Bullshit Capacitation Plan Needed!

É que só agora isto acontece nas escolas portuguesas.

Como lidar na sala de aula com mais de 25 jovens, em que há questões de défice de atenção, pobreza, maus tratos, abandono, doenças graves? O plano de capacitação emocional auxiliaria a fazê-lo.

Agradeço que a colega tenha descoberto agora estes temas, mas há quem tenha lido Montaigne e tantos outros há mais de três meses. E quem tenha de lidar com estes problemas anos sobre anos, porque há “contextos” onde tudo isto é quotidiano e não matéria para prosa descobridora.

O que me parece é que há mesmo muita falta de leituras e vida a esta malta que o AHC descobre para encher salsichas no Observador..

Por exemplo: se a área a diagnosticar fosse “Envolvimento pessoal”, a competência pessoal dos educadores seria expressa pela sua capacidade para escutar os alunos e não só para melhorar o ensino. Neste ponto, uma das competências a desenvolver seria a escuta ativa, a partilha e troca de conhecimentos e experiência, a reflexão individual e coletiva, bem como a avaliação crítica e desenvolvimento ativo das emoções. Lembro-me sempre de Montaigne, para quem o professor ideal era aquele que “escute o seu discípulo falar por seu turno” e que “avalie dos progressos que ele tenha feito, não pelo testemunho da sua memória, mas pelo da sua vida”.

4 opiniões sobre “Bullshit Capacitation Plan Needed!

  1. Será que passa pela cabeça desta gente que… por exemplo, naqueles anos à volta dos anos oitenta em que Lisnave, Siderurgia, CUF/Quimigal e tantas outras desabaram e que as famílias desta gente toda desabaram e que as condições de vida dos putos desabaram e que tudo isto desabou sobre os professores e as escolas… sabiam que nessa altura já havia professores a lidar com estas situações da vida em cima de um ténue fio… diariamente… sabiam? Sabiam que temos memória? Pois é, a memória é lixada. Vão-se catar com um F muito grande!

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  2. Portanto, a resposta a “questões de défice de atenção, pobreza, maus tratos, abandono, doenças graves” é a chamada capacitação emocional. O feroz capitalismo laissez faire em todo o seu esplendor.

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  3. e quando os progressos desses estudantes se resumem a atingirem maior pontuação no jogo on-line ou a responderem hipersonicamente a uma multiplicidade de posts nas redes sociais?…Estão a realizar aprendizagem?
    e quando, na giria deles, ‘c**** na face’ do docente que enceta a tal escuta ativa e diálogo pedagógico, no intuito de promover uma mudança de atitude perante o processo de aprendizagem, o que fazer nesse caso?
    Espera-se a receita que tanto apregoam tão globalmente eficaz…

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