Era Da Minha Escola

16 anos, 9º ano, nunca o tive como aluno, conhecia-o dos corredores. Muito haveria a dizer sobre as culpas do que se passou mas, como sabemos, por cá, antes de acontecer, não dava para prever, depois de acontecer, não vale a pena. A aliança local entre um marialvismo serôdio e o oportunismo político (ainda me lembro da proibição de largadas em tempos mais revolucionários) continuará forte e, mais desculpa, menos explicação, tudo continuará na mesma, como sempre continuou em outros anos, com outras mortes. O curioso é que há quem promova, apoie ou não se oponha a estes “espectáculos”, mas depois ande por aí a perorar sobre práticas e “projectos” de cidadanias e desenvolvimentos. Em nome da “cultura local”?

Jovem de 16 anos morre em largada de touros na Moita 

5 opiniões sobre “Era Da Minha Escola

  1. O pior é que antes de acontecer já se sabia que ia acontecer, mais cedo ou mais tarde. Nem era preciso terem posto informações na festa – “Existem informações por toda a festa a apontar os cuidados que deve haver durante as largadas, como não se aproximar em demasia dos touros, mas nunca é demais reforçar estes cuidados”!!! A sério?! Desculpem, mas eu acho que o que faltou foi a informação complementar a explicar o que quer dizer “aproximar em demasia”. Alguém me sabe dizer qual a distância de segurança a que se deve estar na arena de um touro, considerando os fatores da massa do bicho, da aceleração, do tempo, … E depois, em função de tudo isso, a que velocidade deve uma presa correr para escapar ileso às cornadas do bicho? Ou será que a culpa foi do pobre rapaz porque não leu as informações? Ou do touro, porque não avisou que estava num dia mau e que podia descarregar a raiva em alguém? Seja como for, vai haver sempre alguém a refletir muito sobre o assunto – “Foi o destino, Deus quis assim!”, “Estas coisas acontecem…chegou a hora dele!” ou “Onde é que estavam os pais do rapaz?”, “O que é que ele andava a fazer àquela hora na rua, no meio de uma largada de touros, em vez de estar a dormir?”, “Por que é que não proibiram a presença de menores nas largadas de touros?”. E que tal perceber de uma vez por todas que um touro será sempre um touro?!

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  2. Há poucos anos foi a irmã de um jogador do Sporting, creio. Apanhada por um touro que não deveria ter passado naquela rua. ( é mais ou menos isso, acho eu). Ou seja, continuam as festas, os copos, e povo contente com a tradição.

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  3. É a tal feliz imbecilidade de que costumo falar por aqui… e as escolas caminham no mesmo sentido; entreter miúdos, fugindo ao trabalho e à exigência.
    Quando crescerem, continuarão, como os progenitores, a não querer mais do que copos, comida e futebol.

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