratados em saldos para fingir que teve a disciplina no 12º ano, eu volto a propor que @s mais de 800 director@s se dignem ir dar 5 horitas de aulas (ainda seriam umas 4000 semanais) e os restantes elementos das “equipas directivas” com direito a forte redução de horário (serão, pelo menos, uns 2500) façam o mesmo e assim conseguiremos mais 125.000 horas. Não digam que, com isso, as escolas deixariam de funcionar porque eu quero acreditar que com o cansaço que isso lhes causaria talvez deixassem de inventar “pintelhices” (linguagem à catroga) para os outros fazerem e quase todos ficaríamos mais felizes.

11 opiniões sobre “2ª Feira

  1. E para colmatar o já previsível aumento de turmas sem pelo menos um professor, no próximo ano letivo, é atribuir a cada diretor e respetivos apêndices, componente letiva para pelo menos uma turma do agrupamento, durante todo o ano letivo 2022/23. Se possível, a acumular com o cargo de direção de turma. Só assim, para terem um cheirinho de realidade!

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    1. 100% apoiado.
      Já agora, generalizar a atribuição de turmas aos prof do ensino especial.
      Na minha espelunca, isso já está a acontecer. Mandaram-os substituir profs em falta até vir alguém… Como no 3oP não vira ninguém…. ficará até ao fim.

      Claro que os alunos passarão todos com notas bestiais. Quem vier depois, que feche a porta de tanta sabedoria…

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  2. Concordo plenamente.
    Os abusos à boa vontade já começaram
    Onde estou, os professores do 1.° ciclo, na hora de inglês, estão a trabalhar fénix com uma turma diferente. 🙄

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    1. A partir do momento em que surgem a denunciá-la e a propor soluções, acho que sim.
      “Pessoas qualificadas” para a docência é diferente de “pessoas dispostas a ser tratadas como servas” a nível central e local.

      Gostei do seu “nick”, muito criativo.

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