Agora Chamam-lhe “Supervisão Letiva”

Que se esclareça que não tem nada a ver com a add. É apenas um cp muito zeloso da cólidade do ensino. E parece que nem sequer é de agora, mas prática comum. Não sei como terá sido no período não-presencial, mas o que interessa isso agora? O que interessa é que a malta tem mais umas coisitas para fazer, não sabendo eu em que componente do horário entra e se depois o feedback é tipo “maia” ou se apenas é para para misturar e ficar tudo entre amigos. Ou não..

Date: terça, 26/04/2022 à(s) 21:55
Subject: Supervisão letiva em sala de aula – 3.º período
To: Professores <professores@***************>

Boa noite!

De acordo com o definido em reunião de Conselho Pedagógico, este ano letivo manter-se-á o modelo implementado nos anos letivos anteriores, mas, somente, no 3.º período. Assim, relembro que:

1. A supervisão pedagógica é efetuada pelos Coordenadores de Departamento.

2. Sem prejuízo do ponto anterior, o Coordenador de cada Departamento, pela especificidade da disciplina ou da didática, pode delegar competências nos Delegados de Disciplina e/ou Coordenadora de Estabelecimento.

3. O Coordenador de Departamento é supervisionado por um Delegado de Disciplina, à sua escolha, de entre os que constituem o seu Departamento, de acordo com a(s) disciplina(s) que leciona. No 1.º Ciclo, o Coordenador de Departamento é supervisionado pela Coordenadora de Estabelecimento.

4. A supervisão letiva em sala de aula ocorre, presencialmente, uma vez, neste período.

5. Os Coordenadores de Departamento deverão preencher, no mais curto espaço de tempo, a calendarização da supervisão (dia, mês, hora, docente), já partilhada na drive (documento em anexo).

6. Da Supervisão letiva em sala de aula será preenchido documento próprio, o qual será assinado pelos intervenientes no processo (documento em anexo).

7. No final do ano letivo, todos os “supervisores” se reunirão para analisar o processo de Supervisão, partilhar e refletir sobre a prática de cada um.

8. Sem prejuízo do estabelecido no ponto anterior, o Coordenador de Departamento deverá reunir com os seus Delegados uma vez por ano letivo, especificamente para analisar / refletir sobre o processo de Supervisão, sendo elaborado relatório com destaque para os pontos fracos e fortes evidenciados no processo.

Qualquer dúvida, disponham.

Continuação de boa semana

(como é óbvio, apaguei detalhes, mudei as propriedades e até o formato do ficheiro, originalmente em word)

O Milagre Dos Horários Aconteceu!

Eu sei que não devo relembrar quem andou meses a dizer que isto deveria ser assim desde o início do ano lectivo. Porque, como sabemos, quem agora faz isto, não tinha qualquer maneira de saber antes desta semana que parte da solução passava por aqui. Porque era uma coisa perfeitamente abstrusa, própria de idiotas.

E quem ficou para trás? Que se lixe? Não há um pingo de vergonha por nova vaga de ultrapassagens pela faixa de rodagem costista?

1.2. Os horários a concurso na Reserva de Recrutamento 32 correspondem aos horários
pedidos pelos Agrupamentos de Escolas e Escolas não Agrupadas, podendo os mesmos ter
sido convertidos em anuais e completos.
Sempre que tal se tenha verificado as horas
aditadas devem ser rentabilizadas em medidas de compensação para os alunos mais
afetados pela falta de professores, como o reforço de cargas horárias da disciplina,
atividades de recuperação de aprendizagens ou atividades de apoio a alunos de outras
turmas.

Resumindo, Concluindo E Baralhando

É noticiado que a Câmara de Setúbal tem no atendimento aos refugiados ucranianos um russo com ligações ao Kremlin. Pelos vistos, eram ele a mulher que tratavam das papeladas de quem chegava, fazendo cópias e inquirindo informações. A autarquia desmente qualquer tipo de aleivosia, mas afasta o funcionário. É só a mim que isto soa a uma variante de merdinice? Ou é tudo uma conspiração da Nato contra o PCP, como já pude ler nas belas “redes sociais”, a partir do teclado de pessoas que até há bem pouco em considerava relativamente sãs de espírito, divergências ideológicas à parte?

6ª Feira

Algumas das medidas que agora se apresentam para contrariar a escassez de professores parecem-me óbvias. Mas já pareciam óbvias antes, há um ano, dois anos ou mesmo mais. Chegam atrasadas e seria interessante saber porquê, pois não partilho da teoria do “não sei, nem quero saber”, muito habitual em que tem culpas bem visíveis no cartório. Andou-se a dizer que a falta era localizada em termos geográficas e circunscrita a alguns grupos disciplinares. mesmo que assim fosse, era algo grave. Mas nada se foi fazendo, antes pelo contrário, se pensarmos na acção de terraplanagem da secretária Leitão quando esteve na Educação. Foram delas medidas de “boa governança” na questão dos horários incompletos dos colegas contratados, seguindo uma lógica que em nada se distinguia do “mais com menos” dos tempos da troika. O que agora se propõe (completar horários de colocações tardias ou em substituição de horários com reduções) é a negação do que foi imposto em 2018, exactamente quando o problema se começou a agravar e não julgo estar errado se considerar que esse esforço de “racionalização” e “eficácia” ajudou muito à recusa de colocações de gente que ficou impedida de concorrer. E que agora já vai poder concorrer de novo. Mais uma vez, invertendo medidas de Alexandra Leitão que na altura receberam forte oposição de quem estava por dentro do problema. O que significa que ou o então secretário Costa anuía a tudo com a objecção de consciência que nega a outros, ou concordava com tudo e agora já discorda. Ainda bem que mudou de opinião, se assim é. Pena que continue tão casmurro em outras matérias. Como parece que veio para ficar, é bem possível que daqui a um par de anos se percebam outras asneiras. Mas aposto que a culpa vai ser toda atirada para a pandemia que, sendo ninguém, é fácil de responsabilizar por tudo.