Compreendo O Desânimo

Levar a sério a função de Presidente do Conselho Geral, para além de oportunismos, porreirismos e outras coisas pouco dignas, é muito complicado no actual ambiente de bonapartismo e autarcia que se vive em tantos agrupamentos e esolas.

Por isso, compreendo que – como aconteceu comigo há uns anos – as pessoas se cansem e batam com a porta quando o seu trabalho é constantemente atacado por quem deveria prestar contas e não armar-se em controleiro. Não devendo publicar o texto da renúncia da colega, por razões óbvias, estou autorizado a divulgar a mensagem que um professor do agrupamento em causa lhe dirigiu, até porque teve divulgação geral.

Cara colega Mónica

Acabo de ler o email abaixo transcrito de renúncia ao cargo de Presidente do Conselho Geral. Compreendo e sabendo das muitas dificuldades criadas ao exercício do cargo, não me espanta. Como talvez alguns ou muitos não saibam, a Presidente do Conselho Geral é a figura mais importante de uma Escola. Não é o Director ou o Subdirector. O Director e os restantes elementos da Direcção respondem ao Conselho Geral e não o contrário. 

Tudo isto não é por acaso.

No meu caso este mal estar docente pouco me irá afectar, uma vez que estou muito próximo de me ir embora. 

Mas para quem como eu é professor nesta Escola há quase trinta anos, e há vários(as) colegas  com o mesmo tempo na Escola, lamento esta e muitas outras desagradáveis situações de quem está gerindo a Escola.

Os meus cumprimentos,

António José Barroso

11 opiniões sobre “Compreendo O Desânimo

  1. As eleições para o CG são uma salazarenta farsa. Candidaturas alternativas são impossíveis, tamanhas são as ameaças.
    Até já tive conhecimento de conversas, entre diretor@s, em que se orgulhavam desses comportamentos e discutiam quem é e quais as técnicas mis “eficazes” para amedrontar os zecos.
    Neste contexto, o PCG é sempre uma marioneta e um lambe-botas do diretor@.

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  2. Engana-se, colega! Por isso, mesmo a Presidente em questão renunciou ao cargo, por não ceder a esse tipo de pressões e ver a sua vida profissional e pessoal virada do avesso. Não somos todos iguais, mas esses conluios advém do facto dos conselho geral avaliar o diretor e, estupidamente, o diretor avaliar todos os membros do Conselho, até o presidente. Por isso, o sistema é que está errado, se não fosse o sistema, tudo poderia ser muito diferente.

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  3. O professor Antonio Barroso,falou e muito bem ao dizer que o director e sub desta escola em Viana (muita gente sabe qual é) querem mandar no Conselho geral,e é precisamente o contrário,tivessem eles capacidade para isso.
    Enfim,Agrupamento que vai de mal a pior.

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  4. Está a dar-me total razão. Os, raríssimos, casos em que a manipulação não acontece são as exceções e acabam assim, em renúncia. Tal como afirma, com a “vida pessoal e profissional virada ao contrário “. Serão substituídos por uma marioneta.
    Foi exatamente o que afirmei!

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  5. Endereço à Professora Mónica Elisabete Teixeira, Presidente demissionária do Conselho Geral do Agrupamento de Escolas Abelheira (Viana do Castelo), que tem como Director o Professor José Carlos Pires de Lima e como Subdirector o Professor Luís Miguel Sottomaior Braga, a minha total solidariedade e consideração pela decisão tomada.

    A coragem e a dignidade de alguns é o que (ainda) acalenta a esperança de que a hipocrisia e o cinismo possam ser derrotados…

    Não conheço a Professora Mónica Teixeira, mas basta-me esta sua decisão para acreditar que será uma Mulher íntegra, corajosa e com mérito. Parabéns!

    Os nomes acima indicados constam na página oficial e pública do Agrupamento de Escolas Abelheira (Viana do Castelo).

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  6. Elogio a colega que renunciou ao cargo e o colega que escreveu estas palavras. São pessoas assim que contam. Sinto orgulho por vos ter como colegas. Obrigado pelo exemplo que dão.

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  7. desde a publicação da legislação sobre gestão escolar que instituiu este regime de gestão unipessoal que se gerou um absurdo: se o presidente do CG for um docente, existe um conflito de interesse insanável. O CG fiscaliza a direção mas o presidente do CG é subordinado da direção. Fica evidente o que pode resultar desta interação…
    Se o presidente do CG tiver poder social e/ou económico, mesmo sendo docente, uma direção autocrática ‘baixa a bolinha’…

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  8. Basta o presidente do CG ter força para essa fiscalização (conhecimento do funcionamento/gestão da escola/ agrupamento) e apoio da maioria dos elementos do CG.
    Este ano questionei o “meu ” Presidente do CG sobre algumas determinações que estavam a ser implementadas no Agrupamento,que deveriam ter sido aprovadas pelo CG em tempo útil.

    Por acaso o CG foi informados dos critérios X?
    R: Disseram que era igual aos do ano passado!
    E onde está escrito isso?
    R: Pois não sei! Deve estar na ata do ano passado(?????)

    A lista do CG foi feita à medida da direção, ninguém chateia, a quase totalidade dos elementos nem sabe a legislação pela qual se rege e quais são as suas atribuições….a chatice são mesmo as reuniões para cumprir calendário!
    Penso que na maioria das escolas é o que acontece.
    Um louvor à colega demissionária que teve a coragem de não ser manipulada!

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