3ª Feira

Uma semana de leituras e preparação para a ficha global do ano. Fichas formativas, sem ser para avaliação formal, antecipando conteúdos e tipos de questão. Ficha global formal com um apanhado dos conteúdos do ano e da última leitura orientada realizada. Resultados abaixo do razoável em tudo o que implica estudo ou um pouco mais de investimento na escrita. Ou memória de competências essenciais (como as aspas nas transcrições, o uso das maiúsculas, de pontuação). Dá-se o fidebéque sobre os erros cometidos ou as questões a que nem se tentou responder. Então faz-se nova ficha formativa aos alunos com piores resultados, indicando que quem quiser pode voltar a fazer exactamente a mesma ficha que fora apresentada anteriormente, apenas para efeitos de melhoria da nota (e, claro, demonstração que as aprendizagens, pelo menos em parte, sempre foram feitas). Até tremo só de pensar que, pelas dúvidas colocadas, as coisas estão longe de melhorar, antes pelo contrário. Nem sempre, por muito que se recorra ao mel da abelha, se obtém o doce desejável.

4 opiniões sobre “3ª Feira

  1. Absolutamente verdade, mas não é o mel que lhes interessa. É o doce feito e metido nas suas boquinhas que eles querem! Fazemos o pino e o mortal à retaguarda vezes sem conta durante o ano letivo, tentamos gerir a crescente indisciplina e aguentar com a carga da cavalaria, andamos sempre a correr e a galope revendo conteúdos essenciais para enfrentar novos conteúdos, variando e reforçando estratégias, sempre com o foco no desenvolvimento de competências e na promoção de valores, costuramos papéis e mais papéis, e mesmo que façam o que lhes apetece e não o que lhes mandamos ou o que devem fazer, pelo menos fizeram alguma coisa! O importante é estimular a autoestima e o orgulho nacional. De resto, no final das contas serão todos abençoados e benzidos com água benta – “Vai lá embora, meu filho, e não te esqueças de rezar 50 Ave Marias e 50 Pais Nossos.. e depois já podes passar.” Se é para isto, nem era preciso ir à escola!

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      1. Bem sei disso, mas então se é para as escolas serem infantários e ATLs, não é preciso tantos iluminados com teorias da treta, MAIAs e afins, nem avaliações e tanta burocracia e papelada. Bastava um plano de atividades lúdicas e de lazer, uma grelha de avaliação qualitativa, daquelas só com cruzinhas e com duas colunas: Muito Bom e Excelente.

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        1. Pois, nem professores, que os técnicos de animação sociocultural devem sair mais baratos. Infelizmente, acho que lá chegaremos, quando a tecnologia conseguir iludir suficientemente os incautos para acharem que assim é que as criancinhas aprendem muito…

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